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As ações da companhia aérea também foram prejudicadas por um fator técnico: a alta do dólar nos últimos três pregões
O Ibovespa acumulou uma queda de 1% na última semana, com os investidores aproveitando alguns dias de pregões de agenda esvaziada para realizar ganhos. No front corporativo, uma das principais contribuintes para o resultado negativo foi a Gol (GOLL4).
As ações da companhia aérea despencaram mais de 17% no período influenciadas por dois fatores. O primeiro deles é técnico: a alta do dólar nos últimos três pregões, que pode levar a custos maiores para a companhia.
Já o segundo são dados operacionais que indicam que a própria empresa projeta um prejuízo no segundo trimestre deste ano.
Além dela, outra aérea, a Azul (AZUL4), também aparece entre as cinco maiores queda da semana. A lista é completada por papéis do varejo, que recuaram pressionados pelo avanço dos juros futuros (DIs). Confira:
| CÓDIGO | NOME | VARIAÇÃO |
| GOLL4 | Gol PN | -17,25% |
| PETZ3 | Petz ON | -14,03% |
| LREN3 | Lojas Renner ON | -12,68% |
| AZUL4 | Azul PN | -12,16% |
| BRFS3 | BRF ON | -11,71% |
Já a ponta positiva do índice foi dominada pelos papéis da JBS (JBSS3). O frigorífico se destacou com uma proposta de sua controladora pela fatia da Novonor (ex-Odebrecht) na Braskem (BRKM5) e pelos planos de dupla listagem de ações em NY e na B3.
O segundo lugar do ranking ficou com a Prio (PRIO3), cujos papéis foram beneficiados pela troca de posições no setor de petróleo. Veja as maiores altas da semana:
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| CÓDIGO | NOME | VARIAÇÃO |
| JBSS3 | JBS ON | 7,10% |
| PRIO3 | PRIO ON | 5,51% |
| VALE3 | Vale ON | 4,81% |
| CYRE3 | Cyrela ON | 3,99% |
| GGBR4 | Gerdau PN | 3,90% |
Maior queda do Ibovespa na semana, a Gol (GOLL4) deve apresentar um balanço do segundo trimestre de 2023 com "algumas zonas de turbulência", principalmente quanto ao resultado líquido da companhia.
O documento deve ser divulgado apenas no próximo dia 27. Mas, sgundo estimativas não auditadas divulgadas pela própria empresa, a Gol deve reverter o lucro registrado no primeiro trimestre em prejuízo por ação de cerca de R$ 1,05 no período.
Além disso, a margem Ebitda deve girar em torno dos 21%. O dado indicaria uma recuperação na base anual, mas recuo ante os 25,2% do trimestre anterior.
As métricas de endividamento, por outro lado, devem mostrar que a alavancagem financeira, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda dos últimos 12 meses, foi de 7,2 vezes.
Trata-se de uma redução intensa em relação aos níveis vistos ao fim de 2022, quando a alavancagem era de 9,4 vezes; mesmo em relação ao fechamento do primeiro trimestre, há um alívio: em março, a relação estava em 7,9 vezes.
Já a JBS (JBSS3) ocupou a ponta positiva do Ibovespa nesta semana. O primeiro gatilho positivo veio da revelação que a empresa pretende migrar sua estrutura acionária para o exterior e ter suas ações listadas na Bolsa de Nova York (Nyse).
Mas isso não significa que a empresa deixará ser negociada na B3, já que a operação prevê uma dupla listagem. Ou seja, a JBS terá ações nos Estados Unidos e recibos de ações (BDRs) no Brasil.
O principal objetivo da migração para o exterior é destravar valor para a companhia, de acordo com a JBS. O valor de mercado do grupo hoje na B3 é da ordem de R$ 38 bilhões.
Outro impulso para os papéis foi a notícia de que a J&F Participações, holding que reúne os investimentos da família Batista e controladora do frigorífico entrou na disputa pela participação da Novonor na Braskem.
O grupo ofereceu R$ 10 bilhões pelos créditos que os bancos possuem contra a antiga Odebrecht, que cedeu as ações da petroquímica em garantia de empréstimos bancários. A Novonor está em recuperação judicial desde 2020.
Vale destacar que não há informações se a holding estaria disposta a comprar também a participação da Petrobras (PETR4) na companhia.
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