🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

PRESSÃO VENDEDORA

Na Raízen (RAIZ4), um investidor importante dá adeus e as ações vão às mínimas históricas. O que explica?

A Hédera Investimentos, veículo da Louis Dreyfus, vai vender sua fatia de 24,3% das ações PN da Raízen (RAIZ4). E agora, como ficam as ações?

Victor Aguiar
Victor Aguiar
30 de janeiro de 2023
15:51 - atualizado às 15:07
Placa com o logo da Raízen (RAIZ4), subsidiária da Cosan que fez IPO em 2021
Raízen (RAIZ4) - Imagem: Divulgação/Raízen

Em 4 de agosto de 2021, a Raízen joint venture entre Shell e Cosan (CSAN3) — bateu o martelo: precificou as ações RAIZ4 a R$ 7,40 em seu IPO, no piso da faixa indicativa que ia até R$ 9,60. Ainda assim, foi a maior abertura de capital no Brasil naquele ano, movimentando quase R$ 7 bilhões com a operação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao estrear na bolsa, a companhia tinha valor de mercado de cerca de R$ 76 bilhões — maior, inclusive, que o da própria Cosan. Mas, passados quase um ano e meio do IPO, as ações da Raízen são negociadas na faixa de R$ 3,25, amargando uma desvalorização de mais de 55%. O valor de mercado caiu para R$ 35 bilhões.

As turbulências vividas pela bolsa como um todo afetaram o desempenho de RAIZ4: incertezas político-econômicas, fuga da renda variável em meio à Selic a 13,75% ao ano e certa desconfiança dos investidores em relação às empresas estreantes da bolsa foram alguns dos fatores que prejudicaram a Raízen nesse um ano e meio. Mas não só isso.

Um dos novos focos de preocupação referentes ao grupo foi revelado hoje: uma mega venda de ações RAIZ4, a ser realizada amanhã na B3. E "mega venda" não é modo de dizer: serão negociados 330,6 milhões de papéis, o que equivale a 24,32% dos ativos preferenciais da companhia.

O preço de venda? R$ 3,15 por ação, o que implica num giro de mais de R$ 1 bilhão; o leilão será intermediado pelo BTG Pactual e deve acontecer entre 10h30 e 10h45 desta quarta (1). Portanto, falamos de uma potencial enxurrada de ações RAIZ4 sendo despejadas no mercado a partir da virada do mês.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como resultado, as ações da Raízen caem 5,5% nesta segunda (30), a R$ 3,23 — nas mínimas históricas para o papel. E a notícia, naturalmente, gera uma série de especulações no mercado: por que uma venda tão grande e anunciada com tanta antecedência?

Leia Também

Gráfico de linha mostrando o comportamento das ações da Raízen (RAIZ4) desde o IPO. Repare que os papéis conseguiram se manter perto do preço da abertura de capital até maio do ano passado; a partir daí, começaram a perder fôlego. Fonte: CVM

Raízen (RAIZ4): quem vende?

O aviso protocolado no sistema da B3 não deixa claro quem é o vendedor, informando apenas o preço fixado, a quantidade de ações a serem vendidas e o percentual que esses papéis representam do total de ações desse tipo.

No entanto, uma rápida consulta aos dados disponibilizados pela própria Raízen (RAIZ4) em seu Formulário de Referência nos mostram uma informação bastante conclusiva:

Shell e Cosan, juntas, ainda são donas de mais de 88% do capital social da Raízen (RAIZ4). Fonte: CVM

Veja que a Hédera Investimentos é dona de 24,32% das ações preferenciais da Raízen — justamente a fatia anunciada para o leilão de quarta-feira. Estamos falando de um veículo de investimentos da Louis Dreyfus Company, uma das principais comercializadoras e processadoras globais de produtos agrícolas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ou seja: esse leilão servirá para que a Louis Dreyfus zere sua participação na Raízen. E, como ainda não se sabe qual o destino das ações RAIZ4 a serem vendidas pela Hédera, é possível que o chamado free float — os papéis em livre circulação no mercado — aumente substancialmente de uma hora para a outra; atualmente, essa taxa está em 13%.

"O mercado diminui a tomada de risco no papel, com expectativa desse forte fluxo de venda", diz um gestor que prefere não ser identificado.

Vale lembrar que a Hédera era a dona da Biosev, empresa do setor sucroenergético que foi comprada pela Raízen em fevereiro de 2021, pouco antes do IPO da companhia. Sendo assim, o veículo da Louis Dreyfus ficou com ações da Raízen como pagamento — participação essa que será vendida agora.

Resta, então, entender os motivos pelos quais a Hédera fará isso — e é aqui que a maior incerteza reside.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

VEJA TAMBÉM - É o fim da previdência privada? Descubra se o Tesouro RendA+ será capaz de acabar com os PGBLs e VGBLs

Cenário macroeconômico conturbado?

Em relatório publicado nesta tarde, a XP destaca que a decisão da Hédera pode ter relação com as turbulências macroeconômicas que cercam o setor de combustíveis no Brasil. A Raízen (RAIZ4), afinal, é um player importante no setor sucroalcooleiro, e há um enorme ponto de interrogação quanto à política do novo governo para o etanol e a gasolina.

Como se comportarão os preços nas bombas nos próximos meses? O que será da política de preços da Petrobras — e, como consequência dela, como o litro do etanol irá reagir? E as taxações sobre os combustíveis, tanto em nível federal quanto estadual, como ficarão?

Vale lembrar que, no segundo trimestre fiscal de 2023 — cujos resultados foram reportados em 10 de novembro —, a Raízen teve um desempenho aquém do esperado no braço de marketing e serviços (M&S), dados os preços abaixo do esperado para venda de combustível em estoque.

Ou seja: caso a isenção sobre os combustíveis continue indefinidamente, ou caso haja uma mudança na política de preços da Petrobras de modo a manter a gasolina em patamares mais baixos, a venda dos estoques de etanol tende a ficar sob pressão no curto e no médio prazo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E mais: se o preço do etanol for puxado para baixo em meio às políticas de combustível da Petrobras e dos governos federal e estaduais, é de se imaginar uma mudança no mix de destinação de cana plantada, priorizando a produção de açúcar — uma alternativa que já vem se mostrando mais vantajosa, em termos financeiros.

Os fins justificam os meios?

Há, ainda, uma segunda possibilidade: a de que a Louis Dreyfus esteja precisando do dinheiro. Segundo o Brazil Journal, a LDC pretende usar os recursos da venda para quitar dívidas bancárias.

E, de fato, o perfil de endividamento da Louis Dreyfus mostra um certo estresse: os compromissos de curto prazo totalizavam US$ 4,9 bilhões em junho do ano passado, cifra maior que a dos passivos de longo prazo, cuja soma chegava a US$ 4,2 bilhões. A liquidez total era de cerca US$ 7 bilhões.

Portanto, o R$ 1 bilhão a ser obtido com a Hédera a partir da venda de participação na Raízen não soluciona as eventuais pressões financeiras no fluxo de endividamento da LDC, mas ao menos traria algum alívio — o balanço da Louis Dreyfus no primeiro semestre de 2022 não dá mais detalhes quanto ao vencimento de cada uma das dívidas de curto prazo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Procurada pelo Seu Dinheiro a respeito da natureza da venda da posição da Hédera em RAIZ4, a Louis Dreyfus disse que não iria fazer comentários sobre o tema. A Raízen não retornou os pedidos feitos pela reportagem até o fechamento da matéria — iremos atualizar o texto caso a empresa se manifeste.

Raízen (RAIZ4): como se posicionar?

Em linhas gerais, os resultados divulgados pela Raízen (RAIZ4) em novembro foram considerados fracos pelo mercado, embora a estratégia de execução da empresa tenha sido elogiada. O segmento de serviços e marketing foi o destaque negativo, enquanto o braço de açúcar e fontes renováveis foi o destaque positivo.

Dito isso, chama a atenção a postura otimista dos grandes bancos quanto à ação RAIZ4: o Bank of America, por exemplo, tem recomendação de compra para os papéis e preço-alvo de R$ 9,00 — um potencial de alta de mais de 170% em relação às cotações atuais.

O Itaú BBA tem preço-alvo de R$ 7,00 (+115% de alta implícita); a XP tem recomendação neutra e meta de R$ 9,60 (+195%).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em geral, apesar dos riscos relacionados ao braço de marketing e serviços, os analistas ponderam que as perspectivas são positivas para o segmento de açúcar: algumas agências especializadas estimam que a safra brasileira em 2023/2024 poderia chegar a 600 milhões de toneladas. Mesmo a exportação de etanol poderia ser uma saída para a eventual cotação deprimida no mercado doméstico de combustíveis.

"Estamos ansiosos pelo guidance da Raízen para 2023/24 e sua posição de hedge, uma vez que, no nosso ponto de vista, a companhia se aproveitou do atual momento sólido para aumentar sua posição fixa em açúcar e assegurar as margens", diz a XP.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
BRB EM QUEDA

Mercado reage a plano de recomposição de capital e ações do BRB (BSLI4) chegam a cair 20%

9 de fevereiro de 2026 - 18:13

Banco de Brasília apresentou na sexta (6) o plano para capitalizar a instituição após perdas com ativos do Banco Master; veja o que explica a queda da ação nesta segunda (9)

SINAL DE ALERTA

O que os dividendos da Petrobras (PETR4) têm a ver com a cautela de analistas e investidores em relação à estatal

9 de fevereiro de 2026 - 18:01

O BTG Pactual vê fundos ainda subalocados no papel, retorno esperado mais modesto e poucas razões para aumentar a aposta no curto prazo

DIFÍCIL DE RECLAMAR?

O novo normal do BTG Pactual: o que o CEO prevê por trás do guidance de rentabilidade — e quais as alavancas de crescimento para 2026

9 de fevereiro de 2026 - 17:47

Resultado do quarto trimestre fecha uma sequência de trimestres recordes e reforça a mensagem do banco: a rentabilidade elevada veio para ficar

SOB INVESTIGAÇÃO

De caneta milagrosa a perigo para a saúde: mortes por pancreatite colocam canetas emagrecedoras na mira da Anvisa

9 de fevereiro de 2026 - 17:20

Além das mortes, cerca de 200 casos de problemas no pâncreas estão sendo investigados pela agência

NO INFERNO ASTRAL

Endividada, Raízen (RAIZ4) perde grau de investimento da Fitch, com corte na nota de crédito

9 de fevereiro de 2026 - 16:05

A Fitch estima que a companhia tenha cerca de R$ 10,5 bilhões em dívidas com vencimento nos próximos 18 meses, o que amplia o risco de refinanciamento

DEGRAU OU TETO?

Rentabilidade do Bradesco (BBDC4) deve ‘emperrar’ em 17%, abaixo dos rivais, aposta JP Morgan

9 de fevereiro de 2026 - 13:20

ROE do banco avança, mas analistas alertam para um “teto” que pode travar novas altas das ações BBDC4 na bolsa

PROCURA-SE AJUDA

Com ação valendo menos de R$ 1, Raízen (RAIZ4) busca assessores para sair do sufoco das dívidas

9 de fevereiro de 2026 - 11:27

A produtora de etanol enfrenta alto endividamento, com a dívida líquida atingindo R$ 53,4 bilhões no segundo trimestre da safra 2025/26, e busca alternativas para sair do sufoco

NO RADAR DO MERCADO

Banco Pine (PINE4) acelera, entrega ROE de 36% e passa a flertar com oferta de ações milionária na B3

9 de fevereiro de 2026 - 10:34

Depois de um balanço forte no 4T25, o banco avalia captar recursos na B3; entenda os planos do Pine

AGORA VAI?

A CSN (CSNA3) quer vender até R$ 18 bilhões em ativos — quais as chances de o plano de desalavancagem finalmente sair do papel

9 de fevereiro de 2026 - 6:32

Pressão financeira, plano mais detalhado e menos espaço para recuos explicam por que analistas veem maior chance de execução agora

RESULTADO

BTG Pactual (BPAC11) bate novo recorde de lucro e deixa os rivais para trás na corrida da rentabilidade no 4T25

9 de fevereiro de 2026 - 5:19

O banco fechou o quarto trimestre de 2025 com um lucro líquido ajustado recorde de R$ 4,59 bilhões. Veja os destaques do balanço

UM NOVO REVÉS

Nelson Tanure perde ações da Light (LIGT3) e da Alliança (AARL3) para credores; entenda o que aconteceu

8 de fevereiro de 2026 - 18:10

O montante da dívida em jogo é estimado em R$ 1,2 bilhão, tendo como credores nomes como BTG Pactual, Prisma, Farallon e Santander

EM EXPANSÃO

JBS (JBSS32) acelera aposta no Oriente Médio e investe US$ 150 milhões em hub multiproteínas em Omã; entenda os detalhes da operação

8 de fevereiro de 2026 - 17:03

Segundo o CEO global da empresa, Gilberto Tomazoni, o projeto marca a expansão da presença da companhia na região

ESCÂNDALO FINANCEIRO

Caso Fictor: após recuperação judicial, clientes organizam associação para cobrar R$ 4 bilhões em investimentos

7 de fevereiro de 2026 - 15:43

Grupo tenta coordenar reação dos investidores após pedido de recuperação judicial e decisão do TJ-SP que bloqueou R$ 150 milhões da empresa

MEIO AMBIENTE

Petrobras (PETR4) leva multa de R$ 2,5 milhões do Ibama após vazamento em poço na Foz do Amazonas

7 de fevereiro de 2026 - 14:51

Autuação cita descarga de fluido de perfuração no mar; estatal tem 20 dias para pagar ou recorrer, enquanto ANP libera retomada da perfuração

REFORÇO DE CAIXA

Em meio às investigações sobre o Banco Master, BRB apresenta plano de recomposição de capital ao BC

7 de fevereiro de 2026 - 11:02

Banco do DF diz que ações são preventivas e que eventual aporte ainda depende do desfecho das investigações

REESTRUTURAÇÃO

Correios colocam imóveis à venda em todo o país em mais uma tentativa de reduzir rombo no caixa

6 de fevereiro de 2026 - 18:03

Segundo a estatal, alienação de ativos ociosos começa em fevereiro e pode arrecadar até R$ 1,5 bilhão para fortalecer investimentos e sustentabilidade da empresa

Empreendedorismo

Ele faturou R$ 1,6 milhão em um mês com acessório para cerveja criado com impressora 3D

6 de fevereiro de 2026 - 17:11

Jovem de 18 anos fatura R$ 1,6 milhão em apenas um mês com o Beerzooka, acessório para bebidas criado com impressora 3D

QUER SAIR DO BURACO

Dona de Jeep e Fiat em apuros: Stellantis despenca na bolsa após suspender dividendos e fechar 2025 no prejuízo

6 de fevereiro de 2026 - 16:45

Para 2026, a gigante automobilística busca um aumento na receita líquida e na margem ajustada de lucro operacional; UBS diz se a ação ainda vale a pena

O QUE ESPERAR DOS BALANÇOS

As coisas não devem melhorar tão cedo para a Raízen (RAIZ4); XP vê apenas uma ação para comprar no setor

6 de fevereiro de 2026 - 16:00

Às vésperas dos resultados da safra 2025/2026 (3T26), a corretora rebaixou a Raízen e manteve cautela com o setor sucroenergético, por isso, a aposta do segmento veio com ressalvas

Tecnologia

iPhone 17e já tem data de lançamento prevista; veja quando ele chega e quanto deve custar

6 de fevereiro de 2026 - 15:06

De acordo com vazamentos de sites especializados, a versão mais acessível do iPhone 17 deve ser lançada ainda no mês de fevereiro.

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar