O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Os pagamentos atrasados preocupam ainda mais em um contexto de juros altos, que torna mais pesado o serviço da dívida para empresas de todos os setores
Se a recuperação judicial da Americanas (AMER3) e a crise financeira em outras varejistas abalaram as estruturas dos fundos imobiliários de tijolo — que locam imóveis como galpões e lojas de rua ou de shopping para as companhias —, o calote de um Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRIs) acendeu o alerta para os FIIs de papel.
O devedor do CRI Circuito das Compras — presente no portfólio de três fundos que investem em títulos de crédito imobiliário — já até quitou os débitos. Mas o atraso de alguns dias no pagamento foi o suficiente para colocar a pulga atrás da orelha dos investidores ainda abalados pelo escândalo contábil na Americanas.
Ainda mais em um contexto de juros altos, que torna mais pesado o serviço da dívida para empresas de todos os setores. Então será que estamos na iminência de uma crise de crédito que pode afetar o mercado de fundos imobiliários?
“A inadimplência de CRIs não está ocorrendo na prática, mas há uma percepção de risco maior. Isso, porém, não é um problema hoje para o sistema bancário ou para o mercado de capitais”, afirma Rafaela Vitória, economista-chefe do Inter.
Apesar dos juros altos, o cenário atual de queda do desemprego e crescimento na renda dos brasileiros favorece o cumprimento das obrigações financeiras por parte do consumidor, disse a economista, em entrevista ao Seu Dinheiro.
Já na ponta das empresas, Vitória afirma que, de modo geral, elas passaram por um processo de desalavancagem desde o último ciclo de aperto monetário e, desde então, não registraram níveis de crescimento que exigissem uma grande elevação do endividamento.
Leia Também
A economista-chefe do Inter acredita que a inadimplência imobiliária é “estruturalmente baixa” graças ao arcabouço regulatório e jurídico do setor: “O CRI é uma estrutura robusta.”
Carlos Martins, sócio e gestor da Kinea Investimentos, concorda que o nível de default do segmento é baixo. Ele destaca que, com a liquidez reduzida pela queda no apetite ao risco do mercado, “o momento é de oportunidades”.
“Fundos de papel sem nenhum problema estrutural estão negociando com deságio porque o investidor está preocupado”, afirmou o gestor da Kinea durante participação em evento do setor organizado pelo Inter nesta quarta-feira (22).
Mas ele faz uma ressalva importante: não é hora de comprar qualquer coisa na bolsa, e sim procurar ativos com bons fundamentos, como os CRIs com garantias reais e emitidos por empresas sólidas.
O gestor da Kinea não enxerga um momento bom para montar posições apenas entre os fundos imobiliários de papel, mas também para os FIIs de tijolo. “Quanto mais tem crise, mais oportunidades aparecem no mercado”.
O segmento de fundos que investem em ativos reais é pressionado pela taxa de juros elevada — que aumenta a atratividade da renda fixa e encarece o crédito fundamental para o desenvolvimento dos imóveis.
Ainda assim, Martins indica que quem gosta de investir no setor imobiliário deveria estar olhando para o mercado de capitais em busca de oportunidades para realização de lucro no futuro.
“Os fundos podem andar de 30% a 40%, mas não há como dizer quando”, diz ele, explicando que um dos gatilhos para essa valorização é o início do ciclo de queda nos juros esperado para o segundo semestre deste ano.
A visão é compartilhada pelo líder do negócio imobiliário da Brookfield no Brasil, Roberto Perroni. O executivo conta que, ao contrário de outros players, a companhia aproveitou o cenário caótico para investir em lajes corporativas. O segmento foi um dos mais penalizados pela pandemia de covid-19 e as medidas de distanciamento social que levaram ao fechamento de escritórios.
“O dinheiro da Brookfield vem de fundos globais, mas a companhia já tem mais de 120 anos de atuação no Brasil, então temos certa tranquilidade em investir no país durante momentos de crise”, garantiu.
Segundo Perroni, muitas empresas já voltaram ao trabalho presencial e o aluguel está subindo em regiões onde a vacância é baixa, como a avenida Faria Lima, na capital paulista.
“Quando compramos o portfólio da Cyrela Commercial Properties na Faria Lima em 2021, os escritórios estavam locados por R$ 160 a R$ 170 por metro quadrado. Agora esse valor já subiu para R$ 250/m² em novos contratos”, exemplifica ele.
Tradicional ativo de proteção, o ouro sobe em meio ao aumento das tensões globais, intensificadas pela invasão da Venezuela, e uma ação pode ganhar com esse movimento
Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda
Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões
Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro
Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas
Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante
País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas
Entre os destaques positivos do IFIX, os FIIs do segmento de galpões logísticos vêm sendo beneficiados pela alta demanda das empresas de varejo
Não foi só o petróleo mais barato que pesou no humor do mercado: a expectativa em torno do novo plano estratégico, divulgado em novembro, e dividendos menos generosos pesaram nos papéis
Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira
Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano
A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro
Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real
Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais
O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar
Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira
No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%
Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana
Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias
O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo