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A operadora da bolsa brasileira pretende recomprar até 230 milhões de papéis ordinários
O último mês do ano costuma ser marcado por uma enxurrada de anúncios de dividendos de empresas. E uma delas, a B3 (B3SA3), veio ao mercado nesta quinta-feira (7) para revelar qual será a projeção de proventos já para o próximo ano.
Mas o guidance pode não agradar aos acionistas: segundo o documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a operadora da bolsa prevê distribuir de 90% a 120% do lucro líquido na forma de dividendos, juros sobre capital próprio e outros instrumentos aplicáveis.
A faixa divulgada é menor que a deste ano, que foi reafirmada pela companhia hoje e projeta a distribuição de 110% a 140% do lucro.
Há boas notícias, porém: a alavancagem financeira, medida pela relação entre a dívida bruta e o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente dos últimos 12 meses prevista é de 2x, contra 2,3x no guidance para 2023. Confira aqui todas as projeções.
De volta à projeção de dividendos da B3, vale destacar que uma das formas de distribuir lucro aos acionistas é por meio da recompra de ações.
E a companhia anunciou hoje o início de uma operação para recomprar até 230 milhões de papéis ordinários. O programa será iniciado em 1º de março de 2024 e terá duração de, no máximo, 365 dias, encerrando-se até 28 de fevereiro de 2025.
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"Os membros do Conselho de Administração entendem que a situação financeira atual da companhia é compatível com a possível execução do Programa de Recompra nas condições aprovadas, não sendo vislumbrado nenhum impacto ao cumprimento das obrigações assumidas com credores nem ao pagamento de dividendos obrigatórios mínimos", destaca o comunicado enviado à CVM.
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