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O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou entrevista coletiva para anunciar os primeiros ministros do governo; acompanhe
O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva confirmou o nome de Fernando Haddad como ministro da Fazenda do governo que toma posse em janeiro. Ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação sob Lula, Haddad vem enfrentando resistência de participantes do mercado financeiro à sua indicação.
Mas como ele já era o favorito para assumir a pasta, a reação do mercado financeiro hoje foi discreta. Leia também a nossa cobertura da bolsa hoje.
Lula anunciou os nomes dos cinco primeiros ministros nesta sexta-feira (09). Inicialmente, Lula só faria o anúncio após a diplomação, marcada para a próxima semana. Mas o petista decidiu antecipar em alguns dias a revelação para solucionar impasses com a Câmara, as Forças Armadas e para acalmar o mercado financeiro.
Lula também confirmou outros nomes que já vinham sendo especulados para alguns de seus principais ministérios.
O ex-governador maranhense Flavio Dino será o próximo ministro da Justiça.
O Itamaraty será chefiado por Mauro Vieira. O atual embaixador brasileiro na Croácia esteve à frente do Ministério das Relações Exteriores no segundo mandato de Dilma Rousseff.
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Para a Defesa, Lula confirmou a indicação de José Múcio Monteiro.
Por fim, o governador baiano Rui Costa ficará à frente da Casa Civil do próximo governo Lula.
A fala do presidente eleito estava prevista para às 10h15, no teatro do CCBB, em Brasília (DF), mas acabou atrasando. O Seu Dinheiro acompanhou o anúncio ao vivo. Você também pode assistir a transmissão logo abaixo.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) publicou uma nota elogiosa ao futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), anunciado nesta sexta-feira (9) pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"Político experiente, ex-prefeito de São Paulo, afeito ao diálogo e com qualidades reconhecidas, Haddad já assumiu compromisso com o crescimento, agenda social e responsabilidade fiscal", disse o presidente da entidade, Isaac Sidney, em nota.
Sidney também desejou sucesso a Haddad e aos outros futuros ministros anunciados hoje. Além de Haddad na Fazenda, Lula indicou José Múcio Monteiro para a Defesa, Flávio Dino (PSB) para a Justiça, Rui Costa (PT) para a Casa Civil e Mauro Vieira para o Itamaraty.
Ele reforçou que o setor bancário está à disposição para colaborar com o novo governo.
Veja a nota na íntegra:
Nota sobre a indicação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) cumprimenta e deseja sucesso ao futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad, indicado, nesta sexta-feira, pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Político experiente, ex-prefeito de São Paulo, afeito ao diálogo e com qualidades reconhecidas, Haddad já assumiu compromisso com o crescimento, agenda social e responsabilidade fiscal, como demonstrou em discurso durante o almoço anual de Dirigentes de Bancos, realizado em 25 de novembro.
Com o anúncio de outros nomes que ocuparão o primeiro escalão nas pastas da Casa Civil, Justiça, Defesa e Relações Exteriores, a Febraban estende a todos os demais indicados seus votos de sucesso na futura administração.
O setor bancário, que tradicionalmente se posiciona e contribui com pautas voltadas para o desenvolvimento do país, reitera que está à disposição para colaborar com o novo governo.
Isaac Sidney - Presidente da Febraban
O recém indicado para o Ministério da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira (09) que pretende conversar com o seu colega do Planejamento antes de informar quais nomes comporão seu secretariado. O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, porém, ainda não anunciou quem comandará a pasta.
Haddad disse que ainda não fez convites formais para os cargos de sua equipe, mas que já "sondou muita gente". Ele prometeu conversar "longamente" com a imprensa na próxima terça-feira (13).
Sobre a criação de uma regra fiscal para o próximo mandato, Haddad disse que pretende receber propostas. "E pretendo receber propostas, claro, e não só da transição. Vou ouvir técnicos do Tesouro, vou ouvir a academia, vou ouvir os economistas em que eu confio", explicou.
Questionado o que diria a quem teme um ministro gastador, Haddad recomendou pesquisar sobre o investment grade da prefeitura de São Paulo. "Fui o primeiro prefeito a conseguir grau de investimento do país. Se você não olhar para a trajetória da pessoa, vai cair em fake news. Para que mais fake news", questionou, acrescentando que essa fase já acabou.
O novo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio deverá nascer bem mais fortalecido do que a pasta do Planejamento no novo governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.
Com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) sob o seu guarda-chuva, o futuro ministério da Indústria - que pode receber outro nome - deve assumir também a parte de planejamento do governo e elaboração de metas de médio e longo prazos, atribuição que, segundo a equipe de Lula, deixaram de ser feitas pelos governos anteriores.
Os acordos internacionais, área que Lula quer priorizar, também deverão ser abarcados pelo novo ministério.
Nessa nova configuração, que resultará da divisão do "superministério" comandado hoje pelo ministro Paulo Guedes, a pasta do Planejamento poderá ter a sua função mais esvaziada para a área de gestão de recursos humanos, inclusive de negociações salariais, e as demandas orçamentárias mais imediatas.
“São homens de diálogo.”
Esta foi a impressão inicial do presidente do conselho de administração do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, aos primeiros nomes anunciados pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva para compor seu futuro ministério.
Ao comentar o anúncio desta sexta-feira, Trabuco destacou que Lula optou por preencher primeiramente “posições estratégicas para o sucesso de seu governo: Fazenda, Justiça, Defesa, Casa Civil e Relações Exteriores”.
Sobre a indicação de Fernando Haddad para o posto de ministro da Fazenda, Trabuco disse que isso “sinaliza a intenção de mediar os naturais conflitos existentes na condução econômica de um país complexo como o Brasil pela via do pragmatismo”.
Trabuco afirmou ainda que o fato de Haddad ter apontado recentemente como prioridades a reforma tributária e os desafios do crescimento econômico “sinaliza um perfil de alguém que olha para o equilíbrio entre as demandas sociais urgentes e a responsabilidade fiscal necessária".
"O social e o fiscal são irmãos gêmeos da credibilidade”, disse Trabuco
Em pronunciamento à imprensa no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede do governo de transição em Brasília, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que "possivelmente" semana que vem, depois da diplomação, irá apresentar mais ministros.
"Vai chegar uma hora que vão ver mais mulheres do que homens e participação de afrodescendentes", disse o petista, antecipando-se a uma possível crítica pelo anúncio de hoje ser apenas de homens.
"Preciso que algumas pessoas comecem a trabalhar para montar o governo e para que nossa estrutura comece a funcionar", disse o presidente eleito. (Com informações do Estadão Conteúdo)
Após o anúncio de Fernando Haddad (PT) como ministro da Fazenda do governo Lula, o dólar atingiu a máxima do dia, a R$ 5,2834.
Os juros futuros (DIs), que operavam em trajetória de queda, acelerou alta após o anúncio.
| NOME | ULT | FEC |
| DI Jan/23 | 13,66% | 13,66% |
| DI Jan/24 | 13,82% | 13,83% |
| DI Jan/25 | 13,08% | 13,06% |
| DI Jan/26 | 12,88% | 12,87% |
| DI Jan/27 | 12,83% | 12,81% |
Por outro lado, o Ibovespa não reagiu ao pronunciamento, já que o nome era esperado e as movimentações do mercado foram antecipadas. A bolsa opera em alta de 0,41%, aos 107.690 pontos.
Não houve surpresa. O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva confirmou na manhã desta sexta-feira a indicação de Fernando Haddad como ministro da Fazenda em seu próximo governo.
Ex-prefeito de São Paulo e ministro da Educação sob Lula, Haddad vem enfrentando resistência de participantes do mercado financeiro à sua indicação.
Lula também confirmou outros nomes que já vinham sendo especulados para alguns de seus principais ministérios.
O ex-governador maranhense Flavio Dino será o próximo ministro da Justiça.
O Itamaraty será chefiado por Mauro Vieira. O atual embaixador brasileiro na Croácia esteve à frente do Ministério das Relações Exteriores no segundo mandato de Dilma Rousseff.
Para a Defesa, Lula confirmou a indicação de José Múcio Monteiro.
Por fim, o governador baiano Rui Costa ficará à frente da Casa Civil do próximo governo Lula.
Os anúncios foram feitos durante pronunciamento de Lula no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília.
Evento estava originalmente previsto para as 10h15.
O Ibovespa abriu em alta de 0,56%, aos 107.844 pontos, no pregão desta sexta-feira. O principal índice acionário da B3 reage ao dado da inflação medida pelo IPCA menor do que o esperado e ao maior apetite a risco no exterior.
Os investidores estão de olho em Brasília, onde o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve anunciar logo mais os nomes de cinco ministros. Entre eles, o titular da Fazenda, que deve ser o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad. Acompanhe também a nossa cobertura dos mercados hoje.
Lula deve anunciar logo mais os seguintes nomes para cinco ministérios do futuro governo, de acordo com o Estadão:
Futuro ministro da Defesa, José Múcio Monteiro acertou com Lula os nomes dos militares que formarão a cúpula das Forças Armadas.
O Estadão apurou que o general Julio Cesar de Arruda será o comandante do Exército; o tenente-brigadeiro do ar Marcelo Kanitz Damasceno, da Aeronáutica; e o almirante Marcos Sampaio Olsen, da Marinha.
No Exército e na FAB, foram escolhidos os mais antigos, já na Marinha, o segundo mais antigo. O comandante do Estado-Maior das Forças Armadas deverá ser o almirante de Esquadra Renato Rodrigues de Aguiar Freire. (Estadão Conteúdo)
O anúncio dos ministros, a 23 dias da posse, pode ajudar a dar um freio de arrumação no confuso cenário do Congresso no momento em que o Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar a constitucionalidade do orçamento secreto. Lula já foi avisado que, se a Corte derrubar a prática, pode enfrentar problemas com a PEC.
Com aval do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o Centrão quer esperar o resultado do julgamento para analisar essa proposta.
O orçamento secreto, revelado pelo Estadão, é o instrumento pelo qual o presidente Jair Bolsonaro obteve apoio político no Congresso, em troca da liberação de recursos de emendas parlamentares. (Estadão Conteúdo)
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