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A frequência da abertura de corredores humanitários mediados pelas Forças de Defesa de Israel acendeu o sinal de alerta de que os militares israelenses estejam planejando uma contraofensiva ainda maior
Os civis sitiados em Gaza tiveram outra janela de fuga da cidade sitiada nesta quarta-feira (8) para escaparem em segurança — o segundo corredor humanitário oferecido por Israel nesta semana.
A frequência da abertura de corredores humanitários mediados pelas Forças de Defesa de Israel (FDI), no entanto, acendeu o sinal de alerta de que os militares israelenses estejam planejando um grande ataque à cidade.
O temor não é à toa. As FDI informaram hoje que destruíram 130 túneis do Hamas desde o lançamento da operação militar na Faixa de Gaza.
“As FDI estão realizando atividades militares significativas dentro e ao redor da cidade de Gaza”, disse um porta-voz.
Toda a movimentação de Israel em torno de Gaza levanta suspeitas de que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu estaria se preparando para a reocupação da região.
Mas a liderança israelense garantiu aos EUA que não está planejando uma reocupação da Faixa de Gaza e da Cisjordânia.
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“O que ouvi dos líderes israelenses é que eles não têm intenção de reocupar Gaza e retomar o controle de Gaza”, disse o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken.
O chefe da diplomacia dos EUA enfatizou, no entanto, que a Faixa de Gaza não pode permanecer sob o controle do Hamas, pois “convida uma repetição” dos ataques terroristas de 7 de outubro.
“Também está claro que Israel não pode ocupar Gaza. Agora, a realidade é que pode haver necessidade de algum período de transição no final do conflito”, disse Blinken.
Sem sinais de um cessar-fogo entre Israel e o Hamas, o G7 (grupo que reúne EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá) se reuniu no início do dia para tratar de uma pausa humanitária na guerra.
“Em última análise, a única forma de garantir que esta crise nunca mais aconteça é começar a estabelecer as condições para uma paz e segurança duradouras e enquadrar os nossos esforços diplomáticos agora com isso em mente”, afirmou Blinken.
O Qatar está liderando conversações para garantir a libertação de 10 a 15 reféns em troca de uma pausa humanitária de um a dois dias nas ofensivas israelenses.
*Com informações da CNBC
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