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A Petrobras (PETR4) atingiu um novo patamar de produção operada no ano; no refino e vendas, a gasolina e o querosene de aviação foram destaque
Os investidores podem até estar com um pé atrás em relação à Petrobras (PETR4) — a troca no comando, as dúvidas quanto ao futuro da política de preços e a possibilidade de revisão do plano estratégico têm gerado ruído no mercado. Mas, no lado operacional, não há do que reclamar: a petroleira tem cumprido com o combinado.
A empresa divulgou há pouco suas métricas de produção e vendas no quarto trimestre de 2022 e, consequentemente, os números referentes ao ano completo. E os números de produção de óleo e gás natural ficaram rigorosamente dentro das projeções fornecidas pela própria companhia.
O dado mais importante, o de produção de óleo e gás natural liquefeito (LGN), foi de 2.154 mil barris de petróleo por dia (Mbpd); a meta era de 2.100, com margem de erro de 4%, para mais ou para menos. A história se repetiu nas métricas de extração de óleo, LGN e gás comercial, assim como nas de óleo e gás total.
Outra informação relevante é a de produção operada: média de 3,64 milhões de barris de óleo por dia (MMboed), um novo recorde anual para a Petrobras — ao longo de 2022, entraram em operação o navio petroleiro Guanabara e a plataforma P-71, ambos na região da bacia de Santos.
Além disso, outras instalações da companhia continuaram se desenvolvendo e ampliando suas atividades, caso da plataforma P-68 e dos navios FPSO Carioca e Guanabara, todos também em campos localizados ao longo da bacia de Santos.
"Fechamos 2022 com a antecipação do 1º óleo da P-71, sexta e última da série de plataformas replicantes a entrar em
operação", destaca o diretor de desenvolvimento da produção da Petrobras, João Henrique Rittershaussen, em comunicado. "Esse projeto nos trouxe aprendizados importantes que nos preparam para os desafios das próximas unidades a entrar em operação”.
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Há, ainda, outro ponto relevante: um recorde anual de produção própria da região do pré-sal. A média foi de 1,97 milhões de barris de óleo equivalente por dia, o que representa 73% do total da Petrobras no ano — o número representa um salto de 83% em relação ao que era produzido nessa área há cinco anos.
Considerando apenas os números dos três últimos meses de 2022, a produção média de óleo, LGN e gás natural da Petrobras (PETR4) foi de 2,65 milhões de barris de óleo equivalente por dia, volume estável em comparação com o terceiro trimestre; o pré-sal, sozinho, respondeu por 1,98 MMboed, ou 75% do total.
Já a produção total operada pela Petrobras no quarto trimestre de 2022 foi de 3,70 milhões de barris/dia, uma expansão modesta de 1,5% em relação aos três meses imediatamente anteriores.
No que diz respeito às atividades de refino, transporte e comercialização da Petrobras, há uma certa tendência de estabilidade no quarto trimestre em relação ao terceiro: a produção total foi de 1.724 mil barris por dia (-1,5%), enquanto o volume de vendas no mercado interno foi de 1.796 Mbpd (-0,1%).
"As vendas de derivados no quarto trimestre ficaram em linha com as do terceiro, refletindo maiores vendas de gasolina e querosene de aviação (QAV) e redução de vendas nos demais derivados", diz a estatal, destacando que houve um menor consumo de diesel no período; além disso, vendas de nafta foram antecipadas no terceiro trimestre.
E, de fato, o diesel teve um desempenho mais fraco, com a produção recuando 3,8% na base trimestral e as vendas ao mercado interno diminuindo 1,9% — a Petrobras atribui essa baixa à sazonalidade, uma vez que o terceiro trimestre traz um pico de demanda relacionado ao plantio da safra de verão e à atividade industrial.
Gasolina, por sua vez, foi um destaque positivo, com crescimento de 2,6% no volume produzido na base trimestral e as vendas domésticas saltando 10,4%; novamente, a sazonalidade é apontada como fator crucial, desta vez com o crescimento no tráfego de veículos leves no fim de ano.
Se o segmento de refino e as vendas internas desses produtos não foram particularmente empolgantes no último trimestre de 2022, o mesmo não pode ser dito quanto ao braço de energia da Petrobras: a geração de eletricidade aumentou 41% em relação ao terceiro trimestre, beneficiada pelo retorno à operação da Usina Termorio.
As vendas de gás natural para o consumo interno chegaram a 53 bilhões de litros por dia, baixa de 3,6% na base trimestral; a importação da Bolívia compensou parcialmente a redução na regaseificação do gás liquefeito.
De acordo com a empresa, a gestão de Reynaldo Passanezi Filho, que deixa o cargo, foi marcada por um ciclo de crescimento da companhia, avanços em eficiência operacional e investimentos em níveis recordes
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