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MRV e Tenda, duas das principais incorporadoras voltadas ao segmento de baixa renda reportaram suas prévias operacionais nesta terça-feira
Na briga entre as construtoras e incorporadoras voltadas ao segmento de baixa renda, a Direcional (DIRR3) começou o ano com o pé direito: um salto de 29% nas vendas líquidas. Diante desses números, a expectativa era alta em relação à MRV (MRVE3) e Tenda (TEND3) — as duas outras grandes competidoras do setor repetiriam o forte desempenho?
A resposta foi conhecida nesta quarta (12). E ambas reportaram crescimento na base anual — mas num ritmo bem mais tímido. A MRV teve vendas líquidas de R$ 1,8 bilhão entre janeiro e março, alta de 4,3%; a Tenda cresceu 2,3%, chegando a R$ 611,1 milhões.
No caso da MRV, vale ressaltar que quase 100% do R$ 1,8 bilhão comercializado no trimestre diz respeito ao braço de incorporação — a subsidiária Resia, que atua nos EUA e vendeu R$ 223 milhões entre janeiro e março de 2022, ficou zerada neste começo de ano.
Já na Tenda, R$ 600 milhões das vendas líquidas foram obtidas com a atividade principal da companhia, voltada ao segmento de baixa renda; a Alea, braço que atua no ramo de casas industrializadas, respondeu por outros R$ 10,7 milhões.
Em termos de lançamentos, a MRV reportou um valor geral de vendas (VGV, uma medida do faturamento potencial a ser obtido com os empreendimentos) de R$ 982 milhões, considerando a empresa consolidada; a cifra representa uma baixa de 43,6% em relação ao mesmo período do ano passado.
Um recuo ainda maior foi visto no total de unidades lançadas: 2.678 entre janeiro e março de 2023, número 51,2% menor na base anual; essa queda foi parcialmente compensada pelo aumento de 15,5% no ticket médio, que ficou em R$ 367 mil.
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Do VGV total de R$ 982 milhões reportado pela companhia, R$ 637 milhões se referem ao segmento de incorporação — composto pelas marcas MRV e Sensia. A Resia colocou no mercado outros R$ 293 milhões, e a Urba, mais R$ 52 milhões.
Na Tenda, o VGV dos lançamentos no trimestre aumentou 5,1% em um ano, chegando a R$ 490,9 milhões — assim como no caso da MRV, houve uma elevação relevante no ticket médio, de 7,3%, para R$ 189,1 mil. A Tenda em si lançou R$ 447,6 milhões, enquanto a Alea teve R$ 43,3 milhões.
A decisão foi motivada pelo vazamento de água e sedimentos que atingiu cursos d’água e áreas industriais da região há algumas semanas.
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