Cotação do petróleo tem forte alta com anúncio de corte unilateral de produção pela Arábia Saudita
Contratos de referência sobem mais de 2% depois de a Arábia Saudita prometer corte de produção de 1 milhão de barris de petróleo por dia a partir de julho

Os contratos de referência de petróleo começam a semana em alta de mais de 2%.
Por volta das 6h35, o barril do petróleo WTI para julho avançava 2,34% na Nymex, a US$ 73,42, enquanto o do Brent para agosto subia 2,21% na ICE, a US$ 77,81.
A razão por trás da alta é a decisão unilateral da Arábia Saudita de cortar sua produção de petróleo em aproximadamente 1 milhão de barris por dia.
O anúncio saudita veio à tona no domingo, pouco depois de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus parceiros (conhecidos como Opep+) terem concordado com a manutenção dos atuais níveis de produção durante reunião em Viena.
A produção saudita cairá para 9 milhões de barris por dia a partir de julho, de cerca de 10 milhões de barris em maio, informou o governo do reino.
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A Opep+ é responsável pela produção de aproximadamente 40% de todo o petróleo consumido no mundo.
As decisões do cartel costumam ter impacto sobre os preços. Recentemente, porém, os cortes não levaram ao aumento na cotação esperado pelos produtores.
Sauditas estão preocupados com demanda por petróleo
Os sauditas temem uma queda acentuada dos preços em um momento de incertezas quanto à demanda.
Além disso, existem preocupações pelos produtores do combustível sobre o enfraquecimento econômico dos Estados Unidos e da Europa, enquanto a recuperação da China dá sinais de ser menos robusta do que muitos esperavam.
Decisão não era esperada
A Opep+ anunciou seu último corte coletivo de produção no início de abril. Observadores do mercado esperavam que o cartel mantivesse a produção inalterada desta vez. E isso aconteceu.
O que não se esperava era a dissidência do maior produtor individual de petróleo do mundo.
“O mercado não esperava a decisão saudita de cortar a produção em 1 milhão de barris por dia unilateralmente”, disse Bob McNally, presidente da consultoria Rapidan Energy, em e-mail à CNBC.
“Isso demonstrou mais uma vez que a Arábia Saudita está disposta a agir unilateralmente para estabilizar os preços do petróleo”, disse McNally, lembrando que o reino agiu de maneira similar em janeiro de 2021.
“Vemos grandes déficits globais se materializando no segundo semestre de 2023 e os preços do petróleo excedendo US$ 100 no próximo ano”, projetou ele.
*Com informações da CNBC.
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