Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

O poder oculto da fofoca: como ela pode alavancar ou destruir sua carreira

A fofoca é uma prática comum em qualquer ambiente. Mas é preciso ter cuidado com os comentários, especialmente no meio profissional

Ilustração de uma mulher contando uma fofoca ou segredo
Imagem: Shutterstock

“O Homo Sapiens é, antes de mais nada, um animal social. A cooperação social é essencial para a sobrevivência e a reprodução”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Yuval Noah Harari

No livro "Sapiens: Uma Breve História da Humanidade", o historiador e filósofo Yuval Noah Harari destaca que nossa capacidade única de criar e compartilhar histórias foi fundamental para a formação de grandes grupos sociais e cooperação em larga escala.

Nesse sentido, a fofoca desempenharia um papel na manutenção da coesão e conexão social, por ser uma forma de compartilhar histórias sobre outras pessoas. Além disso, a boataria pode ser um meio de transmitir normas e reforçar a conformidade em um grupo.

No entanto, Harari também alerta para os perigos das narrativas falsas ou distorcidas que podem surgir por meio da fofoca, como a manipulação de informações para controlar as pessoas e perpetuar desigualdades.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ou seja: sob a perspectiva histórica, a fofoca tem seu valor. Talvez a gente só esteja nesse nível de desenvolvimento social graças à bendita. Partindo dessa análise macro e adentrando mais no mundo do trabalho corporativo, quais papéis e efeitos ela desempenha sobre as nossas carreiras?

Leia Também

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Barrados no Baile: entre ondas de calor e o caos aéreo, o difícil start do verão europeu

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A aposta nas zebras da bolsa, FIDCs, a queda nas ações de tecnologia: o que ler hoje antes de investir

A fofoca geralmente se baseia em informações parciais ou não verificadas e pode ser motivada por diferentes razões, como satisfazer a curiosidade, ganhar poder ou influência social, prejudicar a reputação de alguém ou simplesmente como uma forma de entretenimento.

Pare para pensar na última fofoca que você estava disseminando. Você se recorda se realmente tinha checado as informações faladas? E qual era o seu objetivo em (re)passá-la adiante?

No calor da emoção, parece que ela não vai causar problema algum para ninguém, não é? Mas sabemos que há um custo que pode ser bem alto para as pessoas envolvidas em disseminar e, principalmente, para quem é alvo da fofoca.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Leia também

Fofoca pode afetar o clima...

Imagine uma fofoca que começa assim: "Nossa, você viu os resultados da empresa? Já ouvi dizer que vai rolar facão".

E, assim, começa um boato sobre uma coisa que pode ou não acontecer, mas que terá impacto direto sobre o clima de uma área ou empresa.

Uma pessoa trabalhando sob o risco de ser demitida a qualquer momento provavelmente terá seu desempenho afetado em decorrência disso. Ou ainda, mesmo que seja provável um layoff, estaria aquela pessoa ou área na lista?

Decisões de saída antecipada "antes que o barco afunde" poderiam ser tomadas sem o devido aprofundamento da situação por informações parciais ou insuficientes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

...desregular times...

"Vixe, não sei se você ficou sabendo que a área de marketing vai ser fundida com a de vendas."

Nesse exemplo, o time de marketing passa a ser menos colaborativo com vendas, porque quer mostrar que a fusão dessas áreas não é benéfica para ninguém. Dadas as devidas adequações de contexto, você já ouviu essa história antes?

Em decorrência de um rumor infundado, times de alta performance podem deixar de atuar no mesmo patamar por gatilhos como o medo ou a incerteza.

...e segregar pessoas e criar barreiras nas relações

"Desde que fulano veio para o nosso time, nosso chefe tem interagido de uma forma estranha com o restante da equipe."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É só questão de (pouco) tempo para que o "fulano" esteja sendo isolado pelos demais. Afinal, ele pode por em risco a promoção de várias pessoas. Se ele for reconhecido primeiro, vai demorar ainda mais para que outros ascendam. 

Outro clássico do mundo corporativo é: "aquele cara é uma mala sem alça e sem rodinha, dificulta tudo no nosso projeto". De uma opinião — totalmente pessoal e individual — por alguma interação não muito agradável à estigmatização completa é só uma questão rápida de tempo.

É impressionante como nos tornamos rapidamente vítimas e/ou também carrascos em definir ou ser definido por uma imagem estigmatizada. Vale para o bem, mas principalmente para o mal.

E quando falo que vale para o bem, é quando soltamos comentários positivos sobre alguém, tal como: "nossa, sicrano é ótimo em comunicação e apresentação", acreditando que só tem desdobramentos bons a partir disso. Engano seu.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sicrano pode estar em um momento da carreira em que está tentando se movimentar para outra área, e essa competência em específico não vai jogar a favor — ela só reforça que ele deve continuar onde está e, assim, ele nunca será considerado para essa transição. 

Poxa, mas então fofoca nunca é bom? 

Como bem apontado por Harari, há uma perspectiva positiva, sim. E, no caso do mundo do trabalho, também. 

Conversas informais, vulgo fofoquinhas no café da firma, podem ser uma forma de compartilhar informações importantes ou alertar para problemas em potencial. Por exemplo, estar atento aos comentários que a alta liderança faz sobre os resultados da empresa, como forma de ter um termômetro para direcionar suas ações dentro e fora do seu departamento.

Em alguns casos, a fofoca pode até mesmo ser uma forma de conexão social e alívio do estresse, quando por exemplo se faz um comentário sobre um artista famoso ou algum evento externo à organização — interações que não interferem em nada no dia a dia do trabalho.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como zelador do clima organizacional na minha empresa e também mentor de profissionais, meu conselho é atentar-se para que a fofoca não se torne demasiadamente tóxica. Aqui vão algumas regras e checklist que eu uso para endereçar isso:

  1. Não às fake news: o que estou dizendo tem fundamento? Eu realmente chequei a origem e veracidade da informação que vou compartilhar?
  2. Qual a minha real intenção em criar e/ou compartilhar a fofoca: o que direi sobre a pessoa ou situação tem qual intenção real: derrubar o coleguinha? Prejudicar um trabalho que eu sei que foi muito bem executado? Ou ainda: estou fazendo uso da fofoca para dificultar a vida da pessoa porque eu tenho inveja do sucesso dela?
  3. Ao espalhar uma fofoca, é bom lembrar que podem estar fazendo o mesmo sobre nós: eu gostaria de estar sendo condenado a uma imagem ou estigma pelas costas, como consequência de uma fofoca maldosa e infundada?

Por fim, vale lembrar que fofoca é condenar alguém, de certa forma, àquela imagem ou julgamento que eu estou fazendo. Não é legal fazer com o outro aquilo que não gostaria que fosse feito comigo.

E, por mais piegas que seja dizer isso, quando João está falando de Maria, João está, no fundo, falando dele mesmo. A forma como eu julgo alguém ou uma situação fala muito mais sobre mim do que o outro. A fofoca tem essa mesma essência: ela fala muito mais de quem cria e repassa do que quem está sendo alvo da história. 

Fofocar é um ato geralmente irresponsável; muitas vezes, quem cria ou repassa a fofoca não arca com as consequências e impactos sobre quem é o alvo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Até a próxima,

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
bolsa de valores bolsa brasileira B3 (1) 24 de junho de 2026 - 9:13
ID da foto:2232370416 Eleição na Colômbia. Mão do homem que põe seu voto na urna e na bandeira da Colômbia no fundo 23 de junho de 2026 - 7:14

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

A virada da Colômbia e a nova aposta dos mercados na América do Sul

23 de junho de 2026 - 7:14
estágio-trainee-vagas-trabalho-escritório 22 de junho de 2026 - 8:20
Hotel Delano, emblema das megafestas de South Miami, reabre com foco em wellness e gastronomia 20 de junho de 2026 - 8:58
Imagem mostra um casal sentado no sofá de casa com contas a pagar. Eles parecem preocupados com dívidas ou inadimplência. 18 de junho de 2026 - 8:58
nuvens escuras representando dúvida sobre a política monetária e a palavra selic escrita em branco ao centro 17 de junho de 2026 - 14:34

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Depois de uma Super Quarta vem uma Super Quinta

17 de junho de 2026 - 14:34
Bandeiras do Brasil e EUA unidas 16 de junho de 2026 - 7:28
Círculo de cadeiras pretas em sala escura, iluminadas no centro, com logotipos de ferramentas de IA nos encostos, voltadas para um espaço vazio 12 de junho de 2026 - 7:16
inteligencia artificial bdr bdrs investimento tecnologia 10 de junho de 2026 - 13:15

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: IPOs das big techs — aos vencedores, a ressaca?

10 de junho de 2026 - 13:15
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar