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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

DESTAQUES DA BOLSA

IRB (IRBR3) dispara 13% e lidera os ganhos do Ibovespa após nova recomendação do Citi. O que fez os analistas mudarem de opinião sobre as ações?

O banco norte-americano deixou de indicar a venda da resseguradora para assumir uma posição neutra em relação aos papéis. Além disso, elevou o preço-alvo de R$ 25 para R$ 40

Carolina Gama
16 de agosto de 2023
13:20 - atualizado às 13:22
Imagem de um celular com o logo do IRB (IRBR3) sendo exibido na tela | Ibovespa
Imagem de um celular com o logo do IRB (IRBR3) exibido na tela - Imagem: Shutterstock

As ações do IRB (IRBR3) estão disparando nesta quarta-feira (16): chegaram a subir mais de 17%, lideram os ganhos do Ibovespa e também da bolsa. O que faz os papéis da resseguradora brilharem hoje é a nova recomendação do Citi

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O banco norte-americano deixou de indicar a venda de IRB para assumir uma posição neutra em relação às ações.

Além disso, elevou o preço-alvo de R$ 25 para R$ 40 — implicando agora em um potencial de valorização, ainda que pequeno (de 1,2%). 

Por volta de 13h20, os papéis da resseguradora subiam 13,57%, cotados a R$ 44,93. No mês de agosto, as ações acumulam queda de 12%, mas em 2023 têm ganho acumulado de 74%. 

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O que o Citi vê nas ações do IRB agora?

Segundo Citi, o IRB começou a dar os primeiros passos na melhoria da rentabilidade, pois os contratos antigos estão pesando cada vez menos na sinistralidade. 

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Como resultado, os níveis de suficiência de capital também começaram a melhorar e devem ser menos preocupantes daqui para frente, de acordo com o banco. 

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“Combinado com uma mensagem mais positiva da administração em relação ao crescimento e lucratividade no médio prazo — embora sejamos cautelosos com o otimismo — não vemos motivos suficientes para sermos vendedores neste momento”, diz o Citi em relatório. 

A DINHEIRISTA — Pensão alimentícia: valor estabelecido é injusto! O que preciso para provar isso na justiça?

Previsões mais otimistas

O IRB vinha passando por maus bocados desde 2020, mas parece que está deixando o pior para trás. 

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Nesta semana, a resseguradora reportou lucro pelo segundo trimestre seguido e fechou o primeiro semestre do ano no azul.

Depois de enxergar uma luz no fim do túnel nos primeiros três meses de 2023, o IRB andou em direção a ela entre abril e junho e fechou o segundo trimestre com lucro de R$ 20,1 milhões, revertendo um prejuízo obtido no mesmo período do ano anterior. 

Segundo as previsões do Citi, o caminho da resseguradora deve seguir iluminado. O banco projeta lucro líquido recorrente para 2023 e 2024 de R$ 91 milhões e R$ 246 milhões, respectivamente, contra prejuízo de R$ 62 milhões e lucro de R$ 269 milhões anteriormente. 

“As mudanças no lucro líquido são principalmente derivadas de melhores números reportados no primeiro semestre deste ano, menor índice de sinistralidade esperada, alguma eficiência nos custos de aquisição, bem como melhores resultados financeiros para 2023”, diz o Citi em relatório. 

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O banco também reduziu o custo de capital para 13,8%, de 14,9% anteriormente, para refletir o risco de capital reduzido. 

Atualmente, o Citi vê as ações do IRB sendo negociadas a 0,75 vezes P/BV (preço sobre o valor patrimonial) em 2024. 

Nem todo mundo está otimista com o IRB…

Apesar da melhora gradual dos resultados trimestrais do IRB, nem todo mundo está otimista com a resseguradora como o Citi. O BTG Pactual, por exemplo, reafirmou hoje a recomendação de venda dos papéis e manteve o preço-alvo em R$ 40 em 12 meses. 

“O IRB apresenta prêmios significativamente menores, o que é ruim para a subscrição (principalmente diluição de custos) e porque prejudica a capacidade de reinvestir prêmios e gerar resultados financeiros”, diz o BTG em relatório. 

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O banco pontua ainda que, com a taxa Selic em queda, não deve haver uma recuperação rápida na linha de resultados financeiros. 

Segundo o BTG, apesar de alguma melhora em termos de capital e provisões técnicas, o múltiplo permanece pouco atraente — 0,8x BV mais recente, mas 1,8x BV ajustado, excluindo ativos intangíveis do patrimônio.

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