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Tenda (TEND3) vai testar apetite dos investidores e quer aproveitar o bom momento das incorporadoras na bolsa para reequilibrar o balanço
Uma das incorporadoras que mais sofreu na bolsa com o ciclo mais recente de alta da taxa básica de juros (Selic), a Tenda (TEND3) quer aproveitar a melhora do mercado para reequilibrar o balanço. E para isso pretende captar até R$ 280 milhões em uma oferta de ações na B3.
A empresa vai testar o apetite dos investidores em um bom momento para as incorporadoras na bolsa. Afinal, as ações do setor estão entre os destaques de alta no ano com a perspectiva do início do alívio monetário e a menor pressão de custos.
Além disso, as construtoras voltadas para o público de baixa renda, como é o caso da Tenda, ainda ganharam um impulso adicional com a nova versão do programa Minha Casa Minha Vida. No ano, as ações da Tenda acumulam uma valorização de mais de 250% na bolsa.
A volta do interesse do mercado puxou uma fila de ofertas de ações das empresas de construção na B3. A MRV (MRVE3), por exemplo, levantou R$ 1 bilhão há pouco mais de um mês e a Direcional (DIRR3) captou R$ 429 milhões na B3.
A Tenda anunciou na semana passada os planos de lançar novas ações, que incluem ainda um plano de renegociação das dívidas em curso.
A incorporadora agora divulgou os detalhes da operação. A companhia pretende inicialmente emitir 15 milhões de novas ações, o que equivale a R$ 223,8 milhões na cotação de fechamento dos papéis (TEND3) ontem na B3 (R$ 14,92).
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A empresa ainda pode emitir mais 3,750 milhões de ações se houver demanda dos investidores, o que elevaria o total da oferta para aproximadamente R$ 280 milhões.
Dessa forma, a Tenda pretende usar o dinheiro novo para reforçar a estrutura de capital. Além da alta da Selic, a empresa enfrentou um grande problema orçamentário nas obras iniciadas antes e durante a disparada dos custos de construção.
Mesmo com a disparada recente na B3, as ações da Tenda seguem longe das máximas. Pouco antes da pandemia, os papéis se aproximaram do patamar de R$ 40.

A definição do preço por ação acontece no dia 4 de setembro. Bradesco BBI e a Caixa Econômica Federal são os bancos coordenadores da oferta da Tenda.
Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais
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