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Os dados mostram também o filho de Jair Bolsonaro numericamente a frente de Lula no segundo turno, apesar da igualdade técnica entre ambos

Pela primeira vez, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) alcançou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma pesquisa. Segundo o levantamento mensal da Paraná Pesquisas para a eleição presidencial 2026, divulgada nesta sexta-feira (27), o cenário é de de empate técnico entre os dois candidatos no primeiro turno.
Os dados mostram também o filho de Jair Bolsonaro numericamente a frente de Lula no segundo turno, apesar da igualdade técnica entre ambos. No primeiro cenário, Lula tem 39,6% dos votos, ante 39,8% no levantamento de janeiro, enquanto Flávio Bolsonaro variou de 33,1% para 35,3%, exatamente dentro da margem de erro de 2,2 pontos porcentuais.
Entre outros pré-candidatos, o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), aparece com 7,6%, contra 6,5% em janeiro. O governador mineiro Romeu Zema (Novo) variou de 2,8% para 3,8%; Renan Santos (Missão) permaneceu em 1,5% e Aldo Rebelo (DC) variou de 1,1% para 0,5% das intenções de voto.
O total de brancos, nulos e os que não votariam em nenhum dos nomes apresentados variou de 6,8% a 6,7% e os indecisos ou que não opinaram saíram de 4,7% e 5%.
Em um cenário sem Ratinho Junior e com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), Lula teria 40,5% e Flávio Bolsonaro 36,6% no primeiro turno. Caiado, 3,7%, ficaria numericamente atrás, mas empatado tecnicamente com Zema, que apareceu com 4,3%. Entre os outros candidatos, Renan Santos teria 1,5% e Rebelo, 0,4%,
Na pesquisa espontânea da Paraná Pesquisas, Lula teria 26% das intenções de voto, Flávio Bolsonaro, 14,8%, Jair Bolsonaro (PL), que está preso e inelegível, 5,8%. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi lembrado espontaneamente por 1,3% dos eleitores e os outros nomes foram citados por menos de 1%.
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Nesse levantamento, 42,6% não souberam responder ou não opinaram e 6,1% foi o total de brancos, nulos e os que não votariam em nenhum nome.
O levantamento da Paraná Pesquisas traçou um cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro e entre o presidente e Ratinho e Caiado. Contra Flávio Bolsonaro, Lula teria 43,8% e o senador 44,4%, pela primeira vez uma diferença porcentual numericamente superior para filho de Jair Bolsonaro. Nesse cenário, nenhum/branco/nulo somariam 6,9% e 5% estariam indecisos.
Entre os pré-candidatos do PSD, contra o governador paranaense Lula teria vantagem de 43,6% a 39,7% e contra o governador goiano de 45,3% a 36,2%.
A pesquisa perguntou ao eleitor se Lula merece ser reeleito e 52,2% responderam que não. Outros 43,9% disseram que o presidente merece um quarto mandato e 3,9% não souberam responder ou não opinaram
A pesquisa foi realizada com eleitores maiores de 16 anos por uma equipe do instituto. Foram entrevistadas 2.080 pessoas entre domingo (22) e quarta-feira (25) nos 26 estados e no Distrito Federal. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos, um índice de confiança de 95% e a pesquisa foi tem o registro BR-07974/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A pressão para que o atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad, aceite ser o candidato petista ao governo de São Paulo ganhou muita força nesta quinta-feira (26), com notícias durante a tarde de que ele, inclusive, já teria aceitado a “missão” de Lula. Já no fim do dia, antes de um jantar com o presidente, ele negou que a decisão já tenha sido tomada.
“Primeiro lugar, eu não tive nenhuma reunião na Índia e na Coreia com o presidente da República sobre esse tema. Não conversamos (sobre) São Paulo, durante os oito dias de viagem, nem no avião nem nas visitas. Não houve nenhuma conversa”, disse Haddad nesta quinta-feira a noite.
Durante a tarde, notícias com informações com fontes próximas ao ministro já davam como decisão tomada sobre o aceite de Haddad a missão de Lula na disputa contra a reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Após meses afirmando que não disputaria as eleições neste ano, ele disse a aliados que será candidato ao governo de São Paulo porque nunca poderia negar um pedido feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O “sim” teria sido costurado durante o tour governamental pela Índia e Coreia do Sul na última semana.
Haddad é hoje considerado o sucessor de Lula no PT, a partir de 2030.
Com Money Times e Estadão Conteúdo
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