O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Arábia Saudita cortou produção de petróleo em tentativa de evitar queda ainda maior nos preços, mas gerou tensão com a Rússia
O mercado foi surpreendido por uma notícia inesperada no fim de semana. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados, ou Opep+, decidiram reduzir as metas gerais de produção a partir de 2024 em um total adicional de 1,4 milhão de barris por dia (bpd), mas mantiveram a produção no curto prazo.
Por sua vez, a Arábia Saudita, membro dominante do cartel, anunciou cortes unilaterais profundos na produção de 1 milhão de bpd já a partir de julho. Em outras palavras, o corte foi de um país-membro isolado na tentativa de evitar quedas maiores dos preços do petróleo.
A mudança ocorre após o corte voluntário de 500 mil barris por dia anunciado em abril, reduzindo a produção saudita total para 9 milhões de barris por dia e marcando seu nível de produção mais baixo desde junho de 2021.
Para piorar, a Arábia Saudita, por meio da Saudi Aramco, elevou os preços do petróleo vendido para clientes da Ásia, América do Norte e Europa — aumento de US$ 0,45 o barril para os compradores asiáticos, US$ 0,60 para os compradores do Mediterrâneo e US$ 0,90 para norte-americanos e regiões do norte da Europa.

Com isso, embora o resto do grupo tenha confirmado que manteria as metas oficiais de produção inalteradas para 2023, as novidades tiveram efeito altista para os preços da commodity, que voltou a flertar com patamares próximos de US$ 80 por barril.
Note que, depois de subir acima de US$ 130 o barril em março de 2022, o petróleo teve um ano difícil, com os preços globais caindo com a queda da demanda nos Estados Unidos e na China, as duas maiores economias do mundo.
Leia Também
Isso é uma má notícia para a Arábia Saudita, que possui cerca de 17% das reservas comprovadas de petróleo do mundo e está no meio de um esforço extraordinariamente caro para transformar sua economia por meio do programa Visão 2030.
Ao mesmo tempo, o movimento surpresa dos sauditas só não foi adotado pelos demais países produtores porque começou a se fortalecer uma postura mais conservadora no interior do cartel, motivada pela preocupação com o enfraquecimento econômico, que pode impactar a demanda global por petróleo.
VEJA TAMBÉM — Socorro, Dinheirista! Inter saiu da Bolsa Brasileira e eu perdi 50% do meu patrimônio: e agora? Veja detalhes do caso real abaixo: PERDI 50% DO MEU PATRIMÔNIO APÓS BANCO INTER DAR ADEUS À BOLSA BRASILEIRA: E AGORA? I A DINHEIRISTA
Vale lembrar que, em abril, a Opep+ já havia anunciado corte de 2 milhões de barris por dia, o que impulsionou o preço do barril. Por isso, a ousadia do membro mais importante da coalizão da Opep+ gerou tensão na reunião do grupo.
Aliás, de acordo com delegados do cartel, a reunião do fim de semana foi uma das mais controversas dos últimos anos, em virtude das tensões entre a Arábia Saudita e a Rússia, dado que os russos continuam a aumentar sua produção de petróleo bruto a preços mais baixos, o que tem impacto no mercado global.
Agora, a Arábia Saudita pode estender o corte depois de julho, mas não confirmou se isso acontecerá. Autoridades sauditas afirmam que o orçamento do governo precisa de petróleo bruto estimado em US$ 81 o barril para atingir o ponto de equilíbrio.
Complementarmente, consultores econômicos sauditas alertaram os formuladores de políticas seniores de que o reino precisa de preços mais altos do petróleo nos próximos cinco anos para continuar gastando em projetos ambiciosos.
Meu cenário base para a reunião era que o grupo mantivesse seus cortes de produção voluntários de abril, mas transmitisse uma mensagem dura de permanecer ágil e maleável em sua abordagem. Contudo, fomos surpreendidos.
Olhando para o futuro, entendo que haja espaço para cortes adicionais no segundo semestre do ano, caso os preços do petróleo Brent insistam em permanecer persistentemente abaixo do patamar de US$ 75 por barril, aceito pela Opep+.
O movimento ousado da Arábia Saudita significa ceder participação de mercado a outros produtores de petróleo, incluindo a Rússia, que tem visado agressivamente compradores na Ásia desde que começou a sofrer com as sanções ocidentais.
A queda na oferta da Arábia Saudita resultará na saída de barris reais do mercado, uma vez que o reino tem um histórico de cumprir suas promessas.
Isso é importante, pois o impacto dos cortes em toda a Opep+ costuma ser atenuado pela incapacidade de alguns membros de produzir tanto quanto suas cotas.
Um ponto importante, inclusive, é que a movimentação saudita abriu caminho para os Emirados Árabes Unidos realizarem seu antigo desejo de uma maior cota de produção.
Anteriormente, o país ameaçou deixar o cartel se seu limite de produção não fosse aumentado.
Depois de garantir um teto mais alto a partir de 2024, o ministro da energia do país prometeu o apoio inabalável dos Emirados Árabes Unidos à Opep+.
Ainda assim, devemos ter um déficit no mercado de petróleo ainda maior neste ano.
O preço, porém, não deve fugir muito da casa dos US$ 80 por barril, muito por conta da perspectiva desfavorável para a demanda por petróleo — a fraqueza da commodity também reflete a decepção dos investidores com a economia da China.
Contanto que o delta não seja muito grande para baixo, o Brasil deve operar bem o patamar indicado, podendo render frutos para players como a Petrobras.
Existem muitos “segredos” que eu gostaria de sair contando por aí, especialmente para quem está começando uma nova fase da vida, como a chegada de um filho
Cerveja alemã passa a ser produzida no Brasil, mas mantém a tradição
Reinvestir os dividendos recebidos pode dobrar o seu patrimônio ao longo do tempo. Mas cuidado, essa estratégia não serve para qualquer empresa
Antes de sair reinvestindo dividendos de qualquer ação, é importante esclarecer que a estratégia de reinvestimento só deve ser aplicada em teses com boas perspectivas de retorno
Saiba como analisar as classificações de risco das agências de rating diante de tantas empresas em dificuldades e fazer as melhores escolhas com o seu dinheiro
Em meio a ruídos geopolíticos e fiscais, uma provocação: e se o maior risco ainda nem estiver no radar do mercado?
A fintech Nubank tem desenvolvido sua operação de telefonia, que já está aparecendo nos números do setor; entenda também o que esperar dos mercados hoje, após o anúncio de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio
Sem previsibilidade na economia, é difícil saber quais os próximos passos do Banco Central, que mal começou um ciclo de cortes da Selic
Há risco de pressão adicional sobre as contas públicas brasileiras, aumento das expectativas de inflação e maior dificuldade no cumprimento das metas fiscais
O TRX Real Estate (TRXF11) é o FII de destaque para investir em abril; veja por que a diversificação deste fundo de tijolo é o seu grande trunfo
Por que uma cultura organizacional forte é um ativo de longo prazo — para empresas e carreiras
Axia Energia (AXIA6) e Copel (CPLE3) disputam o topo do pódio das mais citadas por bancos e corretoras; entenda quais as vantagens de ter esses papéis na carteira
Com inflação no radar e guerra no pano de fundo, veja como os próximos dados do mercado de trabalho podem influenciar o rumo da Selic
A fabricante de sementes está saindo de uma fase de expansão intensa para aumentar a rentabilidade do seu negócio. Confira os planos da companhia
Entenda como o prolongamento da guerra pode alterar de forma permanente os mercados, e o que mais deve afetar a bolsa de valores hoje
Curiosamente, EUA e Israel enfrentam ciclos eleitorais neste ano, mas o impacto político do conflito se manifesta de forma bastante distinta
O Brasil pode voltar a aumentar os juros ou viver um ciclo de cortes menor do que o esperado? Veja o que pode acontecer com a taxa Selic daqui para a frente
Quedas recentes nas ações de construtoras abriram oportunidades de entrada nas ações; veja quais são as escolhas nesse mercado
Uma mudança de vida com R$ 1.500 na conta, os R$ 1.500 que não compram uma barra de chocolate e os destaques da semana no Seu Dinheiro Lifestyle
A Equatorial decepcionou quem estava comprado na ação para receber dividendos. No entanto, segundo Ruy Hungria, a força da companhia é outra; confira