Aliansce Sonae (ALSO3) reverte lucro em prejuízo no primeiro balanço após fusão com brMalls, mas ações sobem forte; veja por quê
Excluindo efeitos pontuais da combinação de negócios, os números do quarto trimestre parecem ter agradado ao mercado

O primeiro balanço da Aliansce Sonae (ALSO3) após a conclusão da fusão com a brMalls se mostrou um desafio para analistas e investidores graças ao tamanho da operação, que criou a maior administradora de shoppings da América Latina.
Ainda assim, excluindo efeitos pontuais da combinação de negócios, os números do quarto trimestre parecem ter agradado ao mercado. Por volta das 13h15, as ações ALSO3 operavam em alta de 6,73%, cotadas em R$ 16,97.
A performance positiva ocorre a despeito de a companhia ter revertido em prejuízo líquido de R$ 16,99 milhões o lucro de R$ 115,7 milhões registrado no quarto trimestre do ano anterior.
É importante relembrar que a empresa optou por apresentar separadamente seus números e os da brMalls. Mas o BTG afirma que, analisando os indicadores combinados, o fluxo de caixa (FFO, na sigla em inglês) veio 12% acima das estimativas após ajustes de itens não recorrentes.
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Os custos da fusão para a Aliansce Sonae (ALSO3)
Entre os “muitos eventos pontuais” do trimestre — em sua maioria relacionados à fusão, a venda de ativos e renegociação de dívidas — o Santander destaca três deles. O primeiro são os custos ou despesas não recorrentes de cerca de R$ 235 milhões.
O segundo e o terceiro estão ligados à venda do Campinas Shopping pela brMalls: impostos sobre o lucro obtido com a transação e perdas na marcação a mercado das cotas de fundos imobiliários (FIIs) que a companhia recebeu como parte do pagamento.
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De acordo com o banco, esse último fator deve continuar trazendo volatilidade aos resultados até que o desinvestimento seja completo.
“Ainda assim, achamos importante mencionar que a antecipação da maior parte dos custos relacionados à fusão pode levar a revisões de consenso positivas em 2023, uma vez que muitos analistas (incluindo nós) esperavam que esses custos fossem contemplados apenas neste ano”, explicam os analistas.
Ajuste nas sinergias
Além dos resultados do quarto trimestre, a Aliansce revisou as projeções para as sinergias na combinação de negócios com a brMalls para R$ 180 milhões a R$ 210 milhões anuais até 2028, contra R$ 160 milhões na previsão anterior.
“A revisão do guidance é fruto de estudo detalhado das oportunidades da combinação de negócios e reflete a expectativa da companhia quanto aos resultados futuros”, diz o comunicado enviado ao mercado.
Para o BTG Pactual, a nova projeção “reforçou o compromisso da empresa em extrair valor da fusão, o que é positivo”. O banco reiterou sua recomendação de compra para os papéis ALSO3, com preço-alvo de R$ 26 e potencial de alta de 53%.
O Santander também recomenda compra para as ações, mas calcula um upside maior, de 59%, com preço-alvo de R$ 27.
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