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TRANSIÇÃO DE GOVERNO

Lula anuncia Fernando Haddad como ministro da Fazenda e outros quatro nomes para o governo

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou entrevista coletiva para anunciar os primeiros ministros do governo; acompanhe

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9 de dezembro de 2022
9:20 - atualizado às 13:52

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva confirmou o nome de Fernando Haddad como ministro da Fazenda do governo que toma posse em janeiro. Ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação sob Lula, Haddad vem enfrentando resistência de participantes do mercado financeiro à sua indicação.

Mas como ele já era o favorito para assumir a pasta, a reação do mercado financeiro hoje foi discreta. Leia também a nossa cobertura da bolsa hoje.

Lula anunciou os nomes dos cinco primeiros ministros nesta sexta-feira (09). Inicialmente, Lula só faria o anúncio após a diplomação, marcada para a próxima semana. Mas o petista decidiu antecipar em alguns dias a revelação para solucionar impasses com a Câmara, as Forças Armadas e para acalmar o mercado financeiro.

Lula também confirmou outros nomes que já vinham sendo especulados para alguns de seus principais ministérios.

O ex-governador maranhense Flavio Dino será o próximo ministro da Justiça.

O Itamaraty será chefiado por Mauro Vieira. O atual embaixador brasileiro na Croácia esteve à frente do Ministério das Relações Exteriores no segundo mandato de Dilma Rousseff.

Para a Defesa, Lula confirmou a indicação de José Múcio Monteiro.

Por fim, o governador baiano Rui Costa ficará à frente da Casa Civil do próximo governo Lula.

A fala do presidente eleito estava prevista para às 10h15, no teatro do CCBB, em Brasília (DF), mas acabou atrasando. O Seu Dinheiro acompanhou o anúncio ao vivo. Você também pode assistir a transmissão logo abaixo.

Ibovespa fecha o dia em alta, mas cautela com Haddad na Fazenda e tramitação da PEC da Transição derrubam a bolsa na semana; dólar vai a R$ 5,24

Enquanto os comentaristas esportivos se dedicam a discutir o que deu errado na escalação de Tite na derrota para a Croácia na Copa do Mundo do Catar, os especialistas do mercado financeiro digerem os primeiros nomes escalados pelo presidente eleito para compor o governo dos próximos quatro anos. 

Ao contrário do que ocorre no mundo do futebol, a nomeação do primeiro escalão do governo de Luiz Inácio Lula da Silva vai ser feita a prestações — com a primeira leva tendo sido anunciada pouco antes de a bola rolar no Catar. 

O nome mais aguardado era o do ministro da Fazenda, que foi confirmado como Fernando Haddad. 

Quinze dias atrás, a presença do ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo em evento de banqueiros para falar em nome do presidente eleito gerou grande mal estar no mercado financeiro, mas parece que os investidores digeriram os riscos nas últimas semanas. 

Leia mais.

FECHAMENTO

O Ibovespa encerrou o dia em alta de 0,25%, aos 107.519 pontos. Na semana a queda foi de 3,94%

FECHAMENTO EM NOVA YORK
  • Nasdaq: -0,70%
  • S&P 500: -0,74%
  • Dow Jones: -0,91%
É PRA COMPRAR? BTG PACTUAL REITERA RECOMENDAÇÃO PARA CIELO (CIEL3)

A Cielo (CIEL3) começou 2022 no banco de reservas. Conforme o ano foi avançando, a empresa de meios de pagamento entrou em campo e agora aparece entre as estrelas do time de ações recomendadas pelo BTG Pactual.

O banco reiterou nesta sexta-feira (9) a compra de CIEL3, com preço-alvo de R$ 7 — o que representa um potencial de valorização de 61%. 

Por volta de 17h15, as ações da Cielo operavam com alta de 0,46%, a R$ 4,37, mas acabaram encerrando o dia no zero a zero, cotadas a R$ 4,35. Embora em 12 meses o ganho ultrapasse os 100%, no mês acumulam perda de 18% — um bom ponto de entrada, segundo o BTG. 

O ano de 2022, segundo o BTG, marcou uma reviravolta para a Cielo, com o lucro por ação subindo mais de 50% ao longo do ano com relação ao consenso do mercado. Entre os principais ventos favoráveis que sopraram sobre a companhia ao longo do ano, o banco cita:

Leia mais.

O presidente Jair Bolsonaro fez o seu primeiro discurso para apoiadores desde a derrota nas eleições presidenciais de outubro.

Bolsonaro voltou a exaltar as forças armadas, dizendo que são leais ao povo e o último obstáculo ao socialismo. "Temos assistido absurdos acontecerem em nossa pátria. Quem decide para onde vão as Forças Armadas são vocês".

O pronunciamento coincidiu com a desaceleração do índice bovespa.

FECHAMENTO

O dólar à vista encerrou o dia em alta de 0,57%, a R$ 5,2456. Na semana, o avanço foi de 0,59%

FECHAMENTO

O Brent encerrou o dia em queda de 0,07%, a US$ 76,10 por barril

FEBRABAN ELOGIA HADDAD E SE COLOCA À DISPOSIÇÃO DO NOVO GOVERNO

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) publicou uma nota elogiosa ao futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), anunciado nesta sexta-feira (9) pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Político experiente, ex-prefeito de São Paulo, afeito ao diálogo e com qualidades reconhecidas, Haddad já assumiu compromisso com o crescimento, agenda social e responsabilidade fiscal", disse o presidente da entidade, Isaac Sidney, em nota.

Sidney também desejou sucesso a Haddad e aos outros futuros ministros anunciados hoje. Além de Haddad na Fazenda, Lula indicou José Múcio Monteiro para a Defesa, Flávio Dino (PSB) para a Justiça, Rui Costa (PT) para a Casa Civil e Mauro Vieira para o Itamaraty.

Ele reforçou que o setor bancário está à disposição para colaborar com o novo governo.

Veja a nota na íntegra:

Nota sobre a indicação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) cumprimenta e deseja sucesso ao futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad, indicado, nesta sexta-feira, pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Político experiente, ex-prefeito de São Paulo, afeito ao diálogo e com qualidades reconhecidas, Haddad já assumiu compromisso com o crescimento, agenda social e responsabilidade fiscal, como demonstrou em discurso durante o almoço anual de Dirigentes de Bancos, realizado em 25 de novembro.

Com o anúncio de outros nomes que ocuparão o primeiro escalão nas pastas da Casa Civil, Justiça, Defesa e Relações Exteriores, a Febraban estende a todos os demais indicados seus votos de sucesso na futura administração.

O setor bancário, que tradicionalmente se posiciona e contribui com pautas voltadas para o desenvolvimento do país, reitera que está à disposição para colaborar com o novo governo.

Isaac Sidney - Presidente da Febraban

JUROS FUTUROS

Por já ser esperado, o anúncio de Fernando Haddad não pressionou os juros futuros, mas o avanço do rendimento dos Treasuries nos Estados Unidos, passou a puxar também a ponta mais longa da curva brasileira.

CÓDIGONOME ULT  FEC 
DI1F23DI Jan/2313,66%13,66%
DI1F24DI Jan/2413,82%13,83%
DI1F25DI Jan/2513,09%13,06%
DI1F26DI Jan/2612,90%12,87%
DI1F27DI Jan/2712,85%12,81%
HADDAD PRETENDE OUVIR 'TÉNICOS, ACADEMIA E ECONOMISTAS', MAS FALTA DE PLANO PREOCUPA

O recém indicado para o Ministério da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira (09) que pretende conversar com o seu colega do Planejamento antes de informar quais nomes comporão seu secretariado. O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, porém, ainda não anunciou quem comandará a pasta.

Haddad disse que ainda não fez convites formais para os cargos de sua equipe, mas que já "sondou muita gente". Ele prometeu conversar "longamente" com a imprensa na próxima terça-feira (13).

Sobre a criação de uma regra fiscal para o próximo mandato, Haddad disse que pretende receber propostas. "E pretendo receber propostas, claro, e não só da transição. Vou ouvir técnicos do Tesouro, vou ouvir a academia, vou ouvir os economistas em que eu confio", explicou.

Haddad cita “novo arcabouço fiscal”

Questionado o que diria a quem teme um ministro gastador, Haddad recomendou pesquisar sobre o investment grade da prefeitura de São Paulo. "Fui o primeiro prefeito a conseguir grau de investimento do país. Se você não olhar para a trajetória da pessoa, vai cair em fake news. Para que mais fake news", questionou, acrescentando que essa fase já acabou.

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MAGAZINE LUIZA: UBS BB ELEVA PREÇO-ALVO DE MGLU3 — É HORA DE COMPRAR?

O ditado diz que depois da tempestade vem a bonança. E o Magazine Luiza (MGLU3) — assim como outras gigantes do varejo — esteve sob fortes chuvas e trovoadas nos últimos tempos. Mas, segundo o UBS BB, o sol está cada vez mais perto de brilhar para o Magalu

O banco suíço elevou o preço-alvo para as ações MGLU3 de R$ 3,20 para R$ 3,50, o que representa um potencial de valorização de 25% em relação ao fechamento desta sexta-feira (09). 

O UBS BB destaca a liquidez sólida para lidar com um ambiente macroeconômico mais difícil, além de melhorias na logística, na diversificação de categorias e lançamento de serviços que podem impulsionar o Magazine Luiza

Por volta de 15h10, as ações MGLU3 subiam 0,35%, cotadas a R$ 2,85, mas perderam fôlego e acabaram fechando em queda de 1,41%, a R$ 2,80. No mês, os papéis acumulam perda de 36% e, no ano, baixa de 54%. 

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MELHORA EM NOVA YORK

Apesar da menor liquidez ao longo do jogo da Seleção Brasileira, o Ibovespa acompanha a melhora vista nos índices americanos e renova as máximas do dia

SOBE E DESCE DO IBOVESPA

A sinalização de que a resseguradora IRB (IRBR3) não irá precisar de um aumento de capital impulsiona os papéis da companhia nesta sexta-feira. Na sequência, empresas produtoras de commodities operam em forte alta. Acompanhe:

CÓDIGONOMEULTVAR
IRBR3IRB ONR$ 0,7811,43%
CMIN3CSN Mineração ONR$ 4,069,73%
CSNA3CSN ONR$ 14,895,75%
USIM5Usiminas PNAR$ 7,843,57%
VALE3Vale ONR$ 88,873,48%

Confira também as maiores quedas da sessão:

CÓDIGONOMEULTVAR
SMTO3São MartinhoR$ 25,59-2,55%
HAPV3Hapvida ONR$ 4,89-1,81%
BPAN4Banco Pan PNR$ 6,22-1,74%
PETZ3Petz ONR$ 6,30-1,72%
YDUQ3Yduqs ONR$ 10,46-1,69%
DIGERINDO AS NOVIDADES

Para Nicolas Borsoi, economista-chefe da Nova Futura Investimentos, a chefia de Fernando Haddad no Ministério da Fazenda já estava precificado no mercado.

"Acredito que o sinal do mercado sobre a indicação do Haddad deve ficar mais claro na segunda-feira porque, com a liquidez reduzida hoje, a dinâmica de mercado tende a refletir mais ruído do que sinal."

O economista lembra que agora as atenções se voltam para a indicação para o Ministério do Planejamento e a composição da equipe econômica, com possibilidade de nomes mais técnicos.

NOVA YORK GANHA FÔLEGO

As bolsas em Nova York ganharam força nos últimos minutos, repercutindo dados do índice de confiança do consumidor nos Estados Unidos. O indicador avançou a 59,1, acima do esperado pelos investidores, com as expectativas para a inflação sofrendo ajustes para baixo.

Pasta da ‘Produção’ deve ser um dos ministérios mais fortes de Lula

O novo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio deverá nascer bem mais fortalecido do que a pasta do Planejamento no novo governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.

Com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) sob o seu guarda-chuva, o futuro ministério da Indústria - que pode receber outro nome - deve assumir também a parte de planejamento do governo e elaboração de metas de médio e longo prazos, atribuição que, segundo a equipe de Lula, deixaram de ser feitas pelos governos anteriores.

Os acordos internacionais, área que Lula quer priorizar, também deverão ser abarcados pelo novo ministério.

Nessa nova configuração, que resultará da divisão do "superministério" comandado hoje pelo ministro Paulo Guedes, a pasta do Planejamento poderá ter a sua função mais esvaziada para a área de gestão de recursos humanos, inclusive de negociações salariais, e as demandas orçamentárias mais imediatas.

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HADDAD FALA SOBRE FISCAL

Após a oficialização como ministro da Fazenda do terceiro governo Lula, Fernando Haddad afirmou que uma regra fiscal não é de uma pessoa, mas sim da sociedade. Além disso, disse que irá trabalhar com o ministro do Planejamento para montar uma equipe coesa e que um novo arcabouço fiscal será definido em 2023.

‘SÃO HOMENS DE DIÁLOGO’, DIZ TRABUCO, DO BRADESCO, SOBRE OS PRIMEIROS MINISTROS DE LULA

“São homens de diálogo.”

Esta foi a impressão inicial do presidente do conselho de administração do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, aos primeiros nomes anunciados pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva para compor seu futuro ministério.

Ao comentar o anúncio desta sexta-feira, Trabuco destacou que Lula optou por preencher primeiramente “posições estratégicas para o sucesso de seu governo: Fazenda, Justiça, Defesa, Casa Civil e Relações Exteriores”.

Sobre a indicação de Fernando Haddad para o posto de ministro da Fazenda, Trabuco disse que isso “sinaliza a intenção de mediar os naturais conflitos existentes na condução econômica de um país complexo como o Brasil pela via do pragmatismo”.

Trabuco afirmou ainda que o fato de Haddad ter apontado recentemente como prioridades a reforma tributária e os desafios do crescimento econômico “sinaliza um perfil de alguém que olha para o equilíbrio entre as demandas sociais urgentes e a responsabilidade fiscal necessária".

"O social e o fiscal são irmãos gêmeos da credibilidade”, disse Trabuco

COMO ANDAM OS MERCADOS

O Ibovespa opera em alta nesta sexta-feira (9), com o dia agitado por movimentações na política. Há pouco, o presidente eleito Lula (PT) anunciou o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) como ministro da Fazenda.

Como a nomeação já era esperada, com movimentação do mercados anteriores ao anúncio, o Ibovespa não reagiu e seguiu as negociações, como a abertura, em tom positivo. A bolsa brasileira opera em alta de quase 1%, aos 108.227 pontos.

Por outro lado, os juros futuros (DIs), que abriram em queda com o avanço do IPCA de novembro menor que o esperado, retomaram a trajetória de alta. O dólar á vista, ativo de proteção, também acelerou os ganhos após o anúncio e opera na casa dos R$ 5,23.

Os destaques do dia são IRB (IRBR3) com avanço de mais de 11%, acompanhada de CSN Mineração (CMIN3) e CSN (CSAN3) que se beneficiam com a valorização das commodities. Na ponta negativa, o setor de consumo, mais sensível ao juros, lideram as perdas.

O minério de ferro fechou as negociações 4,69% em Dalian, na China, com a tonelada cotada a US$ 117,20, após novos estímulos do governo ao mercado imobiliário. O petróleo tipo Brent sobe 0,93%, com o barril negociado a US$ 76,86.

Nos EUA, as bolsas operam em alta após o Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês), um dos medidores de inflação americana, avançar em novembro acima do esperado.

  • Dow Jones: -0,28%;
  • S&P 500: -0,21%;
  • Nasdaq: -0,32%.

O Ibovespa intensifica alta e sobe 0,95%, aos 108.234 pontos.

O dólar à vista também avança. A moeda americana sobe 0,31%, a R$ 5,2446.

CHANCE DE ALTA DOS JUROS AMERICANOS EM 75 PONTOS-BASE AUMENTA

O monitoramento do CME Group mostrou alguma mudança nas expectativas para a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) neste mês, após o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) com números mais fortes que o previsto, publicado nesta manhã nos Estados Unidos.

A chance de uma elevação de 50 pontos-base continua majoritária, agora em 74,7% (de 79,4% pouco antes do PPI), mas a possibilidade de uma alta de 75 pontos-base cresceu, a 25,3% (de 20,6% logo antes do índice ser publicado).

A decisão de política monetária do Fed ocorre na próxima quarta-feira (14). (Estadão Conteúdo)

ABERTURA DE NOVA YORK

As bolsas americanas iniciaram o dia em queda. A piora do humor dos investidores aconteceu após a divulgação do Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês). O dado avançou 0,3% em novembro ante outubro, acima das projeções de alta de 0,2%.

Confira a abertura:

  • Dow Jones: -0,24%;
  • S&P 500: -0,27%;
  • Nasdaq: -0,33%.
NOVOS MINISTROS SAEM “POSSIVELMENTE” NA PRÓXIMA SEMANA

Em pronunciamento à imprensa no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede do governo de transição em Brasília, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que "possivelmente" semana que vem, depois da diplomação, irá apresentar mais ministros.

"Vai chegar uma hora que vão ver mais mulheres do que homens e participação de afrodescendentes", disse o petista, antecipando-se a uma possível crítica pelo anúncio de hoje ser apenas de homens.

"Preciso que algumas pessoas comecem a trabalhar para montar o governo e para que nossa estrutura comece a funcionar", disse o presidente eleito. (Com informações do Estadão Conteúdo)

REAÇÃO AO ANÚNCIO DE HADDAD NA FAZENDA

Após o anúncio de Fernando Haddad (PT) como ministro da Fazenda do governo Lula, o dólar atingiu a máxima do dia, a R$ 5,2834.

Os juros futuros (DIs), que operavam em trajetória de queda, acelerou alta após o anúncio.

NOME ULT  FEC 
DI Jan/2313,66%13,66%
DI Jan/2413,82%13,83%
DI Jan/2513,08%13,06%
DI Jan/2612,88%12,87%
DI Jan/2712,83%12,81%

Por outro lado, o Ibovespa não reagiu ao pronunciamento, já que o nome era esperado e as movimentações do mercado foram antecipadas. A bolsa opera em alta de 0,41%, aos 107.690 pontos.

LULA CONFIRMA FERNANDO HADDAD COMO MINISTRO DA FAZENDA

Não houve surpresa. O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva confirmou na manhã desta sexta-feira a indicação de Fernando Haddad como ministro da Fazenda em seu próximo governo.

Ex-prefeito de São Paulo e ministro da Educação sob Lula, Haddad vem enfrentando resistência de participantes do mercado financeiro à sua indicação.

Lula também confirmou outros nomes que já vinham sendo especulados para alguns de seus principais ministérios.

O ex-governador maranhense Flavio Dino será o próximo ministro da Justiça.

O Itamaraty será chefiado por Mauro Vieira. O atual embaixador brasileiro na Croácia esteve à frente do Ministério das Relações Exteriores no segundo mandato de Dilma Rousseff.

Para a Defesa, Lula confirmou a indicação de José Múcio Monteiro.

Por fim, o governador baiano Rui Costa ficará à frente da Casa Civil do próximo governo Lula.

Os anúncios foram feitos durante pronunciamento de Lula no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília.

LULA: OUTROS MINISTROS SERÃO ANUNCIADOS NA SEMANA QUE VEM, DEPOIS DA DIPLOMAÇÃO

Aguarde mais informações.

MAURO VIEIRA FICARÁ À FRENTE DO ITAMARATY SOB LULA

Aguarde mais informações.

LULA ANUNCIA FLAVIO DINO COMO SEU MINISTRO DA JUSTIÇA

Aguarde mais informações.

LULA ANUNCIA JOSÉ MÚCIO MONTEIRO COMO MINISTRO DA DEFESA

Aguarde mais informações.

RUI COSTA SERÁ O MINISTRO DA CASA CIVIL DE LULA

Aguarde mais informações.

LULA CONFIRMA FERNANDO HADDAD COMO MINISTRO DA FAZENDA

Aguarde mais informações.

LULA INICIA PRONUNCIAMENTO EM BRASÍLIA

Aguarde mais informações.

O dólar à vista acelerou os ganhos há pouco, com a proximidade do anúncio da equipe ministerial do governo Lula (PT).

A moeda americana registra alta de 0,72%, a R$ 5,2641.

IBOVESPA DESACELERA

Com a virada dos índices futuros de Nova York, o Ibovespa opera instável nesta sexta-feira. Além disso, pesa sobre a bolsa brasileira o anúncio dos ministros do governo Lula (PT), em instantes.

COMBOIO DE LULA CHEGA AO CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL

Aguarde mais informações.

ELON MUSK PERDEU O POSTO DE MAIS RICO DO MUNDO

Uma das listas mais visadas do mundo acaba de ser atualizada com direito a uma substituição importante. Elon Musk não é mais o homem mais rico do mundo. Ele perdeu o posto para Bernard Arnault e sua família, CEO da marca de luxo Louis Vuitton

Em números, o CEO da Tesla e chefe do Twitter, tem um patrimônio líquido de US$ 185 bilhões, enquanto o francês herdeiro da famosa marca de bolsas e malas e sua família superaram esse valor, com uma riqueza de US$ 187 bilhões.

Confira a lista completa dos dez maiores bilionários da Forbes:

#NOMEPATRIMÔNIO LÍQUIDOIDADEFONTE DE RENDAPAÍS / TERRITÓRIO
1Bernard Arnault & familyUS$ 187,3 bilhões73LVMHFrança
2Elon MuskUS$ 185,0 bilhões51Tesla, SpaceXEUA
3Gautam AdaniUS$ 133,6 bilhões60Infraestrutura e CommoditiesÍndia
4Jeff BezosUS$ 113,6 bilhões58AmazonEUA
5Warren BuffettUS$ 106,2 bilhões92Berkshire HathawayEUA
6Bill GatesUS$ 105,8 bilhões67MicrosoftEUA
7Larry EllisonUS$ 102,9 bilhões78OracleEUA
8Mukesh AmbaniUS$ 92,1 bilhões65DiversificadoÍndia
9Carlos Slim Helu & familyUS$ 82,5 bilhões82TelecomunicaçõesMéxico
10Larry PageUS$ 81,5 bilhões49GoogleEUA
Fonte: Forbes

Elon Musk e as apostas pouco ortodoxas

A perda da coroa pode ser atribuída não ao esforço dos concorrentes, mas aos investimentos de Musk.

Leia mais.

REAÇÃO AO PPI

Os índices futuros em Nova York, que abriram o dia em tom positivo, migraram para o campo negativo após o avanço do PPI acima do esperado. Confira:

  • Dow Jones futuro: -0,49%;
  • S&P 500 futuro: -0,61%;
  • Nasdaq futuro: -0,80%.
PREÇOS AO PRODUTOR NOS EUA

O Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) avançou 0,3% em novembro ante outubro, acima das projeções de alta de 0,2%.

No acumulado de 12 meses encerrados em novembro, o PPI sobe 7,4%.

O núcleo do índice - que exclui energia e alimentos - também avançaram 0,3% no mês em comparação com outubro.

ENTREVISTA COLETIVA COM O PRESIDENTE ELEITO LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA ESTÁ ATRASADA

Evento estava originalmente previsto para as 10h15.

SOBE E DESCE DO IBOVESPA

O Ibovespa opera em alta de 0,51%, aos 107.819pontos.

Confira as maiores altas:

CÓDIGONOMEULTVAR
USIM5Usiminas PNAR$ 7,782,77%
CSNA3CSN ONR$ 14,462,70%
VALE3Vale ONR$ 88,122,61%
CMIN3CSN Mineração ONR$ 3,771,89%
BRAP4Bradespar PNR$ 29,481,87%

E as maiores quedas do dia:

CÓDIGONOMEULTVAR
FLRY3Fleury ONR$ 15,73-1,38%
CCRO3CCR ONR$ 11,00-1,35%
IGTI11Iguatemi ONR$ 17,76-1,22%
HAPV3Hapvida ONR$ 4,92-1,20%
BBSE3BB Seguridade ONR$ 31,14-1,05%
IBOVESPA ABRE EM ALTA ANTES DO ANÚNCIO DOS MINISTROS DE LULA

O Ibovespa abriu em alta de 0,56%, aos 107.844 pontos, no pregão desta sexta-feira. O principal índice acionário da B3 reage ao dado da inflação medida pelo IPCA menor do que o esperado e ao maior apetite a risco no exterior.

Os investidores estão de olho em Brasília, onde o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve anunciar logo mais os nomes de cinco ministros. Entre eles, o titular da Fazenda, que deve ser o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad. Acompanhe também a nossa cobertura dos mercados hoje.

MINÉRIO DE FERRO FECHA EM ALTA

O minério de ferro fecha as negociações 4,69% em Dalian, na China, com a tonelada cotada a US$ 117,20.

O dólar à vista opera em alta 0,44%, a R$ 5,2487.

ABERTURA DO IBOVESPA

O Ibovespa abriu em alta de 0,56%, aos 107.844 pontos com IPCA menor do que o esperado e exterior com maior apetite ao risco após China mais estímulos econômicos.

Em instantes, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve anunciar os ministros de pastas "mais evidentes". Entre eles, o chefes dos ministérios da Fazenda, Casa Civil, Defesa e Justiça. Confira a cobertura completa do pronunciamento aqui.

ADRS DE VALE E PETROBRAS EM NOVA YORK

Os ADRs  recibos de ações em bolsas estrangeiras  da Petrobras e da Vale, empresas com maior peso no Ibovespa, operam em alta no pré-mercado em Nova York, com a valorização das commodities e maior apetite ao risco com medidas de incentivo ao mercado imobiliário na China, principal motor da economia do país asiático.

O ADR da Petrobras avança 0,65%, a US$ 10,85. Já o recibo de ações da Vale sobe 2,01%, a US$ 16,76.

Lula deve anunciar logo mais os seguintes nomes para cinco ministérios do futuro governo, de acordo com o Estadão:

  • Fernando Haddad: Fazenda
  • Rui Costa: Casa Civil
  • José Múcio Monteiro: Defesa
  • Flávio Dino: Justiça
  • Mauro Vieira: Relações Exteriores.
ABERTURA DOS JUROS FUTUROS

Com o IPCA de novembro abaixo do esperado, as negociações dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) foram beneficiadas, com alívio nesta sexta-feira (9). Os juros futuros abriram em queda:

NOME ULT  FEC 
DI Jan/2313,65%13,66%
DI Jan/2413,75%13,83%
DI Jan/2512,92%13,06%
DI Jan/2612,72%12,87%
DI Jan/2712,66%12,81%
LULA DEFINE CÚPULA DAS FORÇAS ARMADAS

Futuro ministro da Defesa, José Múcio Monteiro acertou com Lula os nomes dos militares que formarão a cúpula das Forças Armadas.

O Estadão apurou que o general Julio Cesar de Arruda será o comandante do Exército; o tenente-brigadeiro do ar Marcelo Kanitz Damasceno, da Aeronáutica; e o almirante Marcos Sampaio Olsen, da Marinha.

No Exército e na FAB, foram escolhidos os mais antigos, já na Marinha, o segundo mais antigo. O comandante do Estado-Maior das Forças Armadas deverá ser o almirante de Esquadra Renato Rodrigues de Aguiar Freire. (Estadão Conteúdo)

MATHEUS SPIESS: MERCADOS EM 5 MINUTOS

COLOCA NO PÉ DO VINI JR. QUE O MENINO FAZ MÁGICA

Lá fora, os mercados asiáticos subiram nesta sexta-feira (9), repercutindo o otimismo da abertura econômica chinesa, apesar de os investidores continuarem se preocupando com o aumento das taxas de juros e uma possível recessão. Agora, no âmbito internacional, o mercado estará de olho na divulgação de dois importantes relatórios de inflação dos EUA, um hoje e outro na semana que vem, além de esperar ansiosamente a última reunião de política monetária do ano do Federal Reserve.

Os mercados europeus, por outro lado, não são unânimes na alta, e trabalham de maneira mista nesta manhã, mas o tom é predominantemente positivo, à luz dos dados que sinalizam que quase um ano de alta nas taxas de juros está começando a impactar os preços. Pelo menos os futuros americanos sobem por enquanto. As commodities, que conseguem sustentar uma alta em seus principais nomes nesta sexta-feira, podem servir de ajuda para o Brasil, que vem acompanhando os desdobramentos fiscais.

A ver…

00:41 — Os nomes

Por aqui, finalmente chegou o dia de recebermos os dados oficiais de inflação de novembro, o IPCA, que deve apresentar alta de 0,55% na comparação mensal, mas ainda assim desacelerar para 6,01% na comparação anual. Acontece que, apesar de relevante, a agenda política roubará a cena da manhã. Lula dará uma entrevista hoje às 10h15 para anunciar os primeiros nomes oficiais do ministério.

Como era amplamente esperado já há alguns dias, Fernando Haddad, ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo, deverá ocupar a pasta da Fazenda, sendo o grande destaque do dia. Outros nomes como o de Flávio Dino para a Justiça, José Múcio na Defesa e Rui Costa na Casa Civil devem ser igualmente anunciados. Sim, Haddad não era o nome que o mercado queria, mas não é o pior quadro do PT (tem coisa pior).

Visto como uma figura pragmática, mais lulista que petista e com uma imagem de fiscalmente responsável, pelo menos durante sua passagem na prefeitura (colocou ex-McKinsey para a Fazenda e foi criticado pelo próprio PT por gastar pouco), Haddad terá a grande responsabilidade de já no primeiro semestre emplacar uma reforma tributária e um novo marco fiscal. É uma tarefa homérica e o futuro ministro precisará mostrar trabalho.

A PEC volta a ser discutida só na semana que vem, com a Câmara pressionando por mais reduções (algumas mais marginais não precisam fazer o texto voltar para o Senado). A atuação é vista como uma demonstração de insatisfação de Lira, que comanda a Casa, por conta das movimentações do STF contra as emendas do relator. Até lá, a PEC continua com seus R$ 168 bilhões, com gastos federais devendo subir a 19% do PIB em 2023 e o déficit primário ficando a 7% do PIB. Ruim para os juros.

01:59 — Na expectativa pela semana que vem

Depois de um início difícil, as ações nos EUA finalmente tiveram um bom dia em dezembro. Depois de cair por cinco dias consecutivos no início do mês, o S&P 500 subiu 0,75% ontem, deixando os investidores com um gostinho de quero mais. Todos se perguntam sobre a eventual ocorrência de um rali de Natal. Na atual conjuntura, de fato é possível, mas não tão provável, pelo menos não no ímpeto tradicional.

Para os próximos dias há um fluxo de grandes notícias chegando que podem sustentar os ganhos ou fazer o mercado cambalear mais uma vez. Começa com o importante relatório de inflação hoje do Departamento do Trabalho dos EUA, que divulga o índice de preços ao produtor de novembro. O PPI deverá aumentar 7,2% na comparação anual, após um salto de 8% em outubro. Já o núcleo, que exclui os preços voláteis, deve aumentar 5,9%, desaceleração da alta de 6,7% anteriormente.

Naturalmente, uma eventual leitura de preços mais suaves do que o esperado deveria aumentar as esperanças de que um pivô do Fed nos movimentos das taxas esteja chegando. Na semana que vem, na terça-feira, é o índice de preços ao consumidor que ganha espaço — o CPI tem sido a métrica mais observada há meses e promete ser outro grande evento. Por fim, o relatório será rapidamente acompanhado pela decisão de juros do Fed, na quarta-feira que vem, que deverá desacelerar o ritmo de aperto.

De fato, se houver mais evidências de desaceleração da inflação e mais retórica do Fed de que eles vão desacelerar os aumentos para dar tempo de avaliar o impacto na economia de todos os aumentos de juros já em vigor, as ações terão sua melhor chance de finalmente encenar um rali tradicional de fim de ano, o que pode impactar o mundo e até engajar investidores brasileiros, depois das discussões fiscais.

02:52 — Mais preços ao produtor

Na China, também tivemos os dados da inflação de preços ao produtor, que foi negativa em novembro (queda de 1,3% na base anualizada), enquanto a taxa de inflação de preços ao consumidor desacelerou de 2,1% em outubro para 1,6% no mês passado. Contudo, nem isso foi capaz de evitar uma alta nos ativos asiáticos hoje, ainda animados com a abertura da economia chinesa, saindo das restrições contra a Covid-19 (os dados de inflação americana são relativamente muito mais importantes).

Enquanto isso, na Europa, temos a pesquisa de inflação do Banco da Inglaterra (o BC inglês), que parece ser realmente útil. Os países do continente europeu devem ter continuidade de um processo de aperto monetário duro, tanto na Zona do Euro como em países não-membros, como é o caso do Reino Unido, também em uma situação fiscal bastante delicada. A desaceleração do tom, ainda que possa acontecer nos próximos meses, deverá ser ainda mais gradual que nos EUA.

03:38 — Buscando proteções

As conversas sobre uma recessão em 2023 estão por toda parte. Os estrategistas e gestores de fundos estão se preparando com estratégias para jogar defensivamente. As tradicionais empresas defensivas do mercado são aquelas cujos negócios cotidianos não são afetados por mudanças no produto interno bruto, nas taxas de juros ou nas flutuações do mercado. Pense em setores como produtos básicos de consumo, saúde e serviços públicos — as pessoas ainda precisam comprar pasta de dente, ir ao médico e iluminar suas casas quando a economia entrar em recessão.

O rali recente foi sustentado pela esperança de que o Federal Reserve faça uma pausa em sua campanha de aumento da taxa de juros, estimulada por dados encorajadores de inflação e empregos. Mas a inflação permanece muito acima da meta de 2% do Fed, e a trajetória de queda não é garantida para ser suave. Ou seja, ainda que desacelere na semana que vem, os juros continuarão subindo e poderão ficar em patamares elevados por mais tempo. Em outras palavras, negócios sensíveis aos juros ainda não serão bem-recebidos nas carteiras dos investidores.

Como não é nenhuma surpresa a possibilidade de recessão, muitas ações com orientação defensiva estão sendo negociadas com altos prêmios no mercado. No Brasil, no entanto, isso não é necessariamente verdade, com muitos nomes mais resistentes e de qualidade negociando com desconto (novamente os ativos brasileiros com atratividade). Infelizmente, 2023 ainda será um ano de exceção, assim como foi o período entre 2020 e 2022, com muita volatilidade no radar.

04:36 — As relações entre EUA e China

Não há dúvida de que estamos passando já há algum tempo por um período ruim nas relações diplomáticas e comerciais entre EUA e China. Contudo, apesar de toda a conversa motivada pela pandemia de mudar as cadeias de suprimentos da China e restaurar as fábricas, o valor dos produtos chineses comprados pelos EUA é maior do que nunca — o valor das exportações dos EUA para a China este ano também esteve perto de níveis recordes (nos primeiros nove meses de 2022, as empresas americanas enviaram US$ 108,8 bilhões em mercadorias para a China, contra US$ 105,6 bilhões no mesmo período de 2021).

Como não poderia ser diferente, para os Estados Unidos essa situação é um grande problema com uma grande implicação na política externa, já que a China é vista como seu principal rival econômico e geopolítico. Os próximos anos serão importantes para entendermos o redesenho das cadeias produtivas globais e como essa relação fica daqui em diante. Hoje, a relação comercial com a China continua a ser a maior dos EUA por alguma margem, sendo que as importações da China representaram 17% do total das importações dos EUA. Sair dessa armadilha não será fácil ou rápido.

CENTRÃO AGUARDA MINISTROS E DECISÃO SOBRE ORÇAMENTO SECRETO

O anúncio dos ministros, a 23 dias da posse, pode ajudar a dar um freio de arrumação no confuso cenário do Congresso no momento em que o Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar a constitucionalidade do orçamento secreto. Lula já foi avisado que, se a Corte derrubar a prática, pode enfrentar problemas com a PEC.

Com aval do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o Centrão quer esperar o resultado do julgamento para analisar essa proposta.

O orçamento secreto, revelado pelo Estadão, é o instrumento pelo qual o presidente Jair Bolsonaro obteve apoio político no Congresso, em troca da liberação de recursos de emendas parlamentares. (Estadão Conteúdo)

ABERTURA DO IBOVESPA FUTURO E DO DÓLAR

O Ibovespa futuro abriu em alta de 0,67%, aos 107.920 pontos e acompanha o exterior, mas com o pronunciamento de Lula no radar.

No mesmo horário, o dólar à vista abriu em alta de 0,43%, a R$ 5,2385.

IPCA DE NOVEMBRO

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,41% em novembro ante alta de 0,59% em outubro. O dado é uma referência de inflação no período e veio em abaixo da mediana das projeções de analistas, que esperavam avanço de 0,54%.

Na acumulado do ano, a inflação recuou de 6,47% em outubro para 5,13% em novembro. Em 12 meses, o IPCA registrou avanço de 5,90%.

Os dados foram divulgados há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

IGP-M DE DEZEMBRO

O Índice Geral de Preços - Mercados (IGP-M), conhecido como a inflação do aluguel, avançou 0,35% em dezembro, na primeira prévia divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Na comparação com a mesma leitura do mês anterior, o IGP-M registrou um recuo de 0,60% em novembro.

COMMODITIES EM ALTA

O maior apetite ao risco nas bolsas internacionais, com mais sinalizações de novos estímulos do governo chinês ao mercado imobiliário, beneficiam as commodities.

O minério de ferro negociado em Dalian, na China, registra alta de 4,69%, com a tonelada a US$ 117,20.

O petróleo tipo Brent tem leve avanço de 0,21%, com o barril cotado a US$ 76,31.

DAY TRADE NA B3

Após o fechamento do último pregão, identifiquei uma oportunidade de swing trade baseada na análise quant - compra dos papéis de Iguatemi (IGTI11).

IGTI11: [Entrada] R$ 18.22; [Alvo parcial] R$ 18.65; [Alvo] R$ 19.30; [Stop] R$ 17.50

"O papel está numa zona de suporte importante, atraindo interesse comprador"

Recomendo a entrada na operação em R$ 18.22, um alvo parcial em R$ 18.65 e o alvo principal em R$ 19.30, objetivando ganhos de 5.9%.

Leia mais.

AGENDA DO DIA
  • FGV: IPC-S Capitais (8h)
  • IBGE: IPCA de novembro (9h)
  • Governo Federal: Presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva concede coletiva. Expectativa é anúncio de primeiros nomes para o ministério (10h15)
  • Estados Unidos: Índice de preços ao produtor (PPI) de novembro (10h30)
FUTUROS DE NOVA YORK TEM LEVE ALTA ANTES DA SEMANA DE DECISÃO DE JUROS AMERICANA

Os índices futuros de Nova York operam em leve alta na manhã desta sexta-feira.

Os investidores tentam dar continuidade aos ganhos registrados ontem em Wall Street enquanto se preparam para novos indicadores econômicos.

Para hoje, o mercado norte-americano está de olho no preço ao produtor norte-americano.

A expectativa é de que o dado ajude os analistas a projetarem com mais precisão o próximo passo do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

O Fomc, comitê de política monetária do Fed, se reunirá pela última vez no ano na semana que vem.

No momento, a maioria dos participantes do mercado espera uma desaceleração do ritmo de aperto monetário, com uma alta 0,5 ponto porcentual na taxa básica de juro na próxima quarta-feira.

Confira:

  • Dow Jones futuro: +0,02%;
  • S&P 500 futuro: +0,12%;
  • Nasdaq futuro: +0,19%.
BOLSAS DA EUROPA TENTAM SUSTENTAR ALTA

As bolsas de valores da Europa abriram em alta tímida nesta sexta-feira. Os investidores mostram-se divididos entre o relaxamento das medidas de restrição na China e os temores de que uma recessão global se aproxima.

Além disso, os participantes do mercado preparam-se para uma super-semana dos bancos centrais. Isso porque estão previstas para a semana que vem as decisões de juros das autoridades monetária dos Estados Unidos, da Inglaterra e da zona do euro.

Confira:

  • Euro Stoxx 50: +0,13%
  • DAX (Alemanha): +0,24%
  • CAC 40 (França): +0,08%
  • FTSE 100 (Reino Unido): +0,28%
BOLSAS ASIÁTICAS FECHAM EM ALTA MESMO COM INFLAÇÃO CHINESA ALTA

As bolsas de valores da Ásia fecharam em alta nesta sexta-feira (09). Participantes do mercado atribuíram o movimento a uma repercussão da alta da véspera em Nova York.

Isso manteve em segundo plano os números da inflação ao consumidor e ao produtor na China, bem como o relaxamento das restrições no âmbito da estratégia chinesa de covid zero.

Além disso, os investidores acompanham a reestruturação da dívida da incorporadora imobiliária chinesa Sunac.

Confira:

  • Xangai (China): +0,30%
  • Nikkei (Japão): +1,18%
  • Kospi (Coreia do Sul): +0,76%
INFLAÇÃO DA CHINA DESACELERA, MAS AINDA VEIO ACIMA DAS EXPECTATIVAS

A taxa anual da inflação ao consumidor (CPI) da China desacelerou em novembro.

O índice avançou 1,6% no acumulado em 12 meses até novembro, de 2,1% em outubro.

No entanto, o número veio um pouco acima da estimativa dos analistas consultados pelo Wall Street de Journal, de alta de 1,5%.

A alta foi atribuída à inibição da demanda doméstica em meio a novos surtos de covid-19.

Já a inflação ao produtor da China teve queda anual de 1,3% em novembro, repetindo a variação de outubro. O consenso no levantamento do WSJ era de recuo um pouco maior, de 1,5%.

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