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MERCADOS HOJE

Bolsa agora: Ibovespa sobe mais de 1% com falas de Haddad e expectativa por nova regra fiscal; dólar avança

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15 de fevereiro de 2023
6:59 - atualizado às 18:31

RESUMO DO DIA: O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, acalmou os ânimos do mercado nesta quarta-feira (15) que prometia ser de cautela.

Em evento promovido pelo BTG, Haddad não poupou críticas ao Banco Central, mas garantiu ao mercado que o desenho da nova âncora fiscal deve ser apresentando antes do esperado. A perspectiva de melhora nas contas públicas e maior controle nos gastos fez com que a curva de juros passassem por um ajuste de baixa e o Ibovespa superasse uma alta de 1%.

Confira os principais acontecimentos do dia:

SOBE E DESCE DO IBOVESPA

Confira as maiores altas do dia:

CÓDIGONOMEULTVAR
HAPV3Hapvida ONR$ 4,937,64%
MRVE3MRV ONR$ 6,515,85%
NTCO3Natura ONR$ 15,145,73%
VIIA3Via ONR$ 2,275,58%
CMIN3CSN Mineração ONR$ 5,025,24%

Confira também as maiores quedas:

CÓDIGONOMEULTVAR
MGLU3Magazine Luiza ONR$ 3,89-4,19%
TOTS3Totvs ONR$ 28,60-4,16%
BRKM5Braskem PNAR$ 20,49-0,68%
GOAU4Metalúrgica Gerdau PNR$ 12,56-0,63%
GGBR4Gerdau PNR$ 28,54-0,42%
FECHAMENTO

O Ibovespa encerrou o dia em alta de 1,62%, aos 109.600 pontos

FECHAMENTO EM NOVA YORK

Pelo segundo dia consecutivo, dados da atividade econômica americana decepcionaram os investidores, o que levou as bolsas em Nova York a operarem em queda durante boa parte do dia.

Com a inflação, dados do varejo e a produção industrial frustrando e mostrando que o Federal Reserve ainda tem espaço e precisa agir, o dia está fadado a ser de cautela, mas a recuperação do setor de tecnologia no fim do dia garantiu a virada.

Confira:

  • Nasdaq: 0,92%
  • S&P 500: 0,28%
  • Dow Jones: 0,11%
FECHAMENTO

O dólar à vista encerrou o dia em alta de 0,41%, a R$ 5,2197

NOVA YORK DÁ IMPULSO

Depois de um início do dia lento e pesando ainda os efeitos dos últimos dados econômicos, que mostraram espaço para que o Federal Reserve continue apertando a política monetária, Wall Street vem ganhando força na última hora. Parte do bom humor segue sendo em reação ao movimentod e alta dos papéis da Apple.

RENOVANDO MÁXIMAS

O Ibovespa segue renovando máximas ao longo de toda a tarde. Os investidores locais ainda repercutem a sinalização dada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de que uma nova âncora fiscal deve ser apresentada antes do esperado pelo mercado.

Os investidores também observam o desempenho de Wall Street. Apesar de operar em queda, os principais índices em Nova York limitam as perdas, acompanhando as ações da Apple.

FECHAMENTO NA EUROPA
  • Frankfurt: +0,84%
  • Londres: +0,54%
  • Paris: +1,21%
  • Madri: +0,21%
  • Stoxx 600: +0,53%
REVISANDO O PORTFÓLIO

Enquanto a Berkshire Hathaway cortou algumas posições do portfólio de empresas listadas nos Estados Unidos durante o quarto trimestre, o megainvestidor Warren Buffett decidiu aumentar as apostas na Apple (AAPL34), uma de suas “joias da coroa”.

Apesar de um trimestre complicado para a empresa da maçã no ano passado, o Oráculo de Omaha decidiu investir outros US$ 3,2 bilhões na Apple, com a compra de mais 20,8 milhões de ações AAPL, de acordo com um documento regulatório. 

Com a nova fatia, a participação da holding de Buffett na fabricante de iPhones subiu para 5,8%.

A Apple e a Berkshire Hathaway

Pela primeira vez desde 2019, a Apple registrou queda no lucro. Entre outubro e dezembro de 2022, a empresa viu seu lucro líquido recuar 13% em relação ao mesmo período do ano anterior, para US$ 29,998 bilhões.

Leia mais.

BOLSA DE LONDRES: FTSE 100 BATE MÁXIMA INTRADIÁRIA AO ATINGIR 8 MIL PONTOS

Na reta final do pregão na Europa, o principal índice da Bolsa de Valores de Londres, o FTSE 100, bateu uma nova marca ao atingir 8 mil pontos, renovando recorde intradiário.

As responsáveis pelo feito foram a empresa de apostas Entain, cujas ações subiam 4,28%; a construtora Persimmon, que avançava 3,06% e o grupo Whitbread, que subia 3,01%.

A máxima histórica foi alcançada no mesmo dia que os dados de inflação do Reino Unido foram divulgados. O CPI, sigla em inglês para índice de preços ao consumidor, mostrou que a inflação por lá desacelerou pelo terceiro mês consecutivo.

Segundo o Escritório de Estatísticas Nacionais, em janeiro o CPI atingiu 10,1%, abaixo das expectativas dos economistas de 10,3%.

JUROS FUTUROS

As falas recentes de Fernando Haddad e Arthur Lira, além das sinalizações de paz de Roberto Campos Neto, permitem que a curva de juros opera em queda nesta quarta-feira. O movimento mais expressivo é visto na ponta mais curta. Confira:

CÓDIGONOME ULT  FEC 
DI1F24DI Jan/2413,31%13,43%
DI1F25DI Jan/2512,70%12,83%
DI1F26DI Jan/2612,83%12,94%
DI1F27DI Jan/2713,00%13,09%
SEM APOIO DO CONGRESSO

Há pouco, o Ibovespa renovou máximas após o presidente da Câmara, Arthur Lira, voltou a defender a independência do Banco Central e disse ter confiança que Lula e Campos Neto saberão dialogar.

O índice brasileiro vai na contramão de Nova York, que ainda sente o efeito dos últimos dados econômicos divulgados e o medo de que os juros fiquem acima dos 5% por mais tempo.

HADDAD FALA A INVESTIDORES QUE PRETENDE ANTECIPAR PROPOSTA DE ÂNCORA FISCAL

Em meio aos ruídos com o mercado financeiro, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tocou uma melodia com potencial de soar como música para os ouvidos dos investidores. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, manifestou na manhã desta quinta-feira (15) a intenção de antecipar o lançamento de sua proposta para uma âncora fiscal.

Segundo ele, o anúncio de uma regra fiscal capaz de suceder o estilhaçado teto de gastos deve ocorrer já em março. A fala veio à tona durante a participação do ministro no CEO Conference 2023, promovido pelo banco BTG Pactual.

Haddad vinha pontuando em ocasiões anteriores que a visão do governo para uma nova âncora fiscal seria revelada em abril.

No entanto, ela deve ser antecipada graças a contribuições da ministra do Planejamento, Simone Tebet, e do vice-presidente Geraldo Alckmin, que acumula o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviço.

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NOVOS DADOS ECONÔMICOS

Depois da inflação, hoje foi dia de conhecer os números da produção industrial e vendas no varejo embalarem os investidores nos Estados Unidos.

A produção industrial de janeiro ficou estável, frustrando a expectativa de alta de 0,4%. Já o varejo subiu bem acima dos 1,9% esperados, a 3%.

COMO ANDAM OS MERCADOS

O Ibovespa opera em alta, na contramão do exterior, com a recepção positiva das falas de Fernando Haddad, ministro da Fazenda, em participação em evento corporativo nesta manhã. Entre os destaques, o chefe da pasta econômica afirmou que uma nova regra fiscal deve ser apresentada no próximo mês e reiterou a necessidade de harmonia entre as políticas fiscais e monetárias.

A bolsa brasileira sobe 0,80%, aos 108.712 pontos. O dólar à vista sobe a R$ 5,2219.

Os destaques do dia são os ganhos acima de 4% de Méliuz (CASH3) e Hapvida (HAPV3), em movimento de correção e impulsionada pelo alívio nos juros futuros. Na ponta negativa, Totvs (TOTS3) cai com investidores repercutindo o balanço trimestral, divulgado ontem (14).

