🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

Efeitos colaterais

Como a ação do governo Lula contra a privatização da Eletrobras afeta Sabesp e outras estatais

Decisão do governo de questionar privatização da Eletrobras no STF elevou percepção de risco sobre estatais

eletrobras elet6 elet3
Eletrobras - Imagem: Reprodução

A decisão do governo federal de buscar o Supremo Tribunal Federal (STF) para rever a regra que limita o poder de voto na agora privatizada Eletrobras aumentou a percepção de risco de investidores sobre estatais. O olhar recai, em particular, àquelas com perspectiva de privatização à vista, como Copel, Cemig e Sabesp.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"O que preocupa na ADI [Ação Direta de Inconstitucionalidade] é que, embora ela não questione a privatização, discute um critério que foi aprovado pelo Congresso Nacional e pelo TCU [Tribunal de Contas da União]", diz Gustavo de Marchi, consultor da FGV Energia e vice-presidente da comissão de energia da OAB.

Ele salienta que os investidores e o setor elétrico já tinham assimilado a regra, que também foi usada anteriormente em outras privatizações, como no caso da Vale. Por isso, o questionamento gera preocupação.

"Outros processos semelhantes, vide caso da Copel, da Cemig, certamente seriam moldados dentro das diretrizes que foram consideradas no modelo da Eletrobras, então haverá um impacto direto nesses processos, pelo menos em revisitar o modelo que estava sendo desenhado para essas duas companhias", diz.

Ele também não descarta impactos em outros setores da infraestrutura, com destaque para o saneamento, que também vem passando por vários processos de privatização e capitalização.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • DÁ O PLAY: Lula vai meter a mão na Petrobras, na Eletrobras e no Banco Central? Saiba os riscos e como isso pode afetar o seu bolso

Copel e Sabesp em xeque

Na percepção de um profissional do mercado que acompanhou de perto a privatização da Eletrobras, caso o STF conceda a liminar pedida pelo governo suspendendo a limitação de 10% e permitindo o voto em linha com sua efetiva participação acionária, da ordem de 43%, as estatais estaduais não conseguirão realizar o processo de privatização.

Leia Também

"Se houver liminar, Copel e Sabesp estão em xeque" disse a fonte, que participa esta semana de evento com investidores em Nova York e disse que os participantes estão estarrecidos com o movimento do governo federal. As duas estatais estaduais já buscam atrair capital para as futuras operações, hoje em fase preparatória.

O advogado André Edelstein, sócio do escritório Edelstein Advogados, também considera que a ação do governo pode afetar outras privatizações.

"Quando tem processo que envolve capital intensivo, estabilidade das regras e segurança são chaves na decisão de investimento. Eventualmente, o processo da Copel pode perder atratividade considerando o precedente com a maior empresa elétrica do Brasil", diz.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O sócio do escritório Castro Barros Advogados Paulo Henrique Dantas considerou que a ADI funciona como um "recado para o mercado de que as privatizações podem ser revistas", sejam as que já saíram do papel, sejam as que vinham sendo planejadas para ocorrer nos próximos anos e meses.

"A revisão da Eletrobras é mais complexa porque teve mudança na lei para permitir a privatização. Teve processo para que ocorresse e, uma vez que foi questionado à época e acabou acontecendo, pode dar sinal contraditório ao mercado para as que estão por vir e influenciar na forma e se elas vão ocorrer", disse.

O foco é a Eletrobras

Com visão diferente, a sócia da área de Energia e Recursos Naturais do Demarest, Rosi Costa Barros, considera que "ainda é cedo" para repercussões da ADI em outras empresas ou investimentos do setor elétrico.

"A Cemig e a Copel, por exemplo, têm a liberdade de fazer [a privatização] como entenderem mais eficiente e podem usar esse modelo perfeitamente", disse a advogada, lembrando que se trata de estatais estaduais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ela classificou a ADI como um movimento voltado especificamente para Eletrobras, cuja privatização está na mira do governo desde a campanha.

Ainda assim, considera que a ação reforça sentimento de insegurança jurídica para o investidor, embora lembre que outras decisões, inclusive por parte do regulador, afetam a atratividade em particular do capital estrangeiro.

"Essa ação da Eletrobras é só mais um exemplo para abalar a segurança jurídica, mas não é decisivo, afeta a segurança de forma macro, assim como outras medidas do regulador", disse.

Argumentos

Embora De Marchi considere que existe legitimidade do governo em querer rever se houve inconstitucionalidade, De Marchi defende que caberá ao STF sopesar todos os pontos, inclusive o ponto de vista da segurança jurídica, e a eventual decisão judicial terá de ser "altamente justificada e fundamentada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Se não, vamos ter uma afetação não só nos modelos de privatização, mas também nos modelos que já foram consubstanciados", disse.

