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Segundo a revista Forbes, a fortuna de Elon Musk teve uma queda de 9,71%; entenda o que causou o prejuízo no patrimônio do CEO da Tesla
Elon Musk ficou menos rico em cerca de US$ 24,8 bilhões (R$ 125,29 bilhões de acordo com a cotação atual do Banco Central). A queda foi de 9,71%, segundo o ranking de bilionários em tempo real da Forbes.
Apesar do rombo bilionário, o CEO da Tesla continua sendo a pessoa mais rica do mundo. Sua fortuna foi estimada pela revista em US$ 231 bilhões (R$ 1,167 trilhão).
A principal razão da redução do patrimônio foi a queda nas ações da Tesla. Na última quinta-feira (19), os papéis caíram 9,3% depois que a divulgação do lucro trimestral da empresa decepcionou os investidores.
A empresa informou na quarta-feira (18) que obteve lucro líquido de US$ 1,85 bilhão (R$ 9,36 bilhões) no terceiro trimestre deste ano, o que representa uma queda de 44% em relação ao mesmo período de 2022.
O resultado equivale a um ganho de US$ 0,53 (R$ 2,67) por ação diluída, abaixo da previsão de analistas consultados pela FactSet, de US$ 0,73 (R$ 3,68).
A receita da fabricante de veículos elétricos, entretanto, subiu 9% na comparação anual, para US$ 23,35 bilhões (R$ 117,9 bilhões) nos três meses encerrados em setembro.
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A empresa aponta que a receita foi impulsionada pelo crescimento de entrega de veículos e pela redução do preço médio de venda.
Segundo a Forbes, Elon Musk detém aproximadamente 21% da empresa, de onde vem 68% da sua riqueza. Desde 2022, a Tesla não vem apresentando bons resultados, o que levou o bilionário a cair no ranking e deixar de ser o homem mais rico do mundo. Em junho de 2023, o CEO recuperou a posição.
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O balanço ruim explica, mas não justifica, e parece que o culpado da situação da Tesla é um só: o próprio Elon Musk.
Segundo a Forbes, analistas afirmam que as declarações recentes do CEO influenciaram a queda com maior força.
Durante uma teleconferência de resultados, Elon Musk lamentou que "os custos dos juros nos EUA aumentaram substancialmente" e descreveu o mercado atual como "um ambiente econômico desafiador".
A fala tentava explicar a necessidade da empresa de baixar os preços e moderar as expectativas iniciais para o novo produto Cybertruck.
Analistas da Bernstein afirmaram em nota que o “comentário durante a teleconferência de resultados foi ainda mais preocupante”.
Já os especialistas de Wedbush chamaram a reunião de um “mini desastre”. Segundo eles, os investidores queriam “entender a queda das margens e os constantes cortes de preços observados globalmente”.
As expectativas foram frustradas ao ouvirem “um Musk muito mais cauteloso que se concentrou em taxas de juros mais altas, investimentos em FSD/AI (direção autônoma total/inteligência artificial) e destacou o caminho difícil para a produção do Cybertruck nos próximos 12 a 18 meses”, afirmaram os analistas de Wedbush, segundo a Forbes.
*Com informações da Forbes e do Estadão Conteúdo
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