No exterior, os mercados ainda repercutem o forte avanço da inflação americana de janeiro. As bolsas em NY operam em queda:

  • Dow Jones: -0,52%;
  • S&P 500: -0,48%;
  • Nasdaq: -0,39%.

O Ibovespa sobe 0,99%, aos 108.920 pontos com discurso, incluído há pouco na agenda, do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, no plenário do Senado Federal.

Apesar da queda nas bolsas americanas, o Ibovespa sobe quase 1%, aos 108.860 pontos, repercutindo falas de Haddad durante evento do BTG Pactual.

ABERTURA DE NOVA YORK

Ainda repercutindo o avanço maior que o esperado da inflação americana em janeiro, as bolsas abriram em queda em Nova York. Confira:

  • Dow Jones: -0,53%;
  • S&P 500: -0,56%;
  • Nasdaq: -0,47%.
PROCURA-SE NOVO CHIEF TWIT

Alcançar o segundo lugar na lista de homens mais ricos do planeta exige certas qualidades (sejam elas positivas ou negativas), inclusive a habilidade de saber quando é hora de jogar a toalha — e é isso que Elon Musk pretende fazer.

O bilionário revelou, durante painel no World Government Summit em Dubai nesta quarta-feira (15), que pode pretende abdicar da coroa de CEO do Twitter e nomear seu sucessor até o final deste ano.

“Acredito que provavelmente no final deste ano deve ser um bom momento para encontrar outra pessoa para administrar a empresa. Acho que [o negócio] deve estar em uma posição estável no fim de 2023", disse o executivo, em chamada por vídeo no evento.

Logo após comprar a empresa, Musk assumiu o cargo de presidente do Twitter em outubro do ano passado, após demitir o anterior CEO, Parag Agrawal, na primeira rodada de cortes na companhia.

Leia mais.

O Ibovespa intensificou alta há pouco, com avanço de 0,78%, aos 108.685 pontos com repercussão positiva das falas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Entre os principais destaques, o ministro afirmou que uma nova regra fiscal deve ser apresentada em março, com articulação anterior ao Congresso defendida pela ministra do Planejamento, Simone Tebet, e pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

Além disso, Haddad disse que faz parte do seu trabalho harmonizar a política fiscal com a monetária e construir uma narrativa sobre o tema.

Por fim, o chefe da pasta econômica reiterou que há "muita coisa unânime" entre o ministério, o Banco Central e o ministério do Planejamento, ao acrescentar que não vê motivo para "se preocupar com ruídos", já que "Fazenda e BC conversam todo dia".

ALÍVIO NOS JUROS FUTUROS

A curva de juros futuros (DIs) segue em viés de queda, com expectativas de ajuste fiscal e possibilidade de reformas estruturantes.

O ministro Fernando Haddad afirmou há pouco que a Fazenda está "preparando terreno para a reforma tributária". Para ele, a matriz regulatória é para destravar investimentos, que "exige a redução de juro".

Confira o desempenho dos DIs:

NOME ULT  FEC 
DI Jan/2413,36%13,43%
DI Jan/2512,80%12,83%
DI Jan/2612,93%12,94%
DI Jan/2713,09%13,09%
IBOVESPA SOBE

O Ibovespa zerou os ganhos há pouco e opera em alta de 0,57%, aos 108.464 pontos.

A alta aconteceu após o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmar que deve anunciar uma nova regra fiscal em março, e que a medida está sendo articulada. "Tebet [ministra do Planejamento] e Alckmin [vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços] defenderam que seria bom discutir regra antes de enviar ao Congresso", disse o ministro em evento.

Além disso, Haddad falou em harmonização de políticas fiscais e monetária fazem parte do seu ministério.

SOBE E DESCE DA BOLSA

O Ibovespa opera em queda de 0,26%, aos 107.570 pontos. O alívio no recuo acontece em meio a participação de Haddad em painel do evento do BTG Pactual.

