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DE OLHO NA FRONTEIRA

Itamaraty divulga nota sobre ataque na Venezuela após reunião com presidente Lula; entenda os impactos da operação para o Brasil

Até o momento, não há notícias de brasileiros entre as possíveis vítimas dos ataques dos EUA ao país vizinho

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva - Imagem: Joédson Alves/Agência Brasil

Após o anúncio do ataque dos EUA à Venezuela, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião de emergência nesta manhã, 3, com ministros do governo.

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Segundo nota divulgada pelo Itamaraty, Lula reiterou o pronunciamento que havia realizado em publicação no X, no qual condenou a operação norte-americana e defendeu o multilateralismo.

"Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional", disse em postagem. Lula ainda se colocou à disposição para promover diálogo entre os dois países.

Além disso, durante a reunião, o ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira relatou que, até o momento, não há notícias de brasileiros entre possíveis vítimas dos ataques e informou estar em permanente contato com a Embaixada do Brasil na Venezuela para o acompanhamento da situação.

Participaram da reunião o Ministro das Relações Exteriores, o Ministro da Defesa, o Ministro-Chefe da Casa Civil, o Ministro-Chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, além de representantes da Secretaria de Relações Institucionais e do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

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Já José Múcio, atual ministro da Defesa, afirmou que a fronteira está aberta e que há contingente suficiente para garantir segurança. Ele também reforçou que o Exército está monitorando a situação na Venezuela e mantém tropa mobilizada na fronteira com o país, em Roraima.

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De olho na fronteira: impactos do ataque dos EUA na Venezuela

A avaliação de militares brasileiros é a de que a ação norte-americana foi pontual, para captura do presidente Nicolás Maduro, e sem maiores repercussões operacionais ao Brasil. Nesta manhã, a fronteira do lado da Venezuela havia sido fechada, mas foi reaberta nesta tarde.

Até o momento, não foi notado fluxo atípico de imigrantes deixando a Venezuela a partir de Santa Elena de Uairén, cidade vizinha da brasileira Pacaraima (RR).

Contudo, aumento do número de refugiados chegando ao país é uma consequência esperada após a ação militar dos EUA no território venezuelano.

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Além disso, autoridades brasileiras também veem risco de que o conflito facilite a entrada, pela fronteira, de pessoas ligadas a organizações criminosas, especialmente ao narcotráfico, segundo fontes do jornal O Globo.

O governo brasileiro também vem preparando o Sistema Único de Saúde (SUS) para lidar com possíveis desdobramentos, segundo publicação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na rede social X.

"Desde o início das operações militares no entorno do país vizinho, preparamos a nossa agência do SUS, a Força Nacional do SUS e nossas equipes de Saúde Indígena para reduzirmos, ao máximo, os impactos do conflito na saúde e no SUS brasileiro. Que venha a PAZ! Enquanto isso, cuidaremos de quem precisar ser cuidado, em solo brasileiro", afirmou Padilha.

Segundo o ministro, os investimentos feitos pelo Brasil ficaram ainda maiores depois que os EUA suspenderam financiamentos que apoiavam a Operação Acolhida, que realiza atendimento humanitário aos refugiados venezuelanos em Roraima.

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"O Ministério da Saúde e o SUS de Roraima já absorvem impactos da situação da Venezuela", acrescentou.

Padilha foi o primeiro representante do governo brasileiro a se pronunciar após a captura de Maduro pelas forças armadas dos Estados Unidos. Sem citar nomes, ele condenou indiretamente o ataque militar dos EUA.

"Nada justifica conflitos terminarem em bombardeio. Guerra mata civis, destrói serviços de saúde, impede o cuidado às pessoas", afirmou.

*Com informações do Money Times e da Broadcast.

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