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No episódio #63 do Market Makers, Juliano Custodio, sócio fundador e CEO da EQI Investimentos, revelou como transformou um blog em uma corretora bilionária
Ainda que o YouTube seja considerado uma das principais “fábricas de subcelebridades e influencers” da atualidade, esse nunca foi o sonho de Juliano Custodio, sócio fundador e CEO da EQI Investimentos.
Mas foi a partir de um pequeno blog que Custodio transformou a empresa que criou em um dos maiores escritórios de assessoria de investimentos do Brasil — e agora em uma corretora.
Convidado do episódio #63 do podcast Market Makers, CEO da EQI revelou os detalhes de sua trajetória profissional e como como se tornou responsável por uma das transações mais emblemáticas da indústria de investimentos: a troca da XP pelo arquirrival BTG Pactual.
Confira o episódio na íntegra. É só dar play aqui.
Formado em engenharia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Juliano Custodio demonstrou interesse pelo mercado financeiro desde jovem.
Custodio entrou para o mercado após passar em um concurso público para o Banrisul, onde começou a trabalhar como estagiário de suporte técnico. Em pouco tempo, ele virou líder da área de TI do banco.
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“Eu sou um engenheiro que resolveu trabalhar no mercado financeiro. Na época em que a área de engenharia pagava pouco, os bancos pagavam muito mais, então eu comecei a fazer carreira em banco como estagiário”, disse, em entrevista aos apresentadores Renato Santiago e Thiago Salomão.
Não demorou muito, ele conseguiu ingressar na área financeira do banco como assistente de operadora de Mega Bolsa na corretora.
“Eu decidi que não conseguia crescer porque existia muita burocracia em banco público. Até que descobri que podia tirar um uma licença não remunerada de dois anos.”
Em licença, Custodio começou a bater de porta em porta nas corretoras sulistas para tentar um emprego.
“Eu fui numa corretora pedir emprego e o cara me disse ‘não tem lugar para ti aqui, mas tem alguns moleques que pode ser que te aceitem’. E nisso ele me deu o cartão do Marcelo Maisonnave, que foi um dos fundadores da XP”
Por volta de 2002, Custodio começou a trabalhar na XP. “Eu pensava que tinha dois anos para sair do banco, pedir licença e tentar. E durante esses dois anos, deu certo.”
Com uma base crescente de clientes e novas contas, Juliano optou por deixar de ser funcionário da XP para se tornar agente autônomo da companhia.
Mas em meio à fase ruim da bolsa a partir de 2010, Custodio foi a uma feira de marketing digital em busca de novas ideias e saiu de lá com o plano de criar um blog: o Eu Quero Investir.
“O site começou a converter clientes e gerar um baita crescimento, eu comecei a abrir contas pelo Brasil inteiro. A gente foi dobrando de tamanho em todos os anos.”
A estratégia do Eu Quero Investir era puramente baseada em marketing digital e necessidade. “Cada necessidade que o crescimento gerou nos fez apertar um parafuso”.
Entre seis e nove meses, Custodio contava com cerca de 400 clientes e já não mais conseguia dar conta sozinho. “Eu descobri que precisava contratar mais gente pela demanda.”
O rápido crescimento rápido do blog levou a um aumento do número de clientes — e a uma captação de centenas de milhões de reais ao mês
“Eu comecei a notar que fazia algumas coisas melhores do que a corretora que eu trabalhava e que eu era capaz de criar os meus próprios produtos, já que tinha uma leitura melhor do produto que o cliente queria e que poderia verticalizar algumas coisas.”
Na época, bancos começaram a bater na porta da Eu Quero Investir para tentar comprar a empresa.
“Foi um processo de entender que a gente valia mais do que a XP dizia que a gente valia na época, além de um processo de desgaste de relacionamento.”
Custodio acabou se aproximando do BTG Pactual, que aceitou se tornar sócio da EQI na corretora própria que a EQI decidiu criar.
Em 2020, quando contava com R$ 9 bilhões em recursos de clientes, o então escritório de assessores de investimento trocou a XP pelo BTG.
A EQI Investimentos recebeu aval do Banco Central para se tornar uma corretora de valores mobiliários em 2021.
Atualmente, a empresa possui R$ 24 bilhões sob custódia, além de uma gestora de R$ 4 bilhões e outras divisões de negócios.
Assista ao bate-papo completo:
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