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Os antigos donos do grupo BIG aceitaram um corte no valor de venda da rede e vão pagar a quantia ao Carrefour Brasil (CRFB3) em três parcelas
O Carrefour Brasil (CRFB3) encheu o carrinho em 2021, quando anunciou a aquisição do Grupo BIG de supermercados por R$ 7 bilhões. Mas eis que, ao chegar ao caixa, os compradores decidiram dar uma choradinha por um desconto — e não é que o gerente aceitou?
A companhia informou nesta terça (11) que chegou a um acordo com os antigos donos do Grupo BIG — no caso, o fundo de private equity Advent International e o Walmart — para reduzir o valor de compra em até R$ 1 bilhão. A cifra representa um corte de 14% em relação ao valor original do fechamento da operação.
Na verdade, falamos de algo semelhante a um estorno: como a transação em si foi concluída em 2022, o Carrefour Brasil vai receber dinheiro de volta. Hoje, os antigos donos do BIG transferiram uma parcela de R$ 350 milhões à companhia; outros R$ 550 milhões serão quitados até o fim de maio de 2024, ajustados pelo CDI.
Por fim, há uma última parcela variável, de R$ 100 milhões, que depende do cumprimento de certas condições entre as partes — não foram revelados maiores detalhes quanto ao acerto entre o Carrefour Brasil e os vendedores do Grupo BIG. Se as tais cláusulas forem cumpridas, esse dinheiro também será pago até maio de 2024.
O grupo BIG é dono de diversas bandeiras de supermercado e atacarejo, com destaque para a rede BIG em si (antigo Walmart Brasil), Sam's Club e Maxxi Atacado. Com a aquisição o Carrefour Brasil (CRFB3) passou a deter um conglomerado com mais de mil lojas no país e cerca de 150 mil empregados.
Originalmente, a transação foi fechada em R$ 7,5 bilhões mas, no fechamento, esse valor foi ajustado para baixo, ficando em R$ 7 bilhões. Agora, o Carrefour consegue um novo desconto.
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As ações CRFB3 fecharam o pregão desta terça-feira em alta de 5,75%, a R$ 11,96, numa sessão marcada pelo bom humor do mercado e pela forte alta de mais de 4% do Ibovespa. Os papéis do Carrefour Brasil, no entanto, ainda amargam perdas de mais de 15% em 2023; em um ano, a desvalorização é de 48%.
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