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Até o momento, não há notícias de que o escritório central será fechado, mas a empresa deixou de pagar o aluguel de vários imóveis
O bilionário Elon Musk disse em seu primeiro post de 2023 que o ano “não ia ser chato” — sinalizando que a temporada de novidades no Twitter não havia terminado. E ele tinha razão. A empresa vai leiloar móveis, equipamentos e até um luminoso com o pássaro azul que é a marca da rede social no dia 17 de janeiro.
Até o momento, não há notícias de que o escritório central será fechado, mas a empresa deixou de pagar o aluguel de vários imóveis — alimentando rumores de falência.
Se o ditado que diz que onde há fumaça, há fogo vai se fazer valer neste caso, ainda não se sabe, mas fato é que ao demitir um terço de seus funcionários, o Twitter tem espaço e equipamentos ociosos.
Os mais de 300 lotes estão na sede global do Twitter, em São Francisco, e são listados como “excedentes”. A venda será feita pela Heritage Global Partners (HGP), uma empresa especializada em venda de ativos comerciais e industriais excedentes ou de empresas em dificuldades, segundo apresentação corporativa.
Pouco antes do Natal, Musk disse que o Twitter não estava mais na rota da falência — risco que ele mesmo havia levantado um mês antes em um email para funcionários falando sobre as medidas de enxugamento da estrutura da companhia.
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Em dezembro, o bilionário afirmou que a empresa enfrentava um caixa negativo de US$ 3 bilhões, mas esperava reverter a situação após iniciativas de cortes de custos.
Uma delas é deixar de pagar o aluguel de alguns de seus escritórios. O dono de uma das salas ocupadas pela empresa em São Francisco — não o escritório central — entrou com uma ação para cobrar US$ 136 mil atrasados.
Dificilmente o leilão conseguirá compensar as perdas do Twitter desde que Musk comprou a plataforma por US$ 44 bilhões, ainda que os preços finais alcancem patamares bem superiores aos lances mínimos, que começam em US$ 25.

Considerando que o leilão não irá sanar as necessidades financeiras do Twitter — em boa parte provocadas pela fuga de anunciantes desde que Musk assumiu a plataforma — a empresa segue demitindo.
Na quarta-feira (05) a noite, o Twitter demitiu cerca de 40 cientistas de dados e engenheiros que trabalhavam em publicidade — a terceira rodada de cortes desde meados de dezembro, de acordo com uma pessoa com conhecimento direto das demissões.
Os desligamentos visaram áreas que a liderança do Twitter considera falha, como o produto de anúncios, e sem importância, como ciência de dados, segundo a fonte.
A receita publicitária do Twitter supostamente caiu nos últimos meses, à medida que os anunciantes respondem ao afrouxamento das regras de Musk sobre moderação de conteúdo.
*Com informações do Media Talks
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