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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

MARKET MAKERS #52

Um dos maiores investidores do Brasil aposta nas ações “derrotadas” para surfar o ciclo de alta da bolsa; saiba o que ele tem na carteira

No episódio #52, o gestor Guilherme Affonso Ferreira revela a nova aposta da MOS Capital para 2023 e dá a receita para lucrar na bolsa

Camille Lima
Camille Lima
7 de julho de 2023
12:01 - atualizado às 11:20
O gestor Guilherme Affonso Ferreira revela a nova aposta da MOS Capital em ações para 2023
O gestor Guilherme Affonso Ferreira revela a nova aposta da MOS Capital para 2023 -

Você não deveria investir na “melhor ação do ano”, mas sim procurar as melhores opções nos “derrotados” da bolsa — e existem duas oportunidades no setor de energia para 2023. 

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A “receita do sucesso em ações” é de Guilherme Affonso Ferreira, um dos maiores investidores do Brasil e convidado do episódio #52 do Market Makers

“O objetivo da aplicação em bolsa não é exatamente escolher o ganhador, mas sim a maior diferença entre o que está cotado e o que vale”, afirma.

Fundador da MOS Capital, antiga Teorema, Ferreira entrou para o mercado de ações nos anos 1980 e acabou se tornando um dos maiores ativistas societários da bolsa brasileira.

“A gente quer uma indústria que está sofrendo por algum motivo, quer uma empresa que tenha condições de sair [da crise] e quer um preço maior possível sobre o preço justo”, disse Ferreira, sobre a filosofia que adota no investimento em bolsa.

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Confira o episódio na íntegra:

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As oportunidades em ações de energia 

Seletivo com seus investimentos, Guilherme Affonso Ferreira investe em ações apenas quando tem certeza se a tese é boa e duradoura. A seleção é tão rigorosa que, a cada ano, no máximo duas ou três ações recebem sinal verde para integrar a carteira da gestora.

“Normalmente, a diversificação é sinal de fraqueza. É a falta de certeza que eu tenho sobre as minhas posições”, relata o gestor.

A nova aposta da MOS Capital para 2023 são as empresas de energia elétrica. Depois de incluir a Energisa (ENGI11) na carteira, a companhia decidiu adicionar um novo nome ao leque de ações: a Neoenergia (NEOE3)

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“A gente começou a fazer um pouco de investimento em energia. A gente já tinha Energisa, mas esse ano resolveu dividir a posição em duas, entre Energisa e Neoenergia.”

O gestor enxerga que as companhias possuem o mesmo risco: uma intervenção estatal grande — um dos principais motivos para a visão mais conservadora do mercado para o setor de energia.

“Energia vem apanhando há algum tempo, muito mais do que devia, e a gente acha que o setor nunca se recuperou o suficiente, porque teve crises diferentes.”

“Achamos que [o setor de energia] ainda vai viver uma nova crise, porque a geração hidrelétrica no Brasil está no fim da expansão e a demanda de energia ainda vai crescer muito. Então tem que ver quem vai se adaptar aos novos tempos de energia.”

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É só dar play aqui para ouvir o bate-papo na íntegra:

A bolsa brasileira vai disparar?

Em conversa com os apresentadores Thiago Salomão e Renato Santiago, o gestor afirma que está animado com a bolsa brasileira em 2023 — especialmente após o desempenho recente do Ibovespa.

“Eu acho que o Brasil está muito bem”, afirma. “Estamos numa base muito barata, eu acho que é um bom momento de comprar ações.”

Guilherme Affonso Ferreira ainda abriu o jogo sobre as três maiores posições do seu fundo e uma das principais apostas da MOS Capital para este ano. “Nossa vocação é sempre para coisas básicas e fundamentais.”

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“Estou animadíssimo com Rumo (RAIL3), porque a safra brasileira tem que ser escoada de algum jeito e o mundo vai demandar mais a cada dia”, disse o gestor.

“O Brasil está nadando de braçada nesse mundo e está na cara que vai continuar por algum tempo.”

Assista ao episódio completo aqui:

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