Fundo imobiliário TRXF11 vende imóvel com lucro milionário e diminui exposição ao Pão de Açúcar (PCAR3) e Assaí (ASAI3)
O FII assinou um memorando de entendimentos para se desfazer de um imóvel localizado em Caucária, no Ceará, por R$ 132,5 milhões, com lucro de R$ 17,45 milhões

O mercado de fundos imobiliários começa esta quarta-feira (8) com movimentações de venda e locações nos portfólios. O TRX Real Estate (TRXF11) anunciou na noite de ontem que vendeu um de seus ativos com lucro milionário.
O FII assinou um memorando de entendimentos (MOU) — uma espécie de acordo de compromisso — para se desfazer de um imóvel localizado em Caucária, no Ceará, por R$ 132,5 milhões.
O montante implica em um cap rate (taxa de capitalização, em português) de 7,69%. O indicador mede o retorno de um investimento imobiliário através da relação entre a receita gerada pelo ativo e o preço de venda. Ou seja: quanto maior a cifra recebida pelo vendedor, menor o cap rate.
O imóvel do TRX Real Estate (TRXF11) possui uma área bruta locável (ABL) de 43,37 mil metros quadrados e é composto por duas áreas: um centro de distribuição (CD) e uma loja.
O empreendimento está atualmente locado individualmente para o Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) e para o Assaí (ASAI3), com contratos até 2030.
O que dizem os analistas sobre a venda do imóvel do TRXF11
Vale destacar que o comprador não foi revelado pelo fundo. “Como não temos informações sobre o comprador, não conseguimos mensurar o risco de crédito da venda”, avaliou o analista da Empiricus Pedro Niklaus.
Leia Também
“A transação apresenta um ganho razoável, mas nada que brilhe aos olhos”, escreveu o analista.
Na visão do especialista, o destaque positivo da transação é a redução da exposição do fundo TRXF11 ao Pão de Açúcar e ao Assaí. Atualmente, as varejistas representam 22% e 52% das receitas do FII, respectivamente.
“Por outro lado, o fundo renuncia a 100% da receita de locação do ativo no momento da venda, o que prejudica o retorno da operação”, destaca Niklaus.
Os detalhes da venda do imóvel do TRXF11
Se a venda for fechada, o TRXF11 deve receber R$ 82,5 milhões na assinatura do contrato. Desse total, R$ 30 milhões serão pagos à vista ao fundo imobiliário.
Enquanto isso, os R$ 52,5 milhões restantes serão destinados para o pagamento do saldo devedor do CRI (certificado de recebíveis imobiliários) que financiou a aquisição do empreendimento.
Já o valor remanescente, de R$ 50 milhões, deverá ser pago em três parcelas semestrais de R$ 16,67 milhões, corrigidas pelo IPCA. A primeira parcela deverá ser depositada três meses após o pagamento à vista inicial.
Desse modo, o fundo deve ganhar cerca de R$ 17,45 milhões com a transação, ou R$ 1,32 por cota, considerando o último laudo de avaliação do imóvel. O montante representa uma taxa interna de retorno (TIR) de 11,51% ao ano.
Vale lembrar que o TRX Real Estate (TRXF11) registrou um dividend yield de 10,1% no ano e pagou rendimentos de R$ 0,90 por cota no mês passado. Já na B3, o FII teve um retorno de 10,78% nos últimos 12 meses.
VEJA TAMBÉM: Onde investir em novembro: ações, dividendos, FIIs, BDRs, criptomoedas - Veja indicações gratuitas
DEPOIS DO TOMBO
Com queda de 30% em 2026, TRXF11 quer recomprar cotas, mas um ‘detalhe’ pode limitar a operação
20 de outubro de 2026 - 12:32MERCADOS HOJE
3 mil pontos em 13 minutos: o gatilho que disparou o Ibovespa antes da eleição
20 de outubro de 2026 - 12:04BILHÕES NO RALO
“O investidor trocou Vale por Petrobras”: a combinação que faz a mineradora perder R$ 24 bilhões enquanto o Ibovespa festeja
20 de outubro de 2026 - 10:29FOME RENOVADA
TRXF11 coloca maior centro de distribuição do Mercado Livre (MELI34) na carteira por R$ 250 milhões — mas volta atrás em outro negócio
19 de outubro de 2026 - 10:07'NÃO É HORA DE VENDER'
Ibovespa a 240 mil pontos? Inter explica por que ainda vê espaço para a bolsa subir
18 de outubro de 2026 - 15:30MOVIMENTOS TÁTICOS
Estrangeiros despejam R$ 19 bilhões na bolsa em outubro; desafio agora é transformar aposta eleitoral em fluxo permanente
17 de outubro de 2026 - 12:11RESUMO SEMANAL
Petrobras (PETR4) sobe mais de 6% e escapa do tombo do Ibovespa; veja o que movimentou a bolsa na semana
17 de outubro de 2026 - 9:58MUDANÇA DE ARES
Brasil é a melhor escolha na América Latina: BTG zera posição em Argentina e aposta em oito ações brasileiras
16 de outubro de 2026 - 19:27UM TEMPERO EXTRA
Não é só o rali eleitoral: BTG tem mais motivos para recomendar C&A (CEAB3), XP (XPBR31), Cyrela (CYRE3) e estas outras ações
16 de outubro de 2026 - 18:28DEPOIS DA FESTA
Ibovespa a 240 mil pontos? Mesmo após o rali eleitoral com Flávio Bolsonaro, Inter e Citi ainda veem espaço para a bolsa subir
16 de outubro de 2026 - 14:00TOUROS E URSOS #292
Juros altos vieram para ficar? Gestor da XP diz que investidor terá de reaprender a investir em um novo mundo
16 de outubro de 2026 - 12:17TARDE DEMAIS?
Casas Bahia (BHIA3) paga aluguel ao HSLG11, mas segue devendo ao FII; entenda como fica a ação de despejo
16 de outubro de 2026 - 10:38ALOCAÇÃO TÁTICA
Adeus ao CDI fácil: UBS rebaixa renda fixa pós-fixada e vê espaço para a bolsa brasileira saltar até 25%
15 de outubro de 2026 - 18:07TURNAROUND DA CARTEIRA
BC Fund (BRCR11) ganha força na bolsa com dividendos e mudanças no portfólio no radar; entenda os planos do FII
15 de outubro de 2026 - 17:30Conteúdo Empiricus
Opções: Como driblar o principal desafio deste mercado e buscar oportunidades com potencial de multiplicar o capital investido
15 de outubro de 2026 - 14:00MUDANÇAS EM CURSO
Os ETFs estão fazendo com os fundos o que os fundos fizeram com as ações há mais de 20 anos
15 de outubro de 2026 - 12:45TANQUE CHEIO NA BOLSA
Petrobras (PETR4) bate R$ 800 bilhões em valor de mercado pela primeira vez. O que está por trás do novo recorde?
14 de outubro de 2026 - 16:27O PÓDIO MUDOU
A Vale ficou para trás: BTG Pactual (BPAC11) toma o lugar de VALE3 no pódio das empresas mais valiosas da bolsa
14 de outubro de 2026 - 15:56DE OLHO NO AGRO
FII do agronegócio fecha venda milionária de fazenda e estima impacto positivo de R$ 5,78 por cota
14 de outubro de 2026 - 11:58É HORA DE COMPRAR?