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O sistema de pagamento instantâneo foi criado com o objetivo de agilizar o processo de transferência nos EUA, assim como acontece no Brasil

Com quase três anos de existência, o sistema de pagamentos instantâneo brasileiro — conhecido pela popular sigla Pix — caiu não só no gosto da população como também ganhou o principal banco central do mundo, o Federal Reserve (Fed, o BC norte-americano).
Em agosto do ano passado, o Fed anunciou o plano de lançar o Pix dos EUA entre maio e julho de 2023. O chamado FedNow entrou em atividade nesta quinta-feira (20).
O sistema de pagamento instantâneo foi criado com o objetivo de agilizar o processo de transferência nos EUA, assim como acontece no Brasil.
O Fed explica que o sistema permite que os usuários transfiram recursos a qualquer hora e em todos os dias do ano — até então os norte-americanos tinham um sistema que não funciona aos finais de semana, além de demorar algum tempo para que os recursos fiquem disponíveis.
Na primeira fase, o FedNow está disponível para 35 bancos norte-americanos e cooperativas de crédito, além de uma área do Departamento do Tesouro dos EUA.
No total, 41 bancos e 15 provedores de serviços foram certificados até o momento para usar o serviço, incluindo bancos comunitários e titãs de Wall Street como JPMorgan Chase, Bank of New York Mellon e US Bancorp. O plano do Fed é integrar mais bancos e cooperativas de crédito ainda este ano.
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O BC norte-americano, no entanto, não informou a data para que o acesso ao sistema semelhante ao Pix brasileiro esteja amplamente disponível, mas indicou que ainda deve levar um tempo para que isso aconteça.
“Com o tempo, conforme os bancos optarem por essa nova ferramenta, as pessoas receberão pagamentos imediatamente, enquanto as empresas terão acesso a fundos instantaneamente quando uma fatura for paga”, disse o presidente do Fed, Jerome Powell, em nota.
O FedNow surgiu na esteira dos debates sobre a criação de uma Central Bank Digital Currency (CDBC, na sigla em inglês). Nos EUA, a criptomoeda do banco central será o dólar digital — no caso brasileiro, o real digital, que também está em um estágio mais avançado do que o seu equivalente norte-americano.
Isso porque o FedNow serviria para substituir o projeto do dólar digital no setor de pagamentos pessoa a pessoa (peer-to-peer ou P2P). Alguns representantes do Fed são contra a criação de uma criptomoeda emitida pela autoridade monetária.
Já no caso brasileiro, o real digital seria focado em transações entre empresas (business-to-business ou B2B), tendo em vista que o Pix já cumpre esse papel no varejo.
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