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A Resia, subsidiária norte-americana da companhia, comercializou um projeto localizado na Flórida por US$ 77 milhões
O cenário local — com perspectiva de queda de juros e aprovação de novas regras para o Minha Casa, Minha Vida — já estava favorável para a MRV (MRVE3). E, agora, a companhia recebeu também um impulso vindo diretamente do exterior para aumentar ainda mais o apetite pelas suas ações.
Os papéis MRVE3 operam em forte alta nesta sexta-feira (30) após a Resia, incorporadora norte-americana do grupo, anunciar a venda de um empreendimento pelo Valor Geral de Vendas (VGV) de US$ 77 milhões. Por volta das 12h55, as ações subiam 4,92%, cotadas em R$ 11,72.
O projeto em questão, chamado de Pine Ridge, está localizado na Flórida e custará cerca de US$ 59,9 milhões para ser construído. Considerando o orçamento, a subsidiária da MRV deve anotar um lucro bruto de US$ 17,1 milhões e cap rate (taxa de capitalização) de 5,6%.
Vale destacar que a companhia ainda pode receber um pagamento adicional (earn-out) de US$ 2 milhões se alcançar 94% de ocupação no empreendimento em até 12 meses após a venda, prazo que se encerra em junho de 2024.
Para o Santander, a notícia reforça a visão de que a demanda por projetos do segmento multifamily — complexos residenciais de apartamentos ou casas — permanece resiliente graças a um equilíbrio favorável entre a oferta e a demanda de projetos.
“Mas os vendedores provavelmente continuarão concedendo cap rates mais altos aos investidores no médio prazo como forma de compensar os juros mais altos”, destacam os analistas em relatório divulgado hoje.
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O Santander afirma ainda que já é possível encontrar bancos privados e REITs, os fundos imobiliários dos EUA, levantando capital para investir no setor, o que reflete uma perspectiva melhor em relação ao potencial de início de um ciclo de flexibilização das taxas em 2024.
Considerando essa visão mais otimista para a Resia e os múltiplos da MRV, que seguem abaixo da média histórica, o banco reforçou a recomendação de compra para as ações da construtora.
A companhia já acumula uma alta de mais de 54% no ano na B3, mas os analistas acreditam que ainda há espaço para mais ganhos e estipularam um preço-alvo de R$ 15 para os papéis — cifra cerca de 28% superior à cotação atual.
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