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O dia no front de batalha foi marcado por um ataque a um hospital em Gaza e pela morte de um alto comandante do Hamas

Quando Israel posicionou uma barreira de tanques na fronteira com Gaza na semana passada, os especialistas davam como certa a invasão por terra do território controlado há 15 anos pelo Hamas. Mas, ao que parece, o governo de emergência do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tem outros planos.
Os militares israelenses afirmaram nesta terça-feira (17) que os próximos passos da campanha contra o Hamas não precisa de ser a incursão terrestre há muito esperada.
“Estamos nos preparando para os próximos estágios da guerra. Não dissemos quais serão. Todo mundo está falando sobre a ofensiva terrestre. Pode ser algo diferente”, disse um porta-voz das forças israelenses para a CNBC.
Israel está no 11º dia de uma campanha de bombardeios aéreos à Faixa de Gaza, que ocorre combinado a um cerco total à região — o que incluiu o corte no fornecimento de água, alimentos e eletricidade a uma população de cerca de 2 milhões de pessoas.
O cerco, que grupos de direitos humanos criticaram por violar o direito humanitário, surge em resposta a um ataque terrorista do Hamas em 7 de outubro.
O número de mortos no conflito passou de 1,4 mil em Israel e mais de 2,7 mil pessoas foram mortas em Gaza — e esses números seguem aumentando. Além disso, o governo israelense afirma que o Hamas mantém pelo menos 199 reféns sequestrados em Israel.
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O dia foi marcado pela confirmação da morte de um alto comandante armado do Hamas em um ataque aéreo israelense em Gaza. Ayman Nofal era membro do Conselho Geral Militar e comandante da Brigada Central nas Brigadas al-Qassam, de acordo com o grupo militante palestino.
Mas o evento que mais chamou atenção internacional foi o bombardeio de um hospital em Gaza, que deixou centenas de mortos, de acordo com o Ministério da Saúde da Palestina.
Um porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI) negou que Israel estivesse envolvido no bombardeio do hospital, dizendo em vez disso que a inteligência indica que "foi um lançamento de foguete fracassado da Jihad Islâmica".
Na Jordânia, centenas de manifestantes saíram às ruas de Amã para condenar o ataque ao Hospital Batista Al-Ahli, em Gaza.
Esses, no entanto, não são os primeiros protestos. Manifestações quase diárias tomaram conta da região da embaixada israelense na semana passada para protestar contra os ataques israelenses em Gaza.
*Com informações da CNN Internacional
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