IRB (IRBR3) dispara 13% e lidera os ganhos do Ibovespa após nova recomendação do Citi. O que fez os analistas mudarem de opinião sobre as ações?
O banco norte-americano deixou de indicar a venda da resseguradora para assumir uma posição neutra em relação aos papéis. Além disso, elevou o preço-alvo de R$ 25 para R$ 40

As ações do IRB (IRBR3) estão disparando nesta quarta-feira (16): chegaram a subir mais de 17%, lideram os ganhos do Ibovespa e também da bolsa. O que faz os papéis da resseguradora brilharem hoje é a nova recomendação do Citi.
O banco norte-americano deixou de indicar a venda de IRB para assumir uma posição neutra em relação às ações.
Além disso, elevou o preço-alvo de R$ 25 para R$ 40 — implicando agora em um potencial de valorização, ainda que pequeno (de 1,2%).
Por volta de 13h20, os papéis da resseguradora subiam 13,57%, cotados a R$ 44,93. No mês de agosto, as ações acumulam queda de 12%, mas em 2023 têm ganho acumulado de 74%.
- Sua carteira de investimentos está adequada para o 2º semestre do ano? O Seu Dinheiro preparou um guia completo e totalmente gratuito com indicações de ativos para os próximos seis meses. Confira na íntegra, clicando aqui.
O que o Citi vê nas ações do IRB agora?
Segundo Citi, o IRB começou a dar os primeiros passos na melhoria da rentabilidade, pois os contratos antigos estão pesando cada vez menos na sinistralidade.
Como resultado, os níveis de suficiência de capital também começaram a melhorar e devem ser menos preocupantes daqui para frente, de acordo com o banco.
Leia Também
“Combinado com uma mensagem mais positiva da administração em relação ao crescimento e lucratividade no médio prazo — embora sejamos cautelosos com o otimismo — não vemos motivos suficientes para sermos vendedores neste momento”, diz o Citi em relatório.
A DINHEIRISTA — Pensão alimentícia: valor estabelecido é injusto! O que preciso para provar isso na justiça?
Previsões mais otimistas
O IRB vinha passando por maus bocados desde 2020, mas parece que está deixando o pior para trás.
Nesta semana, a resseguradora reportou lucro pelo segundo trimestre seguido e fechou o primeiro semestre do ano no azul.
Depois de enxergar uma luz no fim do túnel nos primeiros três meses de 2023, o IRB andou em direção a ela entre abril e junho e fechou o segundo trimestre com lucro de R$ 20,1 milhões, revertendo um prejuízo obtido no mesmo período do ano anterior.
Segundo as previsões do Citi, o caminho da resseguradora deve seguir iluminado. O banco projeta lucro líquido recorrente para 2023 e 2024 de R$ 91 milhões e R$ 246 milhões, respectivamente, contra prejuízo de R$ 62 milhões e lucro de R$ 269 milhões anteriormente.
“As mudanças no lucro líquido são principalmente derivadas de melhores números reportados no primeiro semestre deste ano, menor índice de sinistralidade esperada, alguma eficiência nos custos de aquisição, bem como melhores resultados financeiros para 2023”, diz o Citi em relatório.
O banco também reduziu o custo de capital para 13,8%, de 14,9% anteriormente, para refletir o risco de capital reduzido.
Atualmente, o Citi vê as ações do IRB sendo negociadas a 0,75 vezes P/BV (preço sobre o valor patrimonial) em 2024.
Nem todo mundo está otimista com o IRB…
Apesar da melhora gradual dos resultados trimestrais do IRB, nem todo mundo está otimista com a resseguradora como o Citi. O BTG Pactual, por exemplo, reafirmou hoje a recomendação de venda dos papéis e manteve o preço-alvo em R$ 40 em 12 meses.
“O IRB apresenta prêmios significativamente menores, o que é ruim para a subscrição (principalmente diluição de custos) e porque prejudica a capacidade de reinvestir prêmios e gerar resultados financeiros”, diz o BTG em relatório.
O banco pontua ainda que, com a taxa Selic em queda, não deve haver uma recuperação rápida na linha de resultados financeiros.
Segundo o BTG, apesar de alguma melhora em termos de capital e provisões técnicas, o múltiplo permanece pouco atraente — 0,8x BV mais recente, mas 1,8x BV ajustado, excluindo ativos intangíveis do patrimônio.
TODO CUIDADO É POUCO
As 3 ações do varejo que se dão bem com o aumento do Bolsa Família — e a pegadinha desvendada pelo J.P.Morgan
17 de setembro de 2026 - 18:00MUDANÇAS NO ALTO ESCALÃO
Taesa (TAEE11) escolhe ex-CFO da Petrobras para o comando do conselho — e ela já foi eleita uma das mulheres mais poderosas do mundo
17 de setembro de 2026 - 12:06COMBUSTÍVEIS
Mais caixa e dividendos no tanque: Santander divulga novo preço-alvo para Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3), com potencial de alta de 27%
16 de setembro de 2026 - 16:31NA BERLINDA
“Sem saída fácil”: Braskem (BRKM5) despenca mais de 13% após UBS BB rebaixar ação e cortar preço-alvo em 74%
16 de setembro de 2026 - 14:09LA BELLE DE JOUR
Amazon esquenta disputa em setor após aposta da Raia Drogasil (RADL3); veja quem vence, segundo o BTG Pactual
16 de setembro de 2026 - 12:01TIROU O PÉ
XP rebaixa ação da Sanepar (SAPR11) mesmo com potencial de 33% de alta na bolsa. O que está faltando para o papel?
16 de setembro de 2026 - 11:21QUEM ROUBA A CENA?
O roxinho perdeu o brilho? Itaú BBA rebaixa Nubank e elege um novo favorito entre os bancões
16 de setembro de 2026 - 10:44O CÉU É O LIMITE
Valor de mercado da Petrobras (PETR4) chega perto de R$ 700 bilhões, no maior patamar da história
15 de setembro de 2026 - 19:26FUSÕES E AQUISIÇÕES
JBS e Viva criam joint venture em couros, mas deixam ativos no Texas, na Alemanha e no México de fora
15 de setembro de 2026 - 19:14ATENÇÃO, ACIONISTA!
Dividendos e JCP: WEG (WEGE3) aprova quase meio bilhão de reais em proventos — mas não está sozinha
15 de setembro de 2026 - 17:52O MAIOR RETORNO PARA O SEU BOLSO
Empresas do Brasil pagaram mais de R$ 22 bilhões em dividendos no último trimestre; veja quem superou a Petrobras (PETR4) como maior pagadora
15 de setembro de 2026 - 13:28PROVENTOS
Dividendos e JCP: Dona da Vivo (VIVT3) vai pagar R$ 500 milhões aos acionistas; confira os prazos
14 de setembro de 2026 - 19:10SETE CHAVES?
O segredo da Vale (VALE3) não está mais tão bem guardado assim — e já aparece no preço da ação
14 de setembro de 2026 - 18:31JOIA ESCONDIDA?
Itaú BBA aposta em banco ‘fora do radar’ que entrega ROE acima de 30% e pode saltar 45% na bolsa
14 de setembro de 2026 - 17:58CRÉDITO PARA QUEM?
Com calote em alta e agro sob pressão, bancos fecham torneira para famílias e apostam em outro segmento
14 de setembro de 2026 - 16:32CONCORRÊNCIA
A5X, nova bolsa brasileira de derivativos, capta R$ 360 milhões com gigantes do mercado — e já tem data para estrear as negociações
14 de setembro de 2026 - 13:41FORÇA, FOCO E FÉ?
Cleusa Maria: a empresária que nunca tinha provado um bolo na vida e criou um império de R$ 800 milhões
14 de setembro de 2026 - 7:07CASO MASTER
Fraudes entre Master e BRB chegam a R$ 17 bilhões e Banco de Brasília diz ser vítima de atos criminosos
13 de setembro de 2026 - 15:44TER OU NÃO TER
Petróleo acima de US$ 100 muda a tese para Petrobras (PETR4)? O que ainda favorece — e o que ameaça — a ação
11 de setembro de 2026 - 18:53MENOS ALARDE