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Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Nova parceria

Méliuz (CASH3) sobe 3,3% após vender braço de serviços financeiros para o banco BV; entenda o que muda

O Bankly foi avaliado em R$ 210 milhões; a Méliuz (CASH3) vinha estudando a possibilidade de abertura de capital da subsidiária

Victor Aguiar
Victor Aguiar
2 de janeiro de 2023
12:48 - atualizado às 19:54
Aplicativo da Méliuz (CASH3) aberto num smartphone
Aplicativo da Méliuz (CASH3) aberto num smartphone - Imagem: Méliuz

Num dia marcado pela cautela generalizada na bolsa brasileira, a Méliuz vai na contramão: as ações CASH3 operam em alta firme desde a abertura do pregão, liderando a ponta positiva do Ibovespa. E tudo isso graças a um acordo firmado com o banco BV no apagar das luzes de 2022.

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O ponto principal diz respeito ao Bankly: o BV vai comprar o controle do braço de serviços financeiros da Méliuz, atribuindo um valor de firma — ou seja, que inclui as dívidas — por R$ 210 milhões. Além disso, o banco também adquiriu uma fatia de 3,85% da empresa de cashback, pagando R$ 1,50 por ação.

Vale lembrar que a Méliuz vinha estudando a possibilidade de abrir o capital do Bankly na bolsa, já tendo, inclusive, feito o pedido de registro de companhia aberta categoria 'A' da subsidiária — a ideia era fazer a listagem no Novo Mercado da B3, nível mais alto de governança corporativa do mercado brasileiro.

Mas, com a venda para o BV, a Méliuz interrompeu os estudos para a cisão do Bankly. E, como resultado, as partes também chegaram a um acordo comercial: o banco será parceiro da empresa de cashback no oferecimento de serviços financeiros.

O acerto foi bem recebido pelos investidores: as ações CASH3 subiram 3,39% hoje, a R$ 1,22, e destoaram do restante do Ibovespa; o principal índice da bolsa brasileira recuou mais de 3%, começando o ano com o pé esquerdo.

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Méliuz (CASH3) e BV: positivo, mas com ressalvas

Em linhas gerais, a transação entre Méliuz (CASH3) e banco BV foi elogiada pelo mercado, embora haja pontos de preocupação quanto aos detalhes da parceria. É o caso da XP que, em relatório, destaca que a operação deve acelerar a expansão dos serviços e produtos financeiros da empresa de cashback, mas sem pressionar seu fluxo de caixa.

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"Embora vejamos a avaliação da venda do Bankly como ligeiramente negativa (sendo inferior ao valor de aquisição), a venda de seu controle pode trazer um adicional de R$ 105-210 milhões ao seu balanço. Isso implica que 60-70% do valor de mercado de CASH3 será composto por dinheiro após a venda", diz a XP, ressaltando que o saldo da operação é positivo para a Méliuz.

A Genial Investimentos vai por um caminho semelhante, afirmando que a parceria pode ajudar a alavancar os servilos financeiros da Méliuz com um player mais experiente no mercado de crédito. A casa ressalta, no entanto, que a impressão inicial é a de que a empresa voltaria a ter uma relação próxima da que tinha com o Banco Pan.

A XP tem recomendação de compra para CASH3, com preço-alvo de R$ 2,00 (potencial de alta de 61% em relação às cotações atuais); a Genial também tem recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 1,90 (+53%).

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