Confira as maiores altas:

CÓDIGONOMEULTVAR
CASH3Meliuz ONR$ 0,892,30%
TIMS3Tim ONR$ 11,851,20%
SUZB3Suzano ONR$ 47,461,09%
CMIN3CSN Mineração ONR$ 4,821,05%
CSNA3CSN ONR$ 17,200,94%

E as maiores quedas do dia:

CÓDIGONOMEULTVAR
TOTS3Totvs ONR$ 28,62-4,09%
CCRO3CCR ONR$ 10,83-2,08%
B3SA3B3 ONR$ 11,21-2,01%
QUAL3Qualicorp ONR$ 4,94-1,98%
ECOR3Ecorodovias ONR$ 3,83-1,79%
TOTVS (TOTS3) E RAÍZEN (RAIZ4) LIDERAM PERDAS COM BALANÇO

As companhias Totvs (TOTS3) e Raízen (RAIZ4) operam em forte queda de 3,12% e 3,02%, respectivamente, com investidores repercutindo os balanços trimestrais divulgados ontem (14).

A Totvs reportou lucro líquido ajustado de R$ 156,3 milhões no quatro trimestre, alta de 24% na base anual. Já o Ebitda ajustado ficou em R$ 248,4 milhões, 12,7% maior. O resultado foi impactado principalmente por alguns efeitos pontuais, como R$ 9,6 milhões de provisão para perda esperada no segmento de Techfin, devido à recuperação judicial de um afiliado da Supplier.

Já a Raízen registrou lucro líquido ajustado de R$ 255,7 milhões no terceiro trimestre do ano-fiscal 2022/23, queda de 79% ante o ganho de R$ 1,219 bilhão do intervalo anterior. Ebitda ajustado atinge R$ 2,964 bi no 3tri22/23, queda de 11,8% no ano. Já a receita líquida da Raízen subiu 9% na base anual, chegando a R$ 60,4 bilhões no fechamento de 31 de dezembro de 2022.

A companhia apresentou um trimestre mais fraco do que o esperado pela XP. Segundo a corretora, uma moagem menor e custos mais altos carregaram um efeito negativo para as unidades de açúcar e etanol, apesar dos esforços contínuos para aumentar a produtividade.

ABERTURA DO IBOVESPA

O Ibovespa abriu em queda de 0,40%, aos 107.418 pontos, acompanhando a maior cautela do exterior após forte avanço da inflação de janeiro nos EUA. Soma-se a isso, a queda do petróleo no mercado internacional.

No radar, os investidores aguardam a participação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em painel do evento do BTG Pactual, o CEO Conference.

ADRS DE VALE E PETROBRAS

Com maior cautela nos mercados americanos, com o forte avanço da inflação em janeiro, os índices futuros operam em queda no pré-mercado, o que repercute nos recibos de ações (ADRs) das companhias brasileiras. Confira:

  • Vale (VALE): -0,36%, a US$ 16,71;
  • Petrobras (PBR): -0,43%, a US$ 11,58.

O Ibovespa futuro perdeu os ganhos da abertura, com peso dos futuros de NY, e caem aos 107.720 pontos.

Por outro lado, o dólar à vista retomou alta, a R$ 5,2167.

MATHEUS SPIESS: MERCADO EM 5 MINUTOS

A FELICIDADE DUROU POUCO

Lá fora, os mercados asiáticos fecharam no vermelho nesta quarta-feira, acompanhando os sinais mistos de Wall Street durante a noite, enquanto os investidores digerem os principais dados de inflação dos EUA, que aceleraram em janeiro, mas ficaram em linha com as estimativas, provavelmente frustrando as esperanças de que o Fed dos EUA pudesse diminuir ainda mais o ritmo de suas altas nas taxas de juros — vale acompanhar as vendas no varejo e a produção industrial.

O humor negativo também é verificado nos futuros americanos nesta manhã, uma vez que as apostas agora começaram a se concentrar em uma desinflação cada vez mais lenta e, consequentemente, um juro acima de 5% por mais tempo.

Pelo menos os mercados europeus conseguem sustentar alguma alta, mesmo que modesta. A temporada de resultados segue lá fora e aqui dentro, enquanto voltamos a nos preocupar com os atritos entre Poder Executivo e Banco Central no Brasil.

A ver…

00:45 — "Quando um não quer, dois não brigam" parece não servir para o BC

Por aqui, depois das excelentes contribuições de Roberto Campos Neto no Roda Viva e no CEO Conference, do BTG, as coisas pareciam começar a caminhar em um sentido um pouco mais positivo. Mas a felicidade não durou muito. Lula e sua base voltaram a atacar a taxa de juros elevada e a autoridade monetária, mesmo com ela tendo deixado aberto o caminho para um diálogo saudável.

Veja, ainda que incomodem, não importam as considerações de Lindbergh, Hoffmann e Mantega — são secundários hoje. Importa mesmo Lula e Haddad. Pelo menos um deles está focado em ajudar (Haddad), já deixando claro que a mudança das metas não entrará na pauta do CMN de amanhã. O problema foi o rumor de que Lula queria um aumento de 1 ponto na meta de 2023, para ter Selic a 12% até o final do ano.

Ainda que o boato tenha sido desmentido, o estrago já estava feito. Teremos mais disso nas próximas semanas, até que haja uma apresentação do novo arcabouço fiscal, contanto que ele seja crível, claro (deverá ser, Ceron é bem competente e leva seu trabalho a sério). Enquanto isso, continuaremos a conviver com essa volatilidade diária. Sobre o tema, vale acompanhar Haddad hoje, também no evento do BTG.

01:47 — Digerindo a inflação
Nos EUA, o ganho na comparação anual do índice de preços ao consumidor foi de 6,4%, o que representa uma desaceleração contínua em relação ao pico de junho. No entanto, a comparação mensal conta uma história um pouco diferente, com os preços subindo 0,5% em janeiro, contra um ganho de 0,1% em dezembro.

De maneira geral, o relatório parece aquecido, considerando que a desaceleração da desinflação foi abaixo do esperado pelo mercado (se projetava uma queda para 6,2% no ano).

Muitos dos ganhos foram atribuíveis à habitação; afinal, o índice de abrigo foi de longe o maior contribuinte para o aumento mensal de todos os itens, respondendo por quase metade do aumento mensal de todos os itens.

De certa maneira, esse domínio de habitação oferece algum conforto aos investidores. O sentimento geral, contudo, ainda é de desapontamento. Vale ver mais dados de atividade para confirmar a tendência, como o índice do mercado imobiliário de fevereiro e as vendas no varejo de janeiro.

02:36 — Questões europeias
O dia começa bem nos mercados europeus, na expectativa para a fala da presidente do BCE, Christine Lagarde. Qualquer novidade sobre os próximos passos da política monetária pode ter efeito direto no mercado, assim como a coleta dos dados de produção industrial da Zona do Euro, também previstos para hoje. Sem falar, claro, na temporada de resultados corporativos, que também serve de termômetro econômico.

Fora isso, ainda na Europa, os investidores digerem a inflação dos preços ao consumidor no Reino Unido, que veio abaixo do esperado. O movimento ajuda na descompressão de taxas na curva de juros, ainda que não necessariamente tenha efeito nas próximas decisões de política monetária, as quais ainda devem se manter em modo contracionista até uma desaceleração mais acentuada da inflação.

03:13 — E a demanda global
Para a felicidade do mercado de commodities, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) elevou sua projeção de crescimento da demanda global de petróleo em 2023, pautando principalmente o relaxamento das restrições da Covid-19 na China, tese que já conversamos algumas vezes e pode ser facilmente um dos temas do ano. Com isso, a demanda global por petróleo deve crescer em 2,32 milhões de barris por dia (a expansão chinesa corresponde a mais 590 mil barris em 2023).

Enquanto isso, a oferta deve ser reduzida de 1,5 milhão de barris por dia para 1,4 milhão, em especial por conta da queda da oferta de petróleo russo, assim como uma oferta mais fraca vinda dos EUA. Dessa maneira, o contexto de maior aperto na curva de oferta e demanda da matéria-prima deve sustentar o preço em patamares elevados, o que pode ser benéfico para países exportadores, como é o caso do Brasil (nosso segundo item mais importante na balança comercial, só atrás da soja).

04:02 — Dança das cadeiras no Japão
O professor de economia Kazuo Ueda foi nomeado o próximo presidente do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês), a autoridade monetária do país, encerrando semanas de especulação entre os investidores globais. Ele deve suceder Haruhiko Kuroda, que deixará o cargo em abril depois de comandar a instituição por uma década.

