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O BofA passou a indicar a compra dos papéis e elevou o preço-alvo de R$ 16,00 para R$ 20,00 para 2025 — o equivalente a um potencial de valorização de 46% em relação ao fechamento de sexta-feira (4)
O corte da taxa de juros (Selic) na semana passada já está surtindo efeitos sobre alguns papéis na bolsa. Um deles é o do Assaí (ASAI3), que teve sua recomendação melhorada pelo Bank of America — o que levou as ações da empresa a subirem nesta segunda-feira (7).
O BofA deixou de ter uma posição neutra em relação a ASAI3 e passou a indicar a compra, elevando também o preço-alvo: de R$ 16,00 para R$ 20,00 para 2025 — o equivalente a um potencial de valorização de 46% em relação ao fechamento de sexta-feira (4).
Além da sensibilidade aos juros, o BofA cita um combo para a mudança: valuation, desalavancagem, maturação de lojas e melhorias de governança.
Por volta de 16h25, as ações do Assaí subiam 1,24%, cotadas a R$ 13,86. No ano, no entanto, os papéis acumulam baixa de 29%.
Segundo o Bank of America, o atual valuation do Assaí — 35% abaixo do preço visto em janeiro e m 12,9 vezes o lucro por ação (EPS) esperado para 2024 — está atraente e ainda deve acomodar a esperada deflação dos preços dos alimentos.
"As proposições de valor superiores aos de supermercados tradicionais e aos operadores de atacarejo menores também evocam uma oportunidade secular", diz o Bank of America em relatório.
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Os riscos para o Assaí, segundo o BofA, incluem deflação de alimentos, competição, excesso de estoque, maturação prolongada e áreas de serviço ineficazes.
Com o início da flexibilização da política monetária no Brasil, o Bank of America projeta um aumento de 7% no lucro por ação do Assaí para cada corte de 1 ponto porcentual na Selic.
Com isso, a expectativa é de que a geração de caixa seja capaz de amortizar totalmente a dívida — atualmente em R$ 10,6 bilhões, flutuante — em cinco anos.
O banco lembra ainda que cerca de 30% do espaço de vendas do Assaí está em estágio inicial de maturação.
"A maioria dos espaços está em locais densamente povoados, enfrenta concorrência limitada e promete mix voltados para o varejo com margens mais altas. Como resultado, buscamos um forte crescimento de mesmas lojas e alavancagem operacional", afirma o BofA em relatório.
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