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A companhia divulgou a prévia operacional referente ao 2T23, que atingiu o melhor trimestre de vendas líquidas da história no segmento de incorporação
A MRV (MRVE3) divulgou nesta terça-feira (04) sua prévia operacional referente ao segundo trimestre e confirmou que está analisando a possibilidade de realizar uma oferta pública primária de ações (follow-on), conforme relatado anteriormente pelo Seu Dinheiro.
A construtora contratou os bancos BTG Pactual, Itaú BBA, Bradesco BBI, Bank of America e outras instituições para estruturar o follow-on.
Vale destacar que a realização da potencial oferta ainda está sob análise e nenhuma decisão foi tomada a respeito, além dos termos e condições da operação.
O negócio ainda está sujeito a aprovações societárias pertinentes, às condições políticas e macroeconômicas favoráveis e a outros fatores.
Segundo informações do portal Brazil Journal, a operação pode movimentar de R$ 500 milhões a R$ 1 bilhão e será 100% primária. Isso significa que todo o dinheiro captado com a emissão das ações seria destinado ao caixa da construtora.
As ações reagem em alta na B3. Por volta das 11h20, os papéis MRVE3 figuravam entre as maiores altas do Ibovespa, com ganho de 2,41%, negociados a R$ 11,48.
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Ao mesmo tempo em que confirmou que prepara o terreno para a oferta de ações, a MRV (MRVE3) divulgou sua prévia operacional referente ao segundo trimestre de 2023.
De acordo com o documento, a incorporadora registrou o melhor trimestre de vendas líquidas da história no segmento de incorporação.
Com isso, a construtora totalizou um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 2,2 bilhões e 9.765 unidades vendidas no primeiro trimestre.
Trata-se de um aumento de 22% em relação aos três meses imediatamente anteriores e alta de 48% frente ao mesmo período do ano passado.
Além do volume de vendas recorde, a MRV Incorporação também teve crescimento de 3,3% no ticket médio em relação ao primeiro trimestre de 2023, para R$ 225 mil.
As vendas sobre oferta (VSO) chegaram a 28% no segundo trimestre deste ano, equivalente a um aumento de 7 pontos percentuais (p.p) em relação ao mesmo intervalo de 2022.
Enquanto isso, a queima de caixa do trimestre apresentou uma redução de 36% frente ao trimestre anterior, caindo a R$ 77,9 milhões e superando as projeções da companhia.
Ainda no segundo trimestre, os covenants (compromissos de empréstimo, em português) de dívida apresentaram melhora em relação ao trimestre anterior.
É importante ressaltar que, ao passo em que analisa a possibilidade de uma oferta de ações, a MRV recorreu recentemente a outras fontes de financiamento para suas necessidades de caixa e de investimento.
O conselho de administração aprovou em meados de junho a emissão de duas séries de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) lastreados por sua carteira pró-soluto — um "portfólio" de créditos a receber.
Serão emitidos até 320.578 títulos pela True Securitizadora com valor unitário de R$ 1 mil. O objetivo da operação é levantar, no mínimo, R$ 100 milhões e, no máximo, R$ 320,57 milhões para a incorporadora.
Quem comprar CRIs da primeira série será remunerado por CDI + 3,50% ao ano. Já os CRIs da segunda série pagarão a taxa interna de retorno do título público Tesouro IPCA+ (NTN-B) com vencimento em 15 de maio de 2025 e uma sobretaxa de 3,50% ao ano.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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