Para Edelstein, a argumentação apresentada pela Advocacia Geral da União (AGU) é frágil, e os contra argumentos são mais robustos para manter a validade de todo o processo.

"Eles falam de algumas ofensas ao direito de propriedade, moralidade, razoabilidade, e todos esses argumentos invocados na ação são justamente os que reforçam a validade do processo, a validade de atingir o que participação. Privatização foi decisão política do Estado brasileiro. Se depois não agradou, se o Estado se arrependeu, não cabe buscar reversão através de outras vias através de argumentos frágeis", disse.

Sem espaço para rever privatização da Eletrobras

O sócio do Mattos Filho da área de Mercado de Capitais, Jean Arakawa, salientou que a limitação de voto questionada pela União está na lei das SAs e foi um movimento parecido com o adotado com a migração da Embraer para o Novo Mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"A argumentação é de que é danoso para a União, mas foi o modelo da desestatização", diz, considerando a ação como uma tentativa de se retomar o controle da companhia. Para ele, existe a expectativa de que os contratos sejam respeitados.

"A tendência no STF é manter as decisões, não vejo muito espaço pra rever a privatização da forma como foi. [A argumentação] pode ser aceita por ser questão procedimental, mas o resultado seria a manutenção do processo de desestatização. Vai ter que questionar o processo como um todo e que seguiu todos os ritos necessários, isso deveria ter sido feito na época que estava ocorrendo, a não se que surja algo relevante que não vejo no momento", opinou Dantas.

As informações são do Estadão Conteúdo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ALTA PERFORMANCE

Smart Fit (SMFT3) ainda pode subir 40%, e o BTG explica por que é uma das ações mais promissoras da América Latina

21 de janeiro de 2026 - 19:31

Banco revisa preço-alvo para R$ 30, mas reforça confiança na trajetória de crescimento acelerado da companhia nos próximos anos

NA MIRA DO REGULADOR

Quem liderou a fraude na Americanas (AMER3)? CVM elege o principal ‘culpado’, diz jornal

21 de janeiro de 2026 - 19:17

Segundo O Globo, a Superintendência de Processos Sancionadores da CVM concluiu que o ex-CEO, Miguel Gutierrez, foi o responsável pela fraude na varejista; entenda

CHUVA DE PROVENTOS?

Axia Energia (AXIA5) pode turbinar dividendos em meio a alta dos preços de energia, diz BBI. Vale a pena comprar a ação?

21 de janeiro de 2026 - 18:44

O banco revisou para cima as estimativas de preços de energia devido à escassez de chuvas. Mas o que isso significa para a Axia Energia?

CASH COW

Educação vive era de vaca leiteira, e BTG eleva recomendação da Cogna (COGN3) para compra; descubra a ação queridinha do banco

21 de janeiro de 2026 - 16:30

Analistas do banco destacam que, após anos de ajustes e crise do Fies, os grandes grupos de ensino podem gerar retornos significativos aos acionistas; veja a recomendação para Cogna (COGN3), YDUQS (YDUQ3), Afya (AFYA), Ânima (ANIM3), Vitru (VTRU3), Cruzeiro do Sul (CSUD3), Ser Educacional (SEER3) e Laureate

ATENÇÃO, CONSUMIDOR

CEO da Amazon alerta que tarifas de Trump começaram a “se infiltrar” nos preços

21 de janeiro de 2026 - 13:07

Andy Jassy admite que os estoques antecipados já não seguram os preços e que consumidores começam a sentir os efeitos das medidas, mudando hábitos de compra

MAIS UM PRA CONTA

Investiu no will bank? Veja como ser ressarcido pelo FGC — e o alerta para quem também tem CDB do Banco Master

21 de janeiro de 2026 - 11:47

Liquidação do will bank ativa o Fundo Garantidor de Créditos; investidores precisam se cadastrar no app do FGC para solicitar o pagamento

NOVOS DESDOBRAMENTOS

Azul (AZUL53): saída da recuperação nos EUA ganha forma com nova emissão, aporte e plano para o pós-Chapter 11

21 de janeiro de 2026 - 11:46

A aérea anunciou acordo para aporte de US$ 100 milhões, além de emissão de ações para captar até US$ 950 milhões, com diluição de 80% da base acionária; a companhia também publicou um plano de negócios atualizado

PLOT TWIST AMARGO

Netflix (NFLX) supera expectativas no 4T25, mas desaponta em guidance, e ações despencam no pré-mercado

21 de janeiro de 2026 - 10:29

A receita somou US$ 12,05 bilhões no período, superando as estimativas de US$ 11,97 bilhões e representando um crescimento de 17,6%

A ÚLTIMA PEÇA

Will bank: quem é o banco digital que foi parar nas mãos de Daniel Vorcaro e sucumbiu com o Banco Master

21 de janeiro de 2026 - 10:11

A história de um banco digital que cresceu fora do eixo da Faria Lima, atraiu grandes investidores e terminou liquidado pelo Banco Central

CONTA NÃO FOI PAGA

Ligação com Tanure e Banco Master: Mastercard executa garantias e ‘toma’ ações da Westwing (WEST3) e do BRB (BSLI3)

21 de janeiro de 2026 - 9:51

Esses papéis haviam sido dados para a Mastercard como garantia de uma obrigação financeira, que não foi cumprida

CRISE

Banco Central decreta liquidação do will bank, que pertence ao grupo do Banco Master

21 de janeiro de 2026 - 8:02

O will bank havia sido preservado quando a autoridade monetária determinou a liquidação do Banco Master, por acreditar que havia interessados na sua aquisição

MERCADO DE CAPITAIS

O gringo puxou a bolsa — mas vai ignorar as PMEs? CEO da BEE4 diz por que os IPOs menores ainda não estão no radar estrangeiro

20 de janeiro de 2026 - 18:33

A chamada “bolsa das pequenas e médias empresas” vê espaço para listagens, mas diz que apetite estrangeiro ainda não está no radar

ALUGUEL PELO CELULAR

Localiza (RENT3) já economizou R$ 23 milhões ao reduzir as filas com serviço 100% digital, acelerando à frente da rival Movida (MOVI3), diz BTG

20 de janeiro de 2026 - 16:41

Nessa corrida tecnológica, quem mais surpreende é uma concorrente 100% digital que nem sequer está na bolsa; veja qual a recomendação do BTG na disputa entre Movida e Localiza

QUEM DÁ MAIS?

Netflix em disputa com a Paramount: gigante do streaming sobe o sarrafo com proposta de US$ 82,7 bilhões em dinheiro pela Warner Bros.

20 de janeiro de 2026 - 15:41

Até então, a oferta original da Netflix era no valor de US$ 82,7 bilhões, mas a aquisição seria realizada com pagamento em dinheiro e em ações

AQUISIÇÃO

Mais uma derrota para Tanure: compra da Emae pela Sabesp (SBSP3) é aprovada no Cade e Aneel

20 de janeiro de 2026 - 14:57

O fundo Phoenix, do empresário, comprou a Emae em leilão em 2024, no processo de privatização da companhia, e tentava barrar a operação.

ENTENDA OS IMPACTOS

JP Morgan liga alerta para Yduqs (YDUQ3) e outras empresas do setor após notas do Enamed; BTG pede calma

20 de janeiro de 2026 - 13:12

Os resultados da primeira edição do Enamed surpreenderam negativamente analistas do JP Morgan e reacenderam o debate sobre riscos regulatórios no ensino médico privado, com Yduqs (YDUQ3) como a mais exposta, embora BTG veja impacto econômico limitado no curto prazo

ENTRE AS MAIORES

Itaú se torna a única empresa brasileira entre as 500 marcas mais valiosas do mundo — e um concorrente se desvaloriza e perde o posto

20 de janeiro de 2026 - 12:31

Itaú avançou no ranking global após crescimento de 15% no valor da marca, enquanto o Banco do Brasil perdeu espaço e deixou a lista

GENEROSIDADE CALIBRADA?

BB vai segurar os dividendos em 2026? Banco do Brasil (BBAS3) define payout e revela quando proventos vão pingar na conta dos acionistas

20 de janeiro de 2026 - 10:44

O conselho de administração do BB definiu a política de dividendos deste ano; veja quanto e quando o banco vai pagar

RATING MELHOR

Fitch eleva rating da Guararapes; por que agência acredita que dona da Riachuelo virou a página?

20 de janeiro de 2026 - 10:18

Além da marca Riachuelo, a Guararapes opera as marcas Casa Riachuelo, Carter’s no Brasil e Fanlab

DANÇA DAS CADEIRAS (DE NOVO)

Ambipar (AMBP3) troca CFO após menos de quatro meses e reorganiza alto escalão em meio à crise financeira

20 de janeiro de 2026 - 9:28

Ricardo Rosanova Garcia deixa os cargos de liderança com menos de quatro meses na função de diretor financeiro. Saiba quem assume as posições agora

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar