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Das três empresas participantes do processo, duas estão em reestruturação empresarial e o fundo já deu calote nos investidores
Os antigos criadores do fundo de investimentos em criptomoedas Three Arrows Capital (3AC) voltaram a aparecer no noticiário. Agora não mais como foragidos da polícia, mas com uma proposta em mãos: a de criar uma corretora de cripto (exchange) do zero.
Su Zhu e Kyle Davies pretendem levantar cerca de US$ 25 milhões para começar uma nova corretora chamada GTX. As informações são do The Block.
Ambos recorreram a Mark Lamb e Sudhu Arumugam, CEO e cofundador da CoinFlex — plataforma de negociação de criptomoedas —, respectivamente, para lançar a nova empresa. Entretanto, há um porém: a nova corretora terá uma relação direta com a falida FTX.
Mas há alguns problemas: a FTX vem enfrentando um processo judicial intenso nos EUA. E enquanto o 3AC já deu calote nos investidores, a CoinFlex também passa por um processo de reestruturação empresarial.
Os planos da dupla que levou o fundo à falência incluem pegar emprestada a tecnologia — e operações jurídicas, vale ressaltar — da CoinFlex para estruturar a GTX. As estimativas incluem lançar a nova corretora ainda em fevereiro, com uma negociação na casa dos US$ 20 bilhões.
Essa nova corretora irá focar nos clientes afetados pela quebra da FTX da seguinte forma: a GTX irá “comprar” a dívida da antiga exchange de Sam Bankman-Fried e pagará os investidores em forma do token USDG.
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A notícia foi dada pelo jornalista e blogueiro chinês, Colin Wu:
Segundo pessoas familiarizadas com o tema, a própria escolha do nome seria proposital: afinal, o “G” (GTX) vem depois do “F” (FTX).
A nova ideia de Zhu e Davis seria expandir esses serviços para outras empresas em recuperação judicial, como é o caso da Celsius e da Voyager Digital.
Mas lidar com empresas em processo de reestruturação é um negócio arriscado, ainda mais se você está longe dele. Acredita-se que a dupla fundadora do 3AC esteja foragida: Zhu estaria em Dubai e Davies em Bali após o fundo quebrar.
Tudo começou com o desaparecimento do protocolo Terra, a criptomoeda que entrou em uma “espiral da morte” e implodiu, levando consigo a criptomoeda Terra (LUNA) e a stablecoin TerraUSD (USDT).
A partir daquele momento, houve uma crise de liquidez no mercado. Plataformas como a Celsius, Voyager Digital e o fundo 3AC viram seu caixa se esvaziar e colocar em risco seus negócios.
No auge dos seus negócios, o balanço do fundo era estimado em alguns bilhões de dólares. As operações alavancadas e altamente arriscadas permitiram um crescimento acelerado do Three Arrows Capital, mas o Longo Inverno Cripto colocou o modelo de negócio em xeque.
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