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O negócio, acertado em agosto do ano passado, está avaliado em R$ 1,697 bilhão e consiste na venda de um conjunto de 8 mil torres usadas na telefonia fixa, entre outros serviços de telecomunicações

A Oi (OIBR3) concluiu nesta quarta-feira (12) a venda das torres de telefonia para a Highline do Brasil, uma transação acertada em agosto do ano passado e que está avaliada em cerca de R$ 1,7 bilhão. Mas será que esse negócio bilionário irá ajudar a operadora em recuperação judicial (RJ) pela segunda vez?
Dificilmente esse dinheiro trará algum alívio para a segunda recuperação judicial da Oi. Isso porque a operação foi fechada quando a companhia ainda passava pela primeira recuperação judicial — além disso, o plano da segunda RJ não foi oficializado até o momento.
Então o negócio não serve para nada? Não é bem assim. A Oi poderá, por exemplo, investir em operações, pagar os credores da primeira recuperação judicial que ainda não foram totalmente contemplados ou reservar o montante para, no futuro, acertar as contas dos credores que se credenciarem na segunda RJ da empresa.
Para gastar o dinheiro, a Oi precisará de autorização. Isso porque em fevereiro, a Superintendência de Controle de Operações da Anatel concedeu anuência prévia à venda das torres, mas determinou que os recursos fossem retidos em uma conta separada até que o Tribunal de Contas da União (TCU) decidisse como poderiam ser utilizados.
A maior parte das torres são consideradas essenciais para a operação da telefonia fixa e precisam permanecer associadas à concessão do serviço.
A destinação dos recursos da venda dos chamados bens reversíveis, em teoria, também deveria ser a própria concessão — é justamente isso que está sob análise do TCU. Até lá, a Oi não pode mexer no dinheiro derivado do negócio com a Highline.
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O negócio avaliado em R$ 1,697 bilhão consiste na venda de um conjunto de 8 mil torres usadas na telefonia fixa, entre outros serviços de telecomunicações.
Em 2020, a Highline havia arrematado as torres de redes móveis da Oi por R$ 1,1 bilhão e, dois anos depois, comprou um conjunto de sites — pontos que reúnem as torres e antenas — da Algar Telecom, cujo valor não foi divulgado.
Agora, a empresa pretende usar os ativos adquiridos dessa vez para crescer no segmento de ativos de infraestrutura para telecomunicações.
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