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A companhia reportou um novo trimestre de crescimento neste ano. O lucro líquido avançou 24,9% em relação ao mesmo período de 2022, para R$ 3,21 bilhões
Talvez uma cerveja gelada não seja a bebida mais aconselhável para um café da manhã, mas a Ambev (ABEV3) conquistou o direito de celebrar com um brinde logo cedo nesta terça-feira (31) — e tudo por conta do balanço do terceiro trimestre de 2023.
As ações operam entre as maiores altas do Ibovespa hoje. Por volta das 11h30, os papéis subiam 3,40%, negociados a R$ 12,78.
A companhia reportou um novo trimestre de crescimento entre julho e setembro deste ano. O lucro líquido avançou 24,9% em relação ao mesmo período de 2022, para R$ 3,21 bilhões.
"O 3T23 foi mais um trimestre de crescimento e rentabilidade graças à execução consistente da nossa estratégia, com desempenho positivo da receita líquida e alavancagem operacional”, afirmou o CEO da Ambev, Jean Jereissati, em comunicado à imprensa.
Segundo a empresa, o resultado foi impulsionado pelo crescimento do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado combinado com menores despesas financeiras.
E por falar em Ebitda ajustado, o indicador cresceu 43,7% no comparativo anual, com avanço em todas as frentes de negócios, encerrando o terceiro trimestre em R$ 6,58 bilhões.
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A receita líquida da Ambev avançou 19,3% em relação a igual intervalo do ano passado, atingindo a marca de R$ 20,3 bilhões em setembro.
O volume total orgânico da companhia mostrou queda de 2% na base anual. O indicador foi impactado pela queda no desempenho no segmento de cerveja, mas compensado pelo avanço das bebidas não alcoólicas.
“Esses resultados são explicados por uma combinação do desempenho resiliente da receita líquida, apesar da queda de 2,0% no volume, juntamente com ventos favoráveis no câmbio e nas commodities (particularmente alumínio) em nossos custos, e maior eficiência em termos de despesas de distribuição e administrativas”, disse a empresa.
Na visão da empresa, o “momentum” do Brasil continuou no trimestre. O resultado foi liderado pelo segmento de Cerveja Brasil, com destaque para o desempenho das marcas de cerveja premium e super premium (lideradas por Corona, Spaten, Stella Artois e Original) em ganhos de participação de mercado.
Porém, a água se aproxima do chope da Ambev (ABEV3) a partir do próximo trimestre. Isso porque, nas projeções da companhia, o desempenho do quarto trimestre “é sempre crítico” devido à chegada do verão na América do Sul.
Apesar da barra mais elevada, a empresa mantém a expectativa de melhora em termos de crescimento e rentabilidade, com expansão do Ebitda ajustado e da margem bruta em relação a 2022.
Na visão do BTG Pactual, o trimestre da Ambev (ABEV3) foi marcado por uma relevante redução de custos no negócio. Para os analistas, a empresa reportou um trimestre bom e “qualitativamente diferente do que estamos acostumados a ver”.
“Apesar da desaceleração das vendas, economias impressionantes de custos de vendas, gerais e administrativos (SG&A) impulsionaram o ritmo”, disse o banco, em relatório.
Vale lembrar que a SG&A excluindo depreciação e amortização diminuiu 4,4% no terceiro trimestre, devido a menores despesas de distribuição e despesas administrativas.
A instituição ressalta, porém, a necessidade de acompanhar a sustentabilidade e intensidade da redução de custos e despesas.
O verdadeiro destaque, na análise do BTG, é o desempenho da cerveja brasileira. “A cerveja no Brasil merece um olhar mais aprofundado”, ressaltam os analistas.
O BTG Pactual acredita que uma revisão das projeções para o futuro da Ambev (ABEV3) está cada vez mais palpável. Atualmente, o banco de investimentos possui recomendação neutra para as ações.
“Provavelmente teremos que aumentar as estimativas, pois presumimos que uma boa parte da economia de despesas permanecerá.”
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“Apesar do bom desempenho operacional e avanços na Resia, a geração de fluxo de caixa fraca no Brasil deve pressionar a reação do mercado”, disse o banco BTG Pactual em relatório.
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