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Pesquisa Atlas/Bloomberg mostra Lula ainda à frente de Flávio Bolsonaro e Tarcísio no primeiro turno, mas com a menor vantagem da série histórica contra o senador. No segundo turno, cenário indica empate técnico com o filho do ex-presidente e desvantagem contra o governador paulista
A diferença entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) é a menor para o primeiro turno desde que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro entrou para a corrida pelo Palácio do Planalto, no final do ano passado. Os dados são da pesquisa mensal da Atlas/Bloomberg para a eleição presidencial 2026.
A diferença entre os dois, que superou 24 pontos porcentuais em novembro passado, caiu para até 6,2 pontos porcentuais. No levantamento de janeiro a vantagem de Lula superava 13 pontos porcentuais.
Nos quatro cenários em que Lula e Flávio aparecem como principais adversários, o atual presidente oscila entre 45% e 47,1% das intenções de voto, enquanto o senador varia de 33% a 40%.
As simulações incluíram três pré-candidatos do PSD — os governadores Ronaldo Caiado (Goiás), Ratinho Jr. (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul). Nenhum deles, porém, apresenta desempenho que sinalize a consolidação de uma terceira via competitiva neste momento. Entre os três, Caiado registra o melhor resultado, com 5% das intenções de voto.
O levantamento também simulou cenários com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) — em um deles, ao lado de Flávio Bolsonaro; em outro, sem o senador na disputa —, sempre com Lula como candidato à reeleição.
Os resultados reforçam a tendência de manutenção da polarização, com o atual presidente enfrentando um nome do campo conservador associado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Sem o filho do ex-presidente e com o governador paulista, Lula teria 43% e Tarcísio 36% no primeiro turno. Em outro cenário hipotético com Lula, Flávio e Tarcísio, o atual chefe do poder executivo teria seu melhor desempenho no primeiro turno, com 47%, o senador chegaria a 33% e o governador paulista a apenas 7%.
Entre os outros pré-candidatos, Romeu Zema (Novo) teria entre 2% e 9%, Renan Santos (Missão) entre 3% e 4% e Aldo Rebelo (DC), 1%. Brancos e nulos variariam entre 2% e 4% e os indecisos variaram entre 0% e 1%.
A pesquisa Atlas/Bloomberg divulgou ainda uma projeção com Fernando Haddad (PT), sem Lula e Tarcísio. O atual ministro da Fazenda teria 39,1% e Flávio Bolsonaro, 37,1%, seguidos por Zema, com 4,1%, Caiado, 3,8%, Renan Santos, 3,5% e Rebelo, 1,4%. Brancos e nulos somariam 9,8% e 1,1% ainda estariam indecisos.
Para o segundo turno, o foram colocados cenários entre Lula e vários candidatos da oposição, incluindo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O destaque, no entanto, seguiu para a disputa entre o atual presidente e o senador fluminense, que segue tecnicamente empatada, e o possível embate entre Lula e Tarcísio.
Contra Flávio Bolsonaro, Lula teria 46,2% e o senador 46,3%, pela primeira vez uma diferença porcentual numericamente superior para o ungido politicamente por Jair Bolsonaro. Nesse cenário 7,5% estariam indecisos. Já contra o governador paulista, Lula perderia por 47,1% a 45,9%, com 7% de indecisos.
A pesquisa trouxe ainda uma reversão no quatro de estabilidade tanto em relação à aprovação do presidente Lula presente nos últimos três levantamentos. Segundo a atual avaliação, 51,5% desaprovam e 46,6% aprovam o presidente Lula, ante 50,7% e 48,7%, respectivamente, na pesquisa anterior. Os que não souberam responder variaram de 0,6% para 1,8% entre janeiro e fevereiro.
Na avaliação do governo Lula, 48,4% consideraram ruim ou péssimo, estável em relação à anterior, de 48,5%, e o desempenho de ótimo e bom caiu de 47,1% para 42,7%. Essa queda migrou para os que consideram o governo regular, que saíram de 4,4% para 8,9% em um mês.
A pesquisa foi realizada pelo modelo Atlas Random Digital Recruitment (RDR), com adultos recrutados organicamente pela internet durante navegação em qualquer dispositivo móvel. Foram consultadas 4.986 pessoas entre a última quinta-feira (19) e terça-feira (24). A margem de erro é de 1 ponto porcentual para mais ou para menos e a pesquisa foi tem o registro BR-07600/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Com informações Money Times
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