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O banco de investimentos iniciou hoje a cobertura dos papéis da companhia em questão com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 18 por ação
A retomada do programa “Minha Casa, Minha Vida” tem levado o foco dos analistas de mercado imobiliário de volta para as ações de empresas que atuam no segmento de baixa renda. E, ao apontar a lupa para a Cury (CURY3), o JP Morgan encontrou uma companhia já lucrativa e com potencial para crescer ainda mais.
O banco de investimentos iniciou a cobertura da construtora nesta terça-feira (20) com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 18 por ação — a cifra implica em um potencial de alta de cerca de 19% para os papéis CURY3, em relação à cotação atual.
“Nossa visão positiva é apoiada pelo retornos superiores da Cury. Esperamos que o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) fique em torno de 45% nos próximos 2 anos, tornando-a um player premium no segmento”, citam os analistas em relatório divulgado hoje.
O JP Morgan é atraído ainda pelo balanço saudável da companhia, com forte geração de caixa e velocidade de vendas acima dos pares.
Por isso, o banco coloca a Cury como sua favorita no segmento de baixa renda, à frente de MRV (MRVE3), Direcional (DIRR3) e Tenda (TEND3).
“Nossa recomendação de compra é baseada principalmente no fato de a companhia ser um player valioso, com alto retorno e valuation atraente, mas também acreditamos que há potencial de crescimento, dadas as novidades no programa MCMV.”
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Os analistas relembram ainda que pode haver mudanças no Conselho Curador do FGTS — uma das maiores fontes de financiamento para a construção civil. A expectativa é de subsídios maiores, taxas menores e uma extensão do prazo máximo dos empréstimos, atualizações que trazem perspectivas positivas para as margens das companhias do setor.
“Como a Cury já possui uma das melhores margens brutas do segmento, e seus pares — especialmente Tenda e MRV — estão focados em suas viradas financeiras, a empresa pode aumentar ainda mais sua velocidade de vendas ou acelerar o crescimento”, afirmam os analistas.
Qualquer melhora na bolsa depende do sucesso da Qualicorp em conseguir se reerguer. “Continuamos a acreditar que a performance da ação está firmemente conectada ao sucesso do seu plano de turnaround”, escreve o BTG Pactual.
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