O contexto japonês é curioso, uma vez que a nação viveu nos últimos anos um ambiente deflacionário relevante, o que possibilitou juros muito baixos por muito tempo (hoje, apenas eles ainda mantêm juros negativos). Como o BoJ está entre os quatro grandes bancos centrais do mundo, as suas movimentações são importantes.

Muitos pensavam anteriormente que o comando do BoJ iria para um membro experiente, como o vice-governador Masayoshi Amamiya, mas a nomeação surpresa de Ueda pode significar que as coisas podem estar mudando em termos de direção. Isso possibilitaria uma abordagem mais contracionista do Japão depois de anos fortalecendo o Iene frente a outras moedas do mundo.

ABERTURA DOS JUROS FUTUROS

A curva de juros futuros (DIs) abriram em viés de queda com o alívio na tensão entre o Banco Central e o governo na discussão da meta de inflação.

Confira a abertura dos DIs:

NOME ULT  FEC 
DI Jan/2413,41%13,43%
DI Jan/2512,79%12,83%
DI Jan/2612,88%12,94%
DI Jan/2713,02%13,09%

O dólar à vista inverteu o sinal há pouco e opera em tom negativo. A moeda americana cai 0,10%, a R$ 5,1932.

ABERTURA DO DÓLAR

O dólar à vista abriu a R$ 5,2087, em alta de 0,20%.

ABERTURA DO IBOVESPA FUTURO

O Ibovespa futuro abriu em alta de 0,13%, aos 107.925 pontos, na contramão dos futuros de Nova York.

O tom positivo deve-se a amenização do ruído entre o governo e o Banco Central sobre mudanças na meta de inflação, após a fala conciliadora do presidente do BC, Roberto Campos Neto, no Roda Viva, da TV Cultura, e na participação no evento do BTG Pactual.

No radar, os investidores aguardam o discurso do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante o evento corporativo.

BANCOS APELAM CONTRA TUTELA ANTECIPADA DA OI (OIBR3)

Dizem que no Brasil até o passado é incerto. E isso pode valer para a recuperação judicial da Oi (OIBR3). Isso porque os bancos credores da companhia partiram para cima da operadora após a Justiça suspender a obrigação de a Oi cumprir seus compromissos.

A Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste, logo seguidos pelo Bradesco, decidiram apelar contra a decisão. E mais: alegaram que a recuperação judicial anterior da companhia ainda não acabou.

O instrumento que é alvo de questionamento pelos bancos é a chamada "tutela de urgência", que funciona como uma proteção temporária à companhia, livrando-a de pagar dívidas e sofrer execuções pelo prazo de 30 dias para que possa negociar com os credores uma flexibilização nas condições de quitação.

A medida, a mesma que a Americanas adotou recentemente, é considerada uma preparação para a recuperação judicial de fato. Se não houver acordo com os credores, resta às empresas apenas pedirem a formalização da recuperação judicial.

Leia mais.

COMMODITIES SEM DIREÇÃO ÚNICA

Ainda repercutindo o avanço da inflação nos EUA acima do esperado, os mercados operam em tom mais cauteloso nesta quarta-feira (15).

O temor ao risco, porém, não contaminou as negociações do minério de ferro, na China. Confira o desempenho das principais commodities no mercado internacional:

  • Minério de ferro: +2,18%, US$ 126,46;
  • Petróleo tipo Brent: -0,70%, US$ 84,94.
IGP-10 DE FEVEREIRO

O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) de fevereiro subiu 0,02% ante alta de 0,05% em janeiro.

No ano, o índice acumula alta de 0,07% e em 12 meses, registrou avanço de 2,26%.

Os dados foram divulgados há pouco pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

WEG (WEGE3) TEM LUCRO LÍQUIDO DE R$ 4,2 BILHÕES EM 2022, ALTA DE 17,3%

A Weg (WEGE3) não cansa de surpreender — positivamente — o mercado. Desta vez, a empresa superou as expectativas de novo e informou nesta quarta-feira (15) que obteve um lucro líquido consolidado de R$ 4,2 bilhões em 2022, uma alta de 17,3% se comparado com o ano anterior.

Entre outubro e dezembro de 2022, a Weg anotou um lucro líquido de R$ 1,193 bilhão, 36,5% a mais do que o registrado no mesmo período de 2021.

