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Enquanto o setor de mineração deve apresentar resultados mais fortes referentes ao quarto trimestre de 2022, o mesmo não acontece com a siderurgia, que enfrenta demanda e preços internacionais mais fracos
No setor de mineração e siderurgia, o duelo é de titãs. Na disputa entre Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3) e entre Gerdau (GGBR4) e CSN (CSNA3), quem leva a melhor?
Embora a CSN Mineração lidere as melhores performances do segmento, o Santander elegeu a Vale como a top picks — ainda que ambas tenham recomendação de compra.
“Preferimos a exposição ao minério de ferro e ao cobre do que ao aço, por isso elegemos a Vale como nossa top picks”, diz o banco em relatório.
O preço-alvo dos BDRs VALE foi fixado em US$ 18 pelo Santander, o que representa uma desvalorização de 3% em relação ao fechamento de sexta-feira (27). Já para a CSN Mineração, o preço-alvo é de R$ 5, uma desvalorização de 2,7%.
Entre Gerdau e CSN, quem ganha a preferência do Santander é a CSNA3 e o motivo é o mesmo: o banco optou pela siderúrgica que tem mais exposição ao minério de ferro.
Ambas têm recomendação de compra pelo banco, com preço-alvo de R$ 20 para CSN, o que representa um potencial de valorização de 10% sobre o fechamento de sexta-feira (27), e de R$ 36 para Gerdau — um potencial de alta de 11,5%.
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De maneira geral, o Santander projeta resultados trimestrais melhores para as mineradoras, impulsionados principalmente por preços realizados e volumes de vendas mais fortes.
No caso da Vale, a empresa deve reportar uma produção de minério de ferro no 4T22 de 80 milhões de toneladas, com um preço realizado de US$ 95 por tonelada, implicando um ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) de aproximadamente US$ 5,1 bilhões.
Mas o banco alerta: ainda há riscos para a cotação do minério de ferro e que as incertezas relacionadas à atividade econômica global podem continuar pesando sobre os preços do minério de ferro nos próximos meses.
O Santander estima os preços médios de minério de ferro em US$ 100 por tonelada em 2023, com valores acima disso no primeiro semestre deste ano.
Os preços médios domésticos dos aços planos e longos caíram 13% e 6% no quarto trimestre de 2022, respectivamente, de acordo com projeções da Steel Business Briefing (SBB). Essa queda é justificada pela combinação de demanda e preços internacionais mais fracos.
“Em nossa opinião, volumes de vendas mais baixos, preços realizados mais fracos e ventos contrários nos custos podem pressionar os resultados das siderúrgicas no trimestre”, diz o Santander em relatório.
Quanto aos volumes, de acordo com a Associação Brasileira de Siderurgia (IABR), a demanda doméstica por aço caiu 12% no trimestre entre outubro e dezembro do ano passado: a demanda por aços longos e planos caiu 17% e 8%, respectivamente.
“Nesse contexto, esperamos que as siderúrgicas apresentem resultados mais fracos no trimestre, reforçando nossa visão de que os resultados do segundo trimestre de 2022 foram os maiores resultados trimestrais do setor”, diz o Santander em nota.
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