Pátria vence disputa por gestora de fundos imobiliários do Credit Suisse e deve assumir HGLG11 e outros FIIs, diz imprensa
Segundo informações da imprensa, o Pátria venceu uma concorrida disputa, mas a um preço alto: US$ 160 milhões

Quatro meses após iniciar a busca, o UBS parece enfim ter encontrado um comprador para a gestora de fundos imobiliários do Credit Suisse no Brasil. Fundada em 2003, a casa administra cerca de R$ 10 bilhões divididos entre oito FIIs, incluindo o gigante CSHG Logística (HGLG11).
Segundo informações da imprensa, o Pátria venceu a concorrida disputa, mas a um preço alto. Com nomes como Vinci Partners e Jive no paréo, a companhia, que havia oferecido US$ 100 milhões nas primeiras negociações, aumentou a cifra final para US$ 160 milhões (cerca de R$ 786 milhões), apontou o Broadcast.
Procurados pela agência, Pátria e UBS não se pronunciaram a respeito do tema.
A transação inclui não apenas a troca no comando dos FIIs, mas também o próprio time de gestão do Credit Suisse. O portal Pipeline apurou que o executivo que comanda a gestora desde 2018, Augusto Martins, deve ir para o Pátria acompanhado de toda sua equipe.
O time passará a fazer parte da divisão de real estate da casa, que também deve incluir a VBI — que foi comprada pelo Pátria em junho deste ano.
Vale destacar que, por se tratarem de fundos imobiliários listados em bolsa, bastaria a aprovação de metade dos cotistas em assembleia para a mudança de gestor.
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Por que o UBS decidiu vender a gestora do HGLG11 e outros FIIs do Credit?
O início do processo de venda ocorreu após uma fusão bilionária com o UBS para resgatar o Credit Suisse. A união ocorreu para evitar que os problemas financeiros enfrentados pelo Credit contaminassem o sistema bancário da Suíça.
Para isso, o próprio banco central do país intermediou as negociações, que resultaram na maior combinação bancária da Europa desde a crise de 2008. Concluída em junho, a transação resultou em uma instituição financeira unificada com US$ 5 trilhões em ativos.
O objetivo da venda da gestora do HGLG11 e outros FIIs é manter o foco da operação brasileira no wealth managment. Além disso, essa é a principal fonte de receita do Credit. Com a fusão, o UBS agora gere R$ 1 trilhão vindo de famílias na América Latina.
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