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“Agora estimamos que o Tesouro terá recursos insuficientes para cumprir as obrigações do governo se o Congresso não aumentar ou suspender o limite da dívida até 5 de junho”, escreveu Yellen em carta aos legisladores

Os mercados internacionais ficaram de olho em dois importantes representantes dos Estados Unidos ao longo desta semana. O presidente do país, Joe Biden, e o chefe da Câmara dos Representantes, o republicano Kevin McCarthy, tentam chegar a um acordo para aumentar o teto da dívida dos EUA.
O limite de endividamento do governo funciona, grosso modo, como um teto de gastos — e que precisa ser aumentado com urgência para além dos US$ 31 trilhões de hoje.
Caso contrário, os EUA podem encontrar dificuldades para pagar as contas e entrar em default — ou seja, dar um calote, o que geraria consequências desastrosas e sem precedentes na história norte-americana.
Quem estimava que as coisas iriam chegar a um ponto crítico em 1º de junho era a Secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen. Porém, ela revisou as estimativas e deu “mais fôlego” para os debates sobre o teto.
“Agora estimamos que o Tesouro terá recursos insuficientes para cumprir as obrigações do governo se o Congresso não aumentar ou suspender o limite da dívida até 5 de junho”, escreveu Yellen em carta aos legisladores.
As negociações sobre o aumento ou não do limite de gastos “vão e vem”, como disse o deputado republicano Patrick McHenry. Ele é considerado um parlamentar chave para a aprovação do texto, além de estar próximo do presidente da Câmara.
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McCarthy não quer apenas aumentar o limite de gastos, mas quer cortar algumas despesas do governo democrata de Joe Biden. Entre as medidas, estão ajustes no déficit de órgãos ligados ao imposto de renda norte-americano, reformas para permissão de novas matrizes energéticas, entre outras.
Com a extensão do prazo, os EUA agora terão ao menos mais uma semana antes de terem problemas para pagar as contas. O novo prazo de Janet Yellen acaba em oito dias.
Biden tem afirmado que está otimista com os debates envolvendo o teto da dívida, mas os legisladores ainda não estão convencidos com as propostas do democrata.
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