O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste, logo seguidos pelo Bradesco, apelaram contra a decisão que suspendeu a cobrança de dívidas da Oi

Dizem que no Brasil até o passado é incerto. E isso pode valer para a recuperação judicial da Oi (OIBR3). Isso porque os bancos credores da companhia partiram para cima da operadora após a Justiça suspender a obrigação de a Oi cumprir seus compromissos.
A Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste, logo seguidos pelo Bradesco, decidiram apelar contra a decisão. E mais: alegaram que a recuperação judicial anterior da companhia ainda não acabou.
O instrumento que é alvo de questionamento pelos bancos é a chamada "tutela de urgência", que funciona como uma proteção temporária à companhia, livrando-a de pagar dívidas e sofrer execuções pelo prazo de 30 dias para que possa negociar com os credores uma flexibilização nas condições de quitação.
A medida, a mesma que a Americanas adotou recentemente, é considerada uma preparação para a recuperação judicial de fato. Se não houver acordo com os credores, resta às empresas apenas pedirem a formalização da recuperação judicial.
No caso da Oi, a situação é mais complexa do que a da varejista porque a operadora recebeu, em dezembro, a sentença de encerramento do seu primeiro processo de recuperação, iniciado em 2016. O despacho é do juiz Fernando Viana, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.
O fato de o processo ainda não ter transitado em julgado deu munição aos bancos para a ofensiva contra a concessão da tutela de urgência neste mês. Os três bancos controlados pela União protocolaram as suas contestações na sexta-feira passada.
Leia Também
O Bradesco engrossou o coro. "A norma é clara: a recuperação judicial não é um tíquete de loteria que pode ser utilizado sucessivamente pelo empresário em crise, mas um remédio destinado àqueles que efetivamente possuem viabilidade econômica e competência suficiente para exploração da atividade econômica", afirmaram os representantes do banco privado. A peça do Bradesco é escrita pelos advogados dos escritórios Machado Meyer e SOB.
O motivo que os bancos usaram para tentar derrubar a tutela de urgência e impedir novo processo de RJ é que uma eventual nova petição só poderia ocorrer depois de cinco anos desde a última recuperação.
A Oi começou a contar esse prazo a partir da homologação do primeiro plano de recuperação aprovado pelos credores, em 5 de fevereiro de 2018. Pelas contas dos representantes do Bradesco, porém, o prazo não acabou porque deveria começar a contar a partir da homologação do aditivo ao plano, em 5 de outubro de 2020.
Os advogados da Caixa, do BB e do BNB afirmaram que a recuperação judicial está ainda em curso e lembraram que há recursos pendentes de apreciação pelo juízo. "A recuperação judicial VIGENTE (escrito de propósito em letras maiúsculas) é processo não encerrado, dada a ausência de trânsito em julgado da sentença", descreveram os advogados do BB.
Com isso, os bancos argumentaram que a Justiça não poderia conceder a tutela de urgência suspendendo as obrigações da Oi. Para as instituições, isso representa uma alteração do plano de recuperação aprovado pelos credores em assembleia e que continua em andamento.
As instituições financeiras defenderam, de antemão, que a Justiça negue à Oi o direito de entrar novamente em recuperação judicial. Isso porque, na visão dos credores, a empresa ainda não concluiu o processo anterior.
Caixa, BB e BNB procuraram rebater os argumentos da tele de que a situação da economia brasileira afetou seus negócios. De acordo com a operadora, a alta dos juros e do dólar aumentou o custo da dívida e sufocou suas condições de pagamento.
Mas os representantes da Caixa lembraram que a própria Oi apresentou à Justiça um laudo atestando a sua capacidade de arcar com o pagamento de dívidas nos três anos seguintes. A consultoria Licks elaborou o documento, que remonta a agosto de 2022.
A Oi informou que não irá comentar a contestação dos bancos.
Na B3, as ações da Oi (OIBR3) seguem em uma verdadeira montanha russa desde o anúncio da tutela antecipada. No pregão de ontem, os papéis fecharam em forte alta de 21,12%, cotados a R$ 1,95.
*Com informações do Estadão Conteúdo
MINÉRIO DE FERRO
BARRADAS
REAÇÃO AO RESULTADO
Entra ou não entra?
O QUE QUASE NINGUÉM VIU?
VAI E VEM DOS SPREADS
HIPOCRISIA?
TROCA DE CEO
ENTREVISTA AO ESTADÃO
COMPRAR OU VENDER?
DO CAMPO AO BALANÇO
NÃO PARA NA LAVOURA
DESTAQUES DA BOLSA
COMPETIÇÃO ACIRRADA
Conteúdo BTG Pactual
VEJA ONDE APOSTAR
PASSO A PASSO
AUMENTO DE CAPITAL
PREPAREM O BOLSO
CISÃO OU CIZÂNIA?