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A Petrobras vai distribuir R$ 48,4 bilhões em dividendos e juros sobre o capital próprio em duas parcelas; governo é o maior acionista
A alta dos combustíveis, mesmo sendo alvo de críticas do governo federal, vai engordar os cofres públicos. A Petrobras (PETR3; PETR4) começa hoje (20) a distribuir dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) aos acionistas — e o mais beneficiado é a própria União.
A Petrobras vai distribuir R$ 3,715490 por cada ação preferencial (PETR3) e ordinária (PETR4) em circulação, com base na posição acionária de 23 de maio de 2022.
O pagamento dos proventos de R$ 48,4 bilhões acontece em duas rodadas, em junho e em julho, e ao todo, R$ 13.9 bilhões serão pagos ao governo federal.
Isso porque a União é a maior acionista da petrolífera. Ela detém 3.740.470.811 ações ordinárias da empresa, que são as que dão direito a voto, o que corresponde a 50,3% dos papéis PETR3.
Nessa primeira rodada, a Petrobras vai pagar o valor bruto de R$ 1,857745 por ação ordinária (PETR3) e preferencial (PETR4) em circulação, sendo R$ 0,430177 em JCP — com incidência de imposto de renda — e o restante em dividendos.
Já na segunda parcela, o valor bruto por ação também é de R$ R$ 1,857745, mas apenas sob a forma de dividendos. O pagamento acontece em 20 de julho.
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Para os detentores de ações de ADRs, o pagamento acontece após 7 dias do início da distribuição dos proventos. Ou seja, a primeira parcela será paga a partir do dia 27 de junho e 27 de julho.
A Petrobras tem sido duramente criticada pela alta do preço dos combustíveis. As sucessivas queixas do governo federal, intensificadas pela agenda eleitoral e pelo impacto na popularidade do presidente Jair Bolsonaro (PL), estão por trás da dança das cadeiras na petrolífera.
O primeiro alvo foi a diretoria da Petrobras. Em março, Bolsonaro demitiu o general Joaquim Silva e Luna. No lugar, foi nomeado José Mauro Filho Coelho — que renunciou nesta segunda-feira (20), após um pouco mais de dois meses na cadeira.
Os nomes mudam, mas os preços dos combustíveis seguem em alta. Isso porque os valores da gasolina, etanol e diesel, são vinculados à política de paridade internacional (PPI) — que leva em consideração o preço do barril de petróleo negociados no mercado internacional.
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