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O mau tempo que derruba os papéis da companhia aérea hoje é provocada pela visão do Citi de que os riscos para os acionistas minoritários permanecem elevados; entenda por que
Atenção, senhores passageiros: apertem os cintos porque as ações da Gol (GOLL4) operam com mais de 2% de queda e ocupam a segunda posição entre as maiores baixas do Ibovespa nesta quarta-feira (29).
A turbulência é provocada pelo Citi. O banco norte-americano rebaixou a recomendação para o papel da companhia aérea de neutra/alto risco para venda/alto risco.
Além disso, cortou o preço-alvo para o American Depositary Receipt (ADR) da Gol de US$ 3,30 para US$ 3 — o que representa uma desvalorização de 21,9% em relação ao último fechamento.
Por volta de 13h50, as ações GOLL4 negociadas na B3 recuavam 2,32%, cotadas a R$ 9,28. No mês, os papéis acumulam ganho de 8,5% e, no ano, de 26,3%.
A queda da Gol também arrasta os papéis da Azul, que recuam 0,10%, a R$ 10,92. Acompanhe a nossa cobertura ao vivo dos mercados.
A turbulência que derruba os papéis da Gol hoje é provocada pela visão do Citi de que os riscos para os acionistas minoritários permanecem elevados.
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Segundo o banco, as últimas demonstrações financeiras da companhia aérea apresentaram uma dívida líquida pós-conversão de bônus de subscrição 26% acima do esperado — como resultado, o valor patrimonial da empresa parece ainda mais comprimido após a diluição total dos bônus de subscrição (warrants).
"Agora que as demonstrações financeiras da Gol do terceiro trimestre de 2023 incluem seus warrants emitidos recentemente, uma análise mais detalhada da estrutura desses conversíveis aponta agora para uma maior alavancagem financeira líquida em comparação com nossas expectativas anteriores", diz o Citi em relatório.
Assim como num voo, a turbulência pela qual a Gol passa neste momento é vista só em um trecho do trajeto.
Segundo o Citi, o menor crescimento de capacidade da companhia aérea esperado para 2023 pode ser positivo, já que a capacidade reduzida pode apoiar as tarifas.
Além disso, os ventos favoráveis nos custos de câmbio e de petróleo também podem trazer o céu de brigadeiro para a companhia no ano que vem.
A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco
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