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O avanço do senador nas intenções de voto para as eleições 2026 ocorre em um momento em que a avaliação do governo Lula segue pressionada
O senador Flávio Bolsonaro avançou nas intenções de voto e agora aparece tecnicamente empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno das eleições de 2026, segundo pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (4).
De acordo com o levantamento, Lula tem 45,8% das intenções de voto, contra 41,1% de Flávio Bolsonaro. Considerando a margem de erro de 2,5 pontos porcentuais para mais ou para menos, os dois candidatos estão empatados no limite estatístico. Em janeiro, a distância era maior: o petista aparecia com 46,2%, enquanto Flávio tinha 36%.
O avanço do senador ocorre em um momento em que a avaliação do governo Lula segue pressionada.
Além de Flávio Bolsonaro, outros nomes da direita também aparecem competitivos contra Lula. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, registra 42,2% contra 44,7% do presidente, enquanto a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro soma 40,7% frente aos 45% do petista. Ambos também empatam tecnicamente dentro da margem de erro, mas não anunciaram candidatura à presidência.
Entre os demais potenciais adversários, o governador do Paraná, Ratinho Jr., é o que apresenta melhor desempenho, mas ainda perde para Lula por 45% a 38%. Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite também ficam atrás do atual presidente.
A pesquisa também testou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como candidato governista no lugar de Lula. O petista aparece tecnicamente empatado com candidatos de direita nos três cenários testados.
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No segundo turno, Haddad tem 41,8% contra 40% de Flávio; 40,5% contra 44,5% de Tarcísio; e 42% contra 39% de Ratinho Jr.
A maneira como Luiz Inácio Lula da Silva está lidando com seu trabalho como presidente da República é desaprovada por 51,4% dos brasileiros e aprovada por outros 46,6% dos eleitores.
Os dados mostram um cenário de estabilidade: em janeiro, eram 50% os que desaprovavam Lula e 47% os que aprovavam. A mudança se deu dentro da margem de erro do levantamento, que é de 2,5% para mais ou para menos.
De acordo com o levantamento, são 22,3% os eleitores que consideram o governo bom, enquanto 19% acham que é regular, 18,7% acham que é ruim e 26% apontam como péssimo. Os que não sabem são 2,2%.
A pesquisa também mediu a avaliação de Lula por área de atuação (economia, segurança, saúde e educação). Os piores resultados de Lula são na segurança pública, área na qual 32,9% dos brasileiros acham a gestão péssima e outros 19,4% a veem como ruim. De outro lado, 14% apontam o governo como bom na segurança e 23,3% o enxergam como regular.
O melhor resultado se dá na economia, na qual o conceito "bom" foi atribuído por 24% dos eleitores, o regular por 22%, o ruim por 14% e o péssimo por 27%.
Quando questionados sobre a possibilidade de reeleição em 2026, 51% dos brasileiros afirmam que Lula não merece continuar no cargo, enquanto 47% defendem um novo mandato.
A pesquisa Meio/Ideia ouviu 1.500 pessoas entre os dias 30 de janeiro e 2 de fevereiro, por meio de entrevistas telefônicas. O levantamento tem nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,5 pontos porcentuais. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é o BR-08425/2026.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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