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Considerando a queda recente dos papéis, o valor de mercado da varejista passou de R$ 178 bilhões em 2020 para os atuais R$ 9,52 bilhões
Nem mesmo o alívio na curva de juros futuros (DIs) está sendo capaz de salvar o varejo brasileiro no pregão desta terça-feira (24) — e o motivo é um só: o Magazine Luiza (MGLU3).
Os papéis do Magalu operam em forte baixa na sessão de hoje. Por volta das 15h40, MGLU3 recuava 6,62%, negociada a R$ 1,41, liderando as baixas do Ibovespa. Confira a cobertura dos mercados ao vivo.
Considerando a queda recente dos papéis, o valor de mercado da vareja caiu 94% em menos de três anos: de novembro de 2020 para cá, a avaliação da companhia passou de R$ 178 bilhões para os atuais R$ 9,52 bilhões.
O desempenho negativo dos papéis do Magazine Luiza (MGLU3) pressionou o varejo como um todo no Ibovespa. Confira as cotações por volta das 15h40:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
|---|---|---|---|
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | R$ 1,41 | -6,62% |
| BHIA3 | Casas Bahia ON | R$ 0,51 | -3,77% |
| CRFB3 | Carrefour Brasil ON | R$ 8,93 | -2,08% |
| ASAI3 | Assaí ON | R$ 11,29 | -2,00% |
| LREN3 | Lojas Renner ON | R$ 12,32 | -0,65% |
| ARZZ3 | Arezzo ON | R$ 59,72 | -0,65% |
| SOMA3 | Grupo Soma ON | R$ 5,58 | 0,36% |
Fora do principal índice da bolsa brasileira, as ações da Americanas (AMER3) recuavam 1,28%, a R$ 0,77.
O movimento dos papéis vem na esteira das declarações recentes da presidente do conselho de administração da empresa, Luiza Helena Trajano, durante evento da PwC — a empresa de auditoria interna da varejista e da Americanas.
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Trajano afirmou que a empresa está "apanhando muito na Bolsa" porque "sempre acreditou em loja fisica".
Porém, apesar da queda brusca do valor de mercado da empresa nos últimos anos, a executiva afirma que a crise atual do varejo não é a primeira do setor e servirá para solidificar a empresa.
"O Magazine cresceu em crise e, quando a gente não cresce, a gente solidifica o crescimento. Entra crise, sai crise, e o importante é sobreviver. Aprendi muito mais em crises.”
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Luiza Trajano ainda citou o “efeito Americanas”. Na análise da presidente do Conselho do Magazine Luiza, a situação financeira da varejista rival é "muito ruim" para o setor e levou o Magalu a melhorar os procedimentos de auditoria interna.
Na visão da executiva, o varejo digital é uma realidade que não dá para escapar, mas as lojas físicas do Magazine Luiza devem continuar a existir.
"Em Belém, a gente vende na Internet e entrega em duas horas na loja física. Quando você digitaliza, tem menos caixa, mas tem mais estoquista. Acredito que essa mistura e a multicanalidade vai perdurar no Brasil por muito tempo", afirmou.
Na visão de Pedro Wilson, sócio da Nexgen Capital, as declarações de Trajano afastaram os investidores das ações MGLU3.
“Os investidores procuram ativos mais sólidos e acabam realizando um sell-off [grande volume de venda de ativos em um curto período de tempo] no papel para buscar outras oportunidades em ativos que possam gerar melhor retorno no setor de varejo”, afirma o sócio da Nexgen Capital.
Não bastasse a fala da executiva, a expectativa de um balanço mais fraco do que o esperado também pesa sobre as ações da empresa hoje.
A companhia deve divulgar o resultado do terceiro trimestre de 2023 em 13 de novembro, após o fechamento dos mercados.
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