Segundo o balanço trimestral disponível na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a receita líquida da Weg foi de R$ 29,9 bilhões no ano passado, 26,91% maior do que aquela que foi registrada um ano antes, quando somou R$ 23,5 bilhões.

No quarto trimestre, esse indicador somou R$ 7,979 bilhões, um crescimento de 22% na comparação com o mesmo período de 2021.

Leia mais.

DAY TRADE NA B3

Após o fechamento do último pregão, identifiquei uma oportunidade de swing trade baseada na análise quant - compra dos papéis de Alliar (AALR3).

AALR3: [Entrada] R$ 22.31; [Alvo parcial] R$ 22.88; [Alvo] R$ 23.75; [Stop] R$ 21.35

Recomendo a entrada na operação em R$ 22.31, um alvo parcial em R$ 22.88 e o alvo principal em R$ 23.75, objetivando ganhos de 6.4%.

O stop deve ser colocado em R$ 21.35, evitando perdas maiores caso o modelo não se confirme.

Leia mais.

AIE ELEVA PROJEÇÃO DE DEMANDA POR PETRÓLEO

A Agência Internacional de Energia (AIE) elevou sua projeção de alta na demanda global por petróleo em 2023.

O relatório mensal da entidade prevê agora uma demanda de 2 milhões de barris por dia.

Isso representa um incremento de 100 mil barris por dia sobre a projeção anterior.

Em reação, os contratos futuros do petróleo reduziam levemente as perdas observadas no dia.

FUTUROS DE NOVA YORK AMANHECEM NO VERMELHO

Os índices futuros das bolsas de Nova York amanheceram no vermelho.

Na véspera, o índice de preços ao consumidor norte-americano desacelerou menos do que se esperava.

Hoje os investidores aguardam dados de vendas no varejo e de produção industrial dos EUA com a intenção de avaliar em que ritmo o Fed deve continuar elevando os juros no país.

Veja como estavam os índices futuros de Wall Street por volta das 7h10:

  • Dow Jones: -0,21%
  • S&P-500: -0,33%
  • Nasdaq: -0,44%
BOLSAS DA EUROPA OPERAM EM LEVE ALTA NA ABERTURA

As principais bolsas de valores da Europa iniciaram a quarta-feira em leve alta.

Os investidores reagem aos dados de inflação do Reino Unido e a balanços de grandes empresas e bancos da região, como Glencore, Heineken e Barclays.

Veja como estavam as principais bolsas da Europa por volta das 7h05:

  • Londres:  +0,01%
  • Frankfurt: +0,42%
  • Paris: +1,00%
INFLAÇÃO DESACELERA NO REINO UNIDO

A inflação ao consumidor (CPI) do Reino Unido desacelerou pelo terceiro mês consecutivo em janeiro, depois de ter renovado a máxima em 41 anos em outubro do ano passado.

Dados do ONS, como é conhecido o órgão de estatísticas do país, mostram que a taxa anual do CPI britânico ficou em 10,1% em janeiro, perdendo força em relação ao nível de 10,5% de dezembro.

Em outubro, o CPI anual havia atingido 11,1%, patamar mais alto desde outubro de 1981.

O resultado de janeiro ficou abaixo da previsão de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam taxa de 10,3%.

Na comparação mensal, o CPI do Reino Unido caiu 0,6% em janeiro. Neste caso, a projeção no levantamento do WSJ era de queda de 0,3%.

O núcleo do CPI britânico, que desconsidera preços de energia e alimentos, recuou 0,9% em janeiro ante dezembro. Já no confronto anual, o núcleo do CPI teve alta de 5,8% no último mês.

BOLSAS DA ÁSIA FECHAM EM BAIXA

As bolsas de valores da Ásia fecharam em baixa nesta quarta-feira.

Os investidores reagiram aos dados de inflação dos Estados Unidos.

O preço ao consumidor norte-americano desacelerou menos do que se esperava.

Isso reforça expectativas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) continuará subindo os juros.

Veja como fecharam as principais bolsas asiáticas hoje:

  • Tóquio: -0,37%
  • Seul: -1,53%
  • Xangai:: -0,06%
  • Hong Kong: -1,43%
  • Taiwan: -1,42%

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De uns tempos para cá, a Petrobras vem testando os nervos dos investidores. Há alguns dias, rumores de que os saudosos dividendos extraordinários que foram retidos pela companhia finalmente poderiam sair, o que animou o mercado — e fez as ações saltarem.  Mas logo veio um potencial balde de água fria: Aloizio Mercadante poderia assumir […]

MERCADOS HOJE

Bolsa hoje: Ibovespa reduz ganhos com Petrobras (PETR4) e perde os 124 mil pontos; dólar retoma fôlego com juros dos EUA no radar

18 de abril de 2024 - 6:35

RESUMO DO DIA: Após mais de uma semana de quedas, o Ibovespa até tentou se livrar do sufoco com apoio do minério de ferro. Mas as incertezas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos e a perspectiva de que o BC reduza o ritmo de corte da Selic pressionam o índice. Na agenda do […]

AÇÕES NO SHAPE

Smart Fit (SMFT3) vai virar “monstro”? Banco recomenda compra das ações e vê espaço para rede de academias dobrar de tamanho

17 de abril de 2024 - 15:25

Os analistas do JP Morgan calcularam um preço-alvo de R$ 31 para os papéis da Smart Fit (SMFT3), o que representa um potencial de alta da ordem de 30%

DESTAQUES DA BOLSA

Ozempic que se cuide! Empresa de biotecnologia faz parceria para distribuir caneta do emagrecimento no Brasil e ações disparam quase 40% 

17 de abril de 2024 - 14:03

Com o anúncio, a Biomm conquistou R$ 1,2 bilhão em valor de mercado na B3; a comercialização do similar do Ozempic deve ainda passar pelo crivo da Anvisa

MERCADOS HOJE

Bolsa hoje: Vale (VALE3) não é suficiente e Ibovespa fecha em queda na esteira de Nova York; dólar cai a R$ 5,24

17 de abril de 2024 - 6:49

RESUMO DO DIA: O Ibovespa até tentou interromper o ciclo de quedas com o forte avanço do minério de ferro e a prévia do PIB, mas o tom negativo de Nova York falou mais alto e arrastou o principal índice da bolsa brasileira. Com isso, o Ibovespa terminou o pregão em baixa de 0,17%, aos […]

REPORTAGEM ESPECIAL

O fracasso das empresas “sem dono” na B3. Por que o modelo das corporations vai mal na bolsa brasileira

16 de abril de 2024 - 15:54

São vários exemplos e de inúmeros setores de companhias sem uma estrutura de controle que passaram por graves problemas ou simplesmente fracassaram

MAIS 11 ATIVOS PARA A CONTA

Fundo imobiliário BTLG11 fecha acordo de quase R$ 2 bilhões por portfólio de imóveis em SP

16 de abril de 2024 - 11:36

O FII deve adquirir 11 ativos, com cerca de 550 mil metros quadrados prontos e performados

SÉRIE A DA B3

Auren (AURE3) fica de fora da segunda prévia do Ibovespa, que agora conta com a entrada de apenas uma ação

16 de abril de 2024 - 10:32

Se a previsão se confirmar, a carteira do Ibovespa contará com 87 ações de 84 empresas a partir de maio

MERCADOS HOJE

Bolsa hoje: Ibovespa cai pela quinta vez seguida pressionado por juros nos EUA e questão fiscal; dólar fecha no maior nível em 13 meses, a R$ 5,26

16 de abril de 2024 - 6:33

RESUMO DO DIA: A perspectiva de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos ganhou força mais uma vez e, combinada com a preocupação com o cenário fiscal doméstico, gerou mais lenha para a bolsa brasileira aumentar as cinzas. Pela quinta vez consecutiva, o Ibovespa terminou o dia no vermelho, com queda de 0,75%, aos […]

MERCADOS HOJE

Bolsas hoje: Ibovespa recua com pressão de bancos e Wall Street no vermelho; dólar sobe a R$ 5,18

15 de abril de 2024 - 6:43

RESUMO DO DIA: O Ibovespa terminou a sessão desta segunda-feira (15) no vermelho, pressionado pelo desempenho dos bancos, que recuaram em meio à crescente aversão ao risco no mercado hoje. O principal índice de ações da B3 fechou o pregão em baixa de 0,49%, aos 125.333 pontos. Já o dólar à vista avançou 1,25%, aos […]

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