🔴 TOUROS E URSOS: LULA 3 FAZ 3 ANOS, OS DADOS ECONÔMICOS E A POPULARIDADE DO GOVERNO – ASSISTA AGORA

Ana Carolina Neira

Ana Carolina Neira

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero com especialização em Macroeconomia e Finanças (FGV) e pós-graduação em Mercado Financeiro e de Capitais (PUC-Minas). Com passagens pelo portal R7, revista IstoÉ e os jornais DCI, Agora SP (Grupo Folha), Estadão e Valor Econômico, também trabalhou na comunicação estratégica de gestoras do mercado financeiro.

LARGANDO NA FRENTE

Vulcabras (VULC3) colhe os frutos de uma reestruturação bem executada — e chega aos 71 anos com resultados recordes e ações em alta

Para chegar ao oitavo semestre consecutivo de crescimento, a Vulcabras (VULC3) precisou driblar a pandemia e reduzir o endividamento

Ana Carolina Neira
Ana Carolina Neira
12 de abril de 2023
6:45 - atualizado às 7:52
Wagner Dantas, Diretor Financeiro, Administrativo e de Relações com Investidores da Vulcabras. - Imagem: Divulgação

A Vulcabras (VULC3) começou este ano mais ou menos como quem termina uma corrida de longa distância: consciente de que o caminho foi longo, mas saboreando a conquista da chegada. E, no caso da fabricante das marcas Mizuno, Olympikus e Under Armour, esse sentimento veio com a divulgação do melhor trimestre da história da empresa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com quase 71 anos de existência, a maior produtora de calçados esportivos do Brasil teve lucro, Ebitda e receitas recordes no quarto trimestre do ano passado.

Foram R$ 469,9 milhões de lucro líquido em 2022, uma alta de quase 50% se comparado com o ano anterior, resultado de uma venda de 31,7 milhões de pares no período. Foi também o oitavo trimestre consecutivo de crescimento.

  • Ainda tem dúvidas sobre como fazer a declaração do Imposto de Renda 2023? O Seu Dinheiro preparou um guia completo e exclusivo com o passo a passo para que você “se livre” logo dessa obrigação – e sem passar estresse. [BAIXE GRATUITAMENTE AQUI]

"De fato, olhando para as empresas de varejo brasileiras, a Vulcabras é um ponto fora da curva", diz Wagner Dantas, Diretor Financeiro, Administrativo e de Relações com Investidores da empresa, em entrevista ao Seu Dinheiro.

Mas, assim como acontece numa corrida, foi preciso ter estratégia e preparação para entregar números tão bons. Além dos desafios trazidos pela pandemia — incluindo alta dos juros e da inflação —, a Vulcabras precisou rever seu portfólio e dar atenção especial ao nível de alavancagem para cruzar a linha de chegada com capacidade de enfrentar novas provas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os tropeços da Vulcabras (VULC3)

O endividamento, inclusive, foi o maior empecilho da empresa durante bons anos, situação que obrigou a companhia a buscar dinheiro no mercado por meio de um follow on em 2017. 

Leia Também

Na época, ela conseguiu levantar R$ 747,5 milhões; a companhia, no entanto, já vinha tentando solucionar seus problemas ao menos desde 2014, quando começou seu processo de reestruturação. 

Além de amortizar dívidas e pagar o que devia, a Vulcabras também aproveitou a grana para modernizar suas fábricas e tomar aquele que talvez tenha sido o passo mais importante de todo esse processo: focar nos negócios que realmente importam e possuem sinergias entre si, garantindo mais crescimento e eficiência.

Para isso, licenciou a marca de sapatos femininos Azaleia para a Grendene — a  concorrente já contava com produtos semelhantes no portfólio, como as sandálias Melissa e Ipanema.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Ainda que sejam calçados do mesmo jeito, a dinâmica é diferente ao produzir uma sandália de salto ou um tênis esportivo, assim como é diferente ao levar para o mercado. Decidimos focar naquilo em que tínhamos maior expertise", explica Dantas.

E foi assim que a Vulcabras tornou-se essencialmente uma marca de calçados esportivos, que concorre com grandes nomes do mercado, como Nike e Adidas — porém com preços mais acessíveis e produção 100% nacional.

Mas, como é de costume em casos assim, foram necessários mais seis anos para a companhia colher os frutos de todas essas movimentações. E se lá atrás a dívida era um problema, o indicador de alavancagem financeira — medido pela relação entre endividamento líquido e Ebitda ajustado — era de apenas 0,4 vez em dezembro de 2022.

A chegada de novas marcas

Com dinheiro na mão para organizar as finanças e a decisão de se desfazer dos negócios que faziam menos sentido, foi a vez também de trazer para dentro de casa as demais marcas que hoje fazem da Vulcabras uma gestora de marcas esportivas. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além da Olympikus, a companhia também produz os calçados da japonesa Mizuno e da americana Under Armour, cujos licenciamentos foram adquiridos  em 2021 e 2018, respectivamente — e que também ajudaram a impulsionar o faturamento da empresa, por se tratarem de marcas mais caras.

Competir com grandes nomes do mercado esportivo global, como a Nike, não é uma tarefa fácil, especialmente se considerarmos que elas produzem seus tênis na Ásia, com uma mão de obra muito mais barata.

Mas a estrutura atual da Vulcabras conta com algumas vantagens, segundo Wagner Dantas.

Um dos pontos positivos é ter fábricas locais, sem precisar aguardar importações que podem demorar semanas para chegar ao Brasil. Com capacidade para abastecer o varejo com mais frequência, também fica mais fácil atender as demandas dos consumidores não apenas em termos de acesso rápido ao produto, mas também de tendências.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além de todo esse arranjo logístico, outro ponto passou a favorecer os produtos da Vulcabras nos últimos tempos: a alta do dólar, que encareceu os calçados das concorrentes estrangeiras. Hoje, enquanto os tênis de corrida de marcas como Nike, Adidas e On Running podem custar mais de R$ 1 mil, os modelos da Olympikus produzidos no Brasil podem ser encontrados por R$ 700, por exemplo.

"Agora administramos melhor esses fatores. A pressão inflacionária dos custos, por exemplo, foi absurda por causa da pandemia, mas conseguimos repassar boa parte dela para o preço de venda", diz o executivo da empresa.

Vulcabras: colocando o shape em dia

A tão falada mudança de comportamento após a pandemia também foi algo positivo para a Vulcabras, já que cresceu o número de pessoas mais interessadas em saúde e bem-estar — e, portanto, que buscam praticar alguma atividade física. 

Vale lembrar que as marcas sob os cuidados da Vulcabras hoje produzem não apenas os tênis necessários para essas práticas, mas apostam também em vestuário e acessórios, de modo a oferecer tudo o que o consumidor precisa para se aventurar numa quadra ou campo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“De acordo com um estudo do Google Sports, 39% da população começou a praticar um novo esporte após a pandemia, com forte preferência por atividades ao ar livre e individuais. À medida que os consumidores começam a explorar novas modalidades, também procuram vestuário/equipamentos mais adequados”, escreveram os analistas da XP em relatório recente.

As ações VULC3

O momento de recordes da Vulcabras também se reflete nas ações da companhia. Em um ano, VULC3 tem ganhos de 26,28%; em 2023, a baixa é de 2,94%.

De acordo com dados compilados pela plataforma TradeMap, das quatro recomendações para o ativo, três são de compra e apenas uma é de venda.

No mesmo relatório, a XP classificou a Vulcabras como um bom ativo dentro do setor, especialmente por seu valuation considerado barato, em 5,4 vezes a relação entre preço e lucro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A XP tem preço-alvo de R$ 19 para VULC3 — potencial de valorização de 64,2% se considerado o fechamento de segunda-feira (10).

De maneira geral, os analistas estão otimistas com as empresas do segmento esportivo por acreditarem no potencial de crescimento e no fato de que o setor ainda é fragmentado e pouco explorado.

E para quem pensa em comprar ações da Vulcabras de olho nesse momento positivo, o recado do CFO da companhia é claro: ela não vai crescer a qualquer custo ou sem olhar para o acionista.

"Nós queremos, inclusive, acelerar a recorrência da distribuição de dividendos. Conforme nosso caixa permita, gostaríamos que fosse pelo menos trimestral, porque vemos como uma tendência natural", afirma Wagner Dantas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se depender dele, a Vulcabras ainda tem muito fôlego para novas empreitadas sem esquecer de quem aposta nela nessa corrida.

Leia também: O plano da Petz (PETZ3) para buscar rentabilidade após o fim da “revolução dos bichos” da pandemia

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
GOLE BILIONÁRIO

Dona da Ambev (ABEV3) desembolsa US$ 3 bi para reassumir controle de fábricas de latas nos EUA; veja o que está por trás da estratégia da AB InBev

6 de janeiro de 2026 - 14:11

Dona da Ambev recompra participação em sete fábricas de embalagens metálicas nos Estados Unidos, reforçando presença e mirando crescimento já no primeiro ano

LIQUIDAÇÃO ANTECIPADA

Ações da C&A (CEAB3) derretem quase 18% em dois dias. O que está acontecendo com a varejista?

6 de janeiro de 2026 - 11:59

Empresa teria divulgado números preliminares para analistas, e o fechamento de 2025 ficou aquém do esperado

FOCO NA MONETIZAÇÃO?

Shopee testa os limites de até onde pode ir na guerra do e-commerce. Mercado Livre (MELI34) e Amazon vão seguir os passos?

6 de janeiro de 2026 - 10:57

Após um ano de competição agressiva por participação de mercado, a Shopee inicia 2026 testando seu poder de precificação ao elevar taxas para vendedores individuais, em um movimento que sinaliza o início de uma fase mais cautelosa de monetização no e-commerce brasileiro, ainda distante de uma racionalização ampla do setor

CAMINHO PARA EL DORADO

Depois de Venezuela, esse outro país pode virar o novo “El Dorado” da Aura Minerals (AURA33)

6 de janeiro de 2026 - 10:15

A mineradora recebeu a licença final de construção e deu início às obras preliminares do Projeto Era Dorada. Como isso pode impulsionar a empresa daqui para frente?

DO BRASIL PARA O MUNDO

A vez do PicPay: empresa dos irmãos Batista entra com pedido de IPO nos EUA; veja o que está em jogo

5 de janeiro de 2026 - 19:55

Fintech solicita IPO na Nasdaq e pode levantar até US$ 500 milhões, seguindo o movimento de empresas brasileiras como Nubank

PÉ NO FREIO

GM, Honda e grandes montadoras relatam queda nas vendas nos EUA no fim do ano; saiba o que esperar para 2026

5 de janeiro de 2026 - 19:52

General Motors e concorrentes registram queda nas vendas no fim de 2025, sinalizando desaceleração do mercado automotivo nos EUA em 2026 diante da inflação e preços elevados

VAI PODER MUDAR

Passa vergonha com seu e-mail? Google vai permitir trocar o endereço do Gmail  

5 de janeiro de 2026 - 16:26

Mudança, antes considerada impossível, começa a aparecer em páginas de suporte e promete livrar usuários de endereços de e-mail inadequados

FEZ BULKING

Smart Fit (SMFT3) treina pesado e chega a 2 mil unidades; rede planeja expansão para 2026

5 de janeiro de 2026 - 14:43

Rede inaugura unidade de número 2 mil em São Paulo, expande presença internacional e prevê abertura de mais 340 academias neste ano

ANO NOVO, VIDA NOVA?

Como o Banco Master entra em 2026: da corrida por CDBs turbinados à liquidação, investigações e pressão sobre o BC

5 de janeiro de 2026 - 13:16

Instituição bancária que captou bilhões com títulos acima da média do mercado agora é alvo de investigações e deixa investidores à espera do ressarcimento pelo FGC

EXPANSÃO INTERNACIONAL

BTG Pactual (BPAC11) amplia presença nos EUA com conclusão da compra do M.Y. Safra Bank e licença bancária para atuar no país

5 de janeiro de 2026 - 12:31

Aquisição permite ao BTG Pactual captar depósitos e conceder crédito diretamente no mercado norte-americano, ampliando sua atuação além de serviços de investimento

LEGAL PARA CACHORRO

Adeus PETZ3: União Pet, antigas Petz e Cobasi, estreia hoje novo ticker na B3

5 de janeiro de 2026 - 10:13

Os antigos acionistas da Petz passam a deter, em conjunto, 52,6% do capital social da União Pet; eles receberão novos papéis e pagamento em dinheiro

NOVA LÍDER NO PEDAÇO

Tesla perde liderança para a BYD após queda nas vendas de veículos elétricos

3 de janeiro de 2026 - 16:54

As vendas da Tesla caíram 9% em 2025 e diminuíram 16% no quarto trimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior

UNIÃO ANIMAL

Antiga Cobasi conclui combinação de negócios com a Petz e ganha novo ticker; veja a estreia na B3

3 de janeiro de 2026 - 12:53

A transação foi realizada por meio de reorganização societária que resultou na conversão da Petz em subsidiária integral da União Pet

ADICIONANDO PRESSÃO

TCU determina inspeção de documentos do BC sobre a liquidação do Banco Master

3 de janeiro de 2026 - 11:58

A decisão do órgão ocorre em período de recesso da Corte de Contas e após o relator do caso solicitar explicações ao BC

CENTENÁRIA E TRILIONÁRIA

Ao deixar cargo de CEO, Buffet diz que Berkshire tem chances de durar mais um século

2 de janeiro de 2026 - 16:40

“Acho que (a Berkshire) tem mais chances de estar aqui daqui a 100 anos do que qualquer empresa que eu possa imaginar”, disse Buffett em entrevista à CNBC

VOANDO PARA FORA DA TURBULÊNCIA

Azul (AZUL54) ganha aval do Cade para avançar em acordo estratégico em meio à recuperação judicial nos EUA

2 de janeiro de 2026 - 16:00

O órgão aprovou, sem restrições, a entrada de um novo acionista na Azul, liberando a aquisição de participação minoritária pela United Airlines. A operação envolve um aporte de US$ 100 milhões, ocorre no âmbito do Chapter 11 nos Estados Unidos

VOLTOU ATRÁS

EMAE desiste de compra de debêntures da Light (LIGT3) e rescinde acordo com BTG Pactual; entenda o motivo

2 de janeiro de 2026 - 14:37

O acordo havia sido firmado em setembro de 2025, mas ainda dependia da aprovação prévia da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)

EMISSÃO DE AÇÕES

Prio (PRIO3) anuncia aumento de capital no valor de R$ 95 milhões após exercício de opções de compra de ações

2 de janeiro de 2026 - 14:00

Diluição dos acionistas deve ser pequena; confira os detalhes da emissão das novas ações PRIO3

ALÍVIO

Marisa (AMAR3) ganha disputa na CVM e mantém balanços válidos

2 de janeiro de 2026 - 13:20

Colegiado da CVM acolheu recurso da varejista, derrubou entendimento da área técnica e afastou a exigência de reapresentação de balanços de 2022 a 2024 e de informações trimestrais até 2025

PARA MELHORAR A SAÚDE

Dasa (DASA3) quer começar o ano mais saudável e vende hospital por R$ 1,2 bilhão

2 de janeiro de 2026 - 11:03

A companhia anunciou a venda do Hospital São Domingos para a Mederi Participações Ltda, por cerca da metade do que pagou há alguns anos

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar