Rombo na Americanas (AMER3) pode afetar até aquisição de clientes do BTG Pactual, diz Itaú BBA
Analistas apontam que linha de crédito que BTG Pactual oferece a empresas da cadeia de suprimentos pode ter demanda reduzida após caso Americanas

A reação em cadeia do rombo de R$ 20 bilhões da Americanas (AMER3) pode afetar o BTG Pactual ao ponto de até reduzir a aquisição de novos clientes pessoa jurídica. A análise foi feita pelo Itaú BBA, que tenta medir o impacto da crise na varejista sobre seus principais credores.
De acordo com os cálculos do Itaú BBA, dos R$ 130 bilhões em exposição de crédito do BTG, cerca de R$ 21 bilhões se referem a pequenas e médias empresas, segmento que consiste quase inteiramente em financiamento da cadeia de suprimentos para vários setores. A estimativa do Itaú BBA é de que essa linha tenha sido responsável por 4% das receitas do BTG no terceiro trimestre de 2022.
"Este produto não apenas traz receita de juros, mas também tem sido a porta de entrada do BTG no setor bancário/crédito para PMEs. Acreditamos que a Americanas é um dos clientes que utilizam esse produto", disse o Itaú BBA em relatório.
O banco aponta que as "inconsistências contábeis" da Americanas foram identificadas justamente na maneira como a varejista declarava dívidas e custos resultante das linhas de financiamento da cadeia de suprimentos.
"Se o setor como um todo reduzir o uso desse financiamento da cadeira de suprimentos após o episódio, isso pode desacelerar essa importante avenida de aquisição e monetização de clientes do BTG", apontou o Itaú BBA.
Leia mais sobre Americanas:
- Americanas (AMER3) eliminada: após rombo de R$ 20 bilhões, varejista cancela patrocínio do BBB 23
- Para JP Morgan, problemas vistos na Americanas (AMER3) não devem se repetir em outras varejistas
- Fitch vê Americanas (AMER3) à beira do calote e faz corte drástico na classificação de risco da varejista
Bancos podem ter de aumentar provisões
O Itaú BBA também traçou outros dois cenários que podem afetar os bancos credores da Americanas como um todo.
Leia Também
Vai sair do papel? CSN (CSNA3) dá passo decisivo para venda de negócio de cimentos por R$ 12,7 bilhões
No primeiro cenário, de calote, a Americanas não conseguiria levantar mais capital ou renegociar suas dívidas com os credores, o que levaria os bancos a ter de declarar essas dívidas como perdas. O Itaú BBA exemplifica que um banco que tenha R$ 1 bilhão de exposição à dívida da Americanas sofreria um impacto de R$ 550 milhões no lucro líquido.
No segundo cenário, que o Itaú BBA considera mais provável, a dívida da Americanas seria reestruturada ou a empresa conseguiria levantar capital, e isso faria os bancos aumentarem as provisões. Segundo o Itaú BBA, uma provisão de 20% a 30% seria um bom palpite, o que, no exemplo da exposição de R$ 1 bilhão, significaria um aumento de provisões entre R$ 200 e R$ 300 milhões.
"Os bancos podem não aumentar sua exposição ao crédito ou renovar as linhas de crédito após o pagamento, mas uma renegociação pode ajudar a evitar uma perda total e outras consequências indiretas que possam ter", disse o Itaú BBA.
RESULTADOS DO 3T26
Microsoft (MSFT) mostra que é possível crescer com IA gastando menos e com balanço sólido; veja números
29 de outubro de 2026 - 11:53CILADA NA BOLSA?
E agora, Nubank? Itaú BBA corta preço-alvo e alerta: o pior ainda pode estar por vir
29 de outubro de 2026 - 11:22NA MIRA DO BC
Mais uma liquidação: Banco Central tira do ar empresa que operava nos bastidores do Pix após encontrar “graves violações”
29 de outubro de 2026 - 9:34AQUECIMENTO PARA O BALANÇO
Vale (VALE3): lucro deve cair quase 50% no 3T26 com inimigo persistente roubando a cena. O que esperar do balanço de hoje?
29 de outubro de 2026 - 6:30RENEGOCIAÇÃO
Raízen (RAIZ4) consegue desconto de R$ 8,5 bilhões em dívidas tributárias; veja quanto a empresa terá de pagar
28 de outubro de 2026 - 18:26PERDEU O ENCANTO?
Itaú BBA deixa de recomendar compra de Bradesco (BBDC4), e ação cai forte; o que levou o bancão a perder o brilho?
28 de outubro de 2026 - 16:27O DILEMA DO BANCÃO
“O preço a pagar” para reduzir riscos: CEO do Santander revela plano para atingir ROE acima de 20%
28 de outubro de 2026 - 14:32BALANÇO AGRADOU
Caneta emagrecedora e dívida menor: os dois motores que fazem da Hypera (HYPE3) uma das poucas altas do Ibovespa hoje
28 de outubro de 2026 - 13:31REAÇÃO AO RESULTADO
Santander (SANB11) afunda mais de 5% após resultado fraco, mas analistas revelam ‘trunfo’ que pode salvar as ações da queda
28 de outubro de 2026 - 11:54OS BASTIDORES DA OPERAÇÃO
Por dentro da Shopee: 150 mil tipos de produtos, muitas mãos e uma corrida para fazer cada pedido chegar à sua casa
28 de outubro de 2026 - 10:46BALANÇO
Santander Brasil (SANB11) frustra no 3T26: lucro tomba 28% e ROE cai a 11,9%; veja os destaques do balanço
28 de outubro de 2026 - 6:16POTENCIAL DE ALTA
Maré favorável? Citi inicia cobertura da OceanPact (OPCT3) e vê espaço para alta de 48%
27 de outubro de 2026 - 17:06PRÉVIA DO BALANÇO
Lucro menor, calotes no radar e recuperação adiada: o que esperar do balanço do Santander Brasil (SANB11) no 3T26
27 de outubro de 2026 - 13:28FACA AFIADA
Citi manda vender Banco do Brasil (BBAS3) após eleições; veja o que colocar no lugar
27 de outubro de 2026 - 13:09SD ENTREVISTA
Agência com cara de hotel? A aposta do Bradesco (BBDC4) para atrair clientes endinheirados
27 de outubro de 2026 - 12:03APOSTA NO LUXO
Massagem, hotéis Fasano e descontos: a nova cartada do Itaú (ITUB4) e da JHSF (JHSF3) para conquistar os clientes ricos
27 de outubro de 2026 - 8:33VAI DE BOLSA
Após SpaceX (SPCX), Anthropic quer entrar no grupo do ‘IPO do trilhão’ com documento enviado à SEC
26 de outubro de 2026 - 14:45AQUISIÇÃO BILIONÁRIA
Itaú (ITUB4) desembolsa R$ 2,925 bilhões para comprar NeoSpace e fortalecer operação de inteligência artificial
26 de outubro de 2026 - 9:12AGORA VAI?
Oncoclínicas (ONCO3) avança em reestruturação e apresenta novo plano para renegociar R$ 5,7 bilhões em dívidas
23 de outubro de 2026 - 19:43MAIS UM RECORDE