Braskem (BRKM5): ações ampliam queda após Justiça aceitar tutela de urgência em ação no caso do afundamento de bairros em Maceió
Ação avaliada em R$ 1 bilhão pede a inclusão de mais imóveis dentro do programa de compensação e apoio à realocação da Braskem

A conta da Braskem (BRKM5) pelo incidente do afundamento de bairros em Maceió (AL) pode aumentar ainda mais. A petroquímica anunciou na tarde desta quinta-feira que a Justiça aceitou tutela de urgência em uma Ação Civil Pública contra a companhia.
O valor atribuído à causa pelos autores da ação é de R$ 1 bilhão. Após a notícia, as ações da Braskem atingiram as mínimas do dia na B3. Por volta das 16h45, os papéis operavam em queda de 3,86%, a R$ 19,66.
Na ação do Ministério Público Federal e Estadual, além da Defensoria Pública da União, a Justiça aceitou quatro pedidos contra a Braskem.
Em linhas gerais, o MP quer a inclusão de mais imóveis dentro do programa de compensação e apoio à realocação da companhia, de acordo com o mapa mais recente da Defesa Civil.
Além disso, a ação pede a contratação de empresa independente e especializada para a identificação do alegado dano material dos imóveis, no caso dos moradores que decidam permanecer nas áreas afetadas. Você pode ler a íntegra do comunicado da Braskem aqui.
No total, o episódio já custou R$ 14,4 bilhões em provisões à Braskem. Desse total, a petroquímica já desembolsou R$ 9,2 bilhões.
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Braskem (BRKM5) e o afundamento dos bairros de Maceió
O caso contra a Braskem começou depois do registro de tremores de terra em 2018 em uma região de Maceió na qual a empresa explorava sal-gema, insumo da cadeia produtiva do PVC.
Os tremores provocaram rachaduras em casas e edifícios, além de crateras nas ruas de vários bairros da cidade. Assim, milhares de moradores foram forçados a se mudar por questões de segurança.
Em abril do ano seguinte, as autoridades brasileiras entraram com processo contra a Braskem e em maio o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) publicou um estudo com a conclusão que, de fato, a principal causa das rachaduras era a atividade da petroquímica.
A Braskem teve de encerrar a exploração de sal-gema e também as fábricas de cloro-álcali e dicloreto de etileno em Maceió. Desde então, a companhia gastou bilhões de reais para realocar as famílias atingidas pelas rachaduras.
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