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Aos 47 anos, a política conservadora precisa liderar um bloco que encara crise energética, inflação alta e reflexos do Brexit
O nome que passa a governar o Reino Unido acaba de ser anunciado. Elizabeth Truss é a nova primeira-ministra e líder do Partido Conservador. Ela herdará o cargo de Boris Johnson, que renunciou em julho deste ano.
Liz Truss é uma velha conhecida da política britânica, tendo atuado nos gabinetes de David Cameron, Theresa May e do próprio Boris Johnson. Atual ministra das Relações Exteriores, ela competia com o ex-ministro de Finanças Rishi Sunak.
Aos 47 anos, Liz Truss é grande fã da antiga primeira-ministra do Reino Unido, a polêmica premiê conservadora Margaret Thatcher, que governou entre 1979 e 1990 e ficou conhecida como “a Dama de Ferro”, devido a sua postura inflexível frente às crises que assolavam os domínios da rainha em seu tempo.
Apesar de fã de Thatcher, Truss precisará de mais jogo de cintura que a antiga líder conservadora devido aos diversos problemas que pairam sobre a Europa neste momento.
A começar pelo corte de gás natural da Rússia, que deve pressionar ainda mais a inflação — vale frisar, já nas alturas para a região.
Porém, os problemas internos das Ilhas Britânicas devem falar mais alto. Mais cedo, a Libra caiu para o menor nível em 37 anos na comparação com o dólar.
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Por volta das 8h30, a libra recuava para US$ 1,1293 frente ao dólar norte-americano, de acordo com informações do Dow Jones Newswires.
Por fim, vale lembrar que Truss herdará um Reino Unido de saída da União Europeia, fato que pesou sobre o desempenho da economia da região e ainda deve refletir sobre os negócios por lá.
A bolsa de Londres já operava em queda pela manhã. Após o anúncio de Liz Truss, os investidores mantiveram o sentimento negativo e o índice recuava 0,68% por volta das 9h.
Na média da Europa, o Euro Stoxx 50 caía 2,21%, refletindo os temores de que o corte do fornecimento de gás para a região dominando o sentimento dos investidores.
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