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Ao jornal O Globo, o presidente da Americanas também afirmou que a varejista tem reportado forte queda nas vendas digitais
Um das obrigações de uma empresa em recuperação judicial é o pagamento das dívidas, sem atrasos. E é isso que a Americanas (AMER3) precisa fazer para não ir à falência.
Em entrevista ao jornal O Globo, o CEO da varejista, Leonardo Coelho, afirmou que a Americanas deve pagar um pouco mais da metade da dívida com os credores — que soma cerca de R$ 43 bilhões — e, que, em razão da recuperação judicial, a companhia é "um canal dos mais confiável para o novo fornecedor", já que não pode atrasar pagamentos.
"O plano prevê que a gente vai conseguir pagar na média da massa dos credores algo como 55% das nossas dívidas. A recuperação de um credor colaborador pode ser 100%, assim como o credor com dívida de até R$ 12 mil. É um plano bastante ajustado. O desconto grande que puxa para baixo está do lado do financeiro — credores que emprestaram dinheiro à empresa. O desconto no financeiro é fundamental para ter ajuste de balanço", afirmou Coelho ao jornal O Globo.
O executivo assumiu a presidência da Americanas em fevereiro, um mês depois da descoberta da 'inconsistência contábil' de R$ 20 bilhões.
Na entrevista, o CEO da Americanas também afirmou que a varejista tem reportado forte queda nas vendas digitais. O recuo no e-commerce é recorrente desde o terceiro trimestre de 2022, antes, portanto, da descoberta do rombo contábil bilionário — em janeiro.
"A principal fortaleza hoje é a capacidade que a gente tem de chegar a praticamente todas as localidades com as quase 1.800 lojas no país", disse Leonardo Coelho.
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O CEO também ressaltou que a varejista "vai sair menor" da recuperação judicial, com a venda de alguns ativos.
Entre as grandes ofertas estão a rede Hortifruti Natural da Terra, a venda da participação da varejista no grupo Uni.Co — que é dono das franquias Mind, Imaginarium, Puket e LoveBrands — e, um jato executivo da Embraer, modelo EMB-505, tipo E55P e fabricado em 2014.
Além disso, o executivo disse que também haverá "ajustes" nas lojas físicas. "Devemos ter muito ajuste na loja física no que se refere a clusterização de lojas, criando mix de produtos específicos para lojas específicas." Hoje, a Americanas possui uma rede de aproximadamente 1.800 pontos de venda em todo o país.
Embora ajustes estejam previstos nas lojas físicas, o CEO reiterou que as medidas não serão estendidas aos funcionários e que não está nos planos da empresa realizar demissões em massa.
Na última quinta-feira (30), em nota à imprensa, a Americanas afirmou que a companhia realizou o pagamento de salários e benefícios a seus mais de 40 mil funcionários em todo o Brasil, além da abertura de processo seletivo para mais de 1 mil vagas temporárias para a Páscoa.
*Com informações de O Globo
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