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A operação está ligada ao primeiro pedido de recuperação judicial da empresa e foi aprovada em dezembro do ano passado
A Oi (OIBR3) está perto de entrar na etapa final do grupamento de ações que começou em dezembro do ano passado na esteira do primeiro processo de recuperação judicial da operadora de telefonia móvel.
Na ocasião, os papéis valiam R$ 0,20 e a empresa deu sinal verde para um grupamento de ações na proporção de 10 para um.
Embora as chamadas penny stocks — que têm como principal característica o preço baixo — sejam negociadas na B3, elas embutem uma volatilidade ainda maior do que o restante dos ativos do mercado acionário.
Por isso, a bolsa brasileira estabelece regras para inibir a negociação de ações abaixo de R$ 1 por muito tempo.
Por conta da regra da B3, a Oi precisou fazer um grupamento de ações ligada ao período de sua primeira recuperação judicial.
Nesta quinta-feira (19), a operadora indicou que os papéis foram reagrupados em 285.767 ações ordinárias e 282.807 ações preferenciais para a venda em bolsa.
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A partir de segunda-feira (23) serão realizados leilões sucessivos na B3 com o objetivo de alienar as ações da Oi até a totalidade.
“Os valores líquidos da alienação das ações nos leilões serão creditados em nome dos titulares das frações, proporcionalmente às frações de ações ordinárias e/ou preferenciais por eles detidas, em até 7 (sete) dias úteis, a contar da realização do último leilão que conclua a venda da totalidade de ações”, informa a Oi em comunicado.
Recentemente, a B3 enquadrou a Oi com base nas regras que permitem que um ativo fique somente 30 pregões negociando ações abaixo de R$ 1. Esse questionamento, no entanto, refere-se ao segundo pedido de recuperação judicial da empresa.
Em resposta à bolsa, a Oi — cujos papéis ordinários valem menos que R$ 1 desde o início de agosto — destacou que enfrenta seu segundo processo de recuperação judicial e negocia a reestruturação de dívidas com credores.
"A companhia acredita que a aprovação e homologação do plano de RJ terão papel fundamental para o futuro e trarão visibilidade quanto à sua sustentabilidade de longo prazo, o que deverá se refletir em valorização das ações da Oi", disse a empresa.
